Arquivo para Tribuna da Bahia - Daniele Barreto
11
julho
2015
Artigo na Tribuna da Bahia: Cunha é o alter ego dos seus asseclas

Gente,

Bom dia! Tudo bem? Com a correria, esqueci de avisar para vcs que saiu um artigo meu no jornal Tribuna da Bahia essa semana! Adoro o jornal e sempre fico super feliz quando o editor de política Osvaldo Lyra opta por publicar um texto meu! Agradeço ao Osvaldo e a toda equipe do jornal pela moral! rs

O artigo segue abaixo! Falo de Eduardo Cunha e quem são os deputados que o seguem. ( ah, se vcs quiserem acompanhar as edições em pdf., podem acessar www.tribunadabahiavirtual.com.br, se cadastrar gratuitamente e ler. Massa, né? )

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Eduardo Cunha é o alter ego dos que o seguem

Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, é notável articulador dos bastidores; por agregar oposição e descontentes da base do governo, constrói meticulosamente seu poder e pauta, cada vez mais, a agenda política do país – servindo os brasileiros com um cardápio de retrocessos. Mas de onde vem o poder de Cunha? Como uma figura desconhecida do grande eleitorado – envolvida em tantos escândalos e com mentalidade político-ideológica do século passado – consegue chegar à Presidência de uma Casa Legislativa, terceiro na linha de sucessão presidencial, e ter seu nome cogitado em especulações para candidato a presidir uma nação?

Cunha conta com o apoio dos seus pares porque deles têm a admiração e idolatria.

Figura que sempre esteve envolvida em escândalos graves, mas sem nenhuma ameaça real da Justiça o punir (saiu ileso de investigações, ainda que a imagem de seus superiores, na época, tenha sido maculada, a exemplo de Collor e Garotinho), Cunha é o ídolo do baixo clero, é a celebridade que seus comparsas gostariam de ser, é a diva que eles querem copiar (diria Valesca).

Esperto, percebeu rapidamente o óbvio: a Câmara é composta por caudilhos, velhos coronéis locais sedentos por qualquer benefício, dinheiro, jantares, comida boa e de graça, viagem com as esposas para o exterior, vantagens para suas empresas/agronegócio… Ou seja, sedentos por pequenas e mesquinhas migalhas de poder. E isso Cunha pode dar para eles: por ter a caneta da Casa na mão e por se colocar como interlocutor entre cada parlamentar-mendigo – cuja personalidade é uma mistura perigosa de despreparo, vaidade e ganância – e os maiores empresários do país.

A tropa de Cunha é formada, majoritariamente, por coronéis que mandam em regiões dos seus estados, mas que nunca tiveram apito em Brasília (justamente por não gozar de poder para influenciar a agenda política nacional). No máximo, esses indivíduos conseguiam – depois de muito bajular algum ministro do seu partido, nomeado pelo governo federal – indicar um superintendente de autarquia ou órgão público federal em seu estado de origem. Ou, em tempos de Mensalão, conseguiam receber dinheiro de intermediários com o governo para fazer número na garantia da tal governabilidade.

Hoje, os componentes do Exército de Cunha podem muito mais. Conseguem não só inserir suas demandas reacionárias, fundamentalistas e segregadoras nas discussões da Casa, mas também sentar lado a lado na mesa com donos de TV e os maiores banqueiros e empresários do país, porque Cunha lá os coloca. Acostumados a serem tratados – ou aturados – como reis em seus estados, a eles era negado o brilho (que eles acham que merecem) e eram relegados aos porões do Congresso Nacional.

Cunha mudou isso. Cunha os “valorizou”, os “ouviu”, faz o ego deles inflar, faz eles se sentirem mais poderosos, honrou o que eles são em seus estados, conferiu mérito ao que eles acham que são. Não seria difícil ver deputados de todo o país se rendendo a um líder como Cunha, né?!

Além disso, Cunha encarou o governo com arrogância e destemor – característica que a maioria deles possui em seus estados, mas que não manifestavam em Brasília por falta de “sangue no olho” (coragem) e espaço. Cunha grita com quem ousa desagradá-lo; manda demitir funcionário da Câmara dos Deputados; impede a entrada de cidadãos, que contrariam suas posições ideológicas e políticas, nas galerias (que maravilha para poder distanciar o cidadão que incomoda, esse é o desejo mais íntimo dos deputados que tratam seus eleitores como números e que não acreditam ter satisfações a dar ao povo); manipula o Regimento a seu favor e faz dele sua arma para conseguir aprovar as matérias que defende; rasga a Constituição Federal; faz chacota do Judiciário; brada em entrevistas com repórteres; ameça (com palavras e gestos) o já fragilizado e impopular governo petista.

Cunha inicia e encerra as sessões quando deseja, corta o microfone dos deputados não aliados e os submete aos seus caprichos e humores. Ele vinga os raivosos que, em troca de cargos e contratos com a administração federal, ficaram calados durante anos de governo petista, mas que nunca engoliram Lula e sua trupe. Cunha desdenha do bom senso e realiza cultos religiosos dentro da Câmara dos Deputados; vinga os cristãos fundamentalistas (especialmente os evangélicos) que não toleram a possibilidade da implementação de políticas públicas voltadas para as minorias e maiorias submissas. Cunha é a revolta do patriarcado que vê crescer a presença da mulher na política e no mercado de trabalho. Cunha destila, pelos olhos, o ódio aos que o desagradam; ele materializa as vontades dos que acreditam que política é capital hereditário, partido político é patrimônio familiar e cargo eletivo é para alugar às empresas interessadas, através do patrocínio de mandatos.

Cunha não aceita uma derrota política porque acredita na sua superioridade diante dos demais e na obrigação de todos servirem aos seus caprichos. Assim, Cunha personifica, na Câmara, aquilo que seus os asseclas são nos seus Estados, e queriam ser no âmbito nacional. Cunha é o declínio da democracia brasileira, já bamba em ricões cujos eleitores votaram em seus comparsas.

Cunha é o alter ego dos que ele lidera.

A tendência é que piore muito nos próximos meses. O peemedebista vai articular para ter um candidato próprio à Presidência da República, ocupando o vácuo de poder que Temer sempre deixou dentro do próprio partido por se preocupar em resolver sua vida e deixar os interesses dos companheiros da agremiação de lado – coisa que os caciques do partido viviam reclamando. Mas o cndidato não será ele. Sabedor de que não tem chances numa disputa eleitoral para chefe máximo do país, sua meta de longo prazo é o parlamentarismo, no qual será o primeiro-ministro.

Levaremos tempo para ver Cunha perder o poder que está construindo e a ele terão que se render os próximos presidentes da República.

Eduardo Cunha é o Sarney do século XXI. E, com a aceitação conveniente dos que o seguem, fez da Câmara o seu curral eleitoral.

Daniele Barreto é advogada e consultora política.

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18
dezembro
2014
Artigo: Tribuna da Bahia

Oi, pessoal!!!!!!!!

Feliz que ontem tem artigo meu no Jornal Tribuna da Bahia!!!!

Postagem no Face

Eita!!! Dia acabando, cheguei em casa agora, cansadaaaaa, mas ainda dá tempo postar uma selfie ostentação de informação, com a Tribuna da Bahia, e de luzinhas de Natal hahahaha Teve artigo meu na página 6, “Ponto de Vista”, hoje!!!!! Uhuuuulll!!!! É tão bom ver um texto meu num jornal que leio desde a adolescência. Meu coração se enche de alegria, força e entusiasmo! Feliz e grata! Demais!

se sentindo realizada.

No texto, trato da ausência de uma oposição nacionalmente que represente os anseios do eleitor. E o não comparecimento de Aécio a uma manifestação por ele convocada indica uma falta de compromisso e respeito com que deposita em seus discursos uma expectativa de país melhor.

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Aécio Neves já cansou

Na semana passada, Aécio Neves convocou o eleitor de oposição a participar de uma manifestação que estava sendo organizada em São Paulo. Em um vídeo e postagens nas redes sociais, conclamava: “mais do que nunca, precisamos estar mobilizados. Vamos pra rua, em todas as cidades do país”. O ato político ocorreu. Mas Aécio não foi “pra rua”! Certamente já cansou de carregar o pesado fardo de ser oposição nesse país – posição que figurou durante os últimos cinco longos meses.

Aécio Neves vem tentando, desde junho, forjar um personagem que não emplacará na novela da política brasileira: o de opositor combativo – o que ele jamais será, porque nunca foi.

O tucano não é uma novidade no cenário político brasileiro – como alguns tentam fazer parecer, com o discurso mudancista -, portanto, não podemos avaliar suas declarações e posicionamentos durante a campanha eleitoral, e nos meses que se seguiram, de forma isolada. Tampouco podemos analisar sua trajetória considerando apenas esse (curto e peculiar) período de arroubo oposicionista.

Enquanto Senador, Aécio silenciou diante dos maiores escândalos do país (nos quais incluo o Mensalão); além disso, desafio o leitor a citar um único posicionamento relevante do mineiro sobre os temas da agenda política nacional nos últimos 10 anos. Víamos muito mais Álvaro Dias (esse, sim!, opositor com legitimidade) e Sérgio Gerra nos noticiários e nos debates partidários do que o ex-candidato à Presidência.

Em quatro anos, Aécio não usou a Tribuna do Senado para nenhuma manifestação politicamente relevante, nem bradou contra a corrupção (como fez nos debates eleitorais na TV, tentando fazer parecer que esse é um hábito ou caraterística sua como político). Não combateu o PT em seu estado (com o qual vira e mexe se alia nos bastidores), tampouco arregaçou as mangas para fazer campanha para os candidatos da oposição nos últimos anos (todos sabemos que lavou as mãos na campanha de Serra em 2010, e por esse motivo nem muito bem se relacionam).

O “Aécio Oposicionista Combativo” que vimos emergir em 2014 é um “Lulinha Paz e Amor”: uma criação de marketing para ocupar um espaço e corresponder a uma expectativa “de mercado”. O “Aécio Oposicionista Combativo” não existe nos corredores do Senado, ele não existe em sua trajetória política, ele nunca existiu!

Aécio é omisso e usa o silêncio como ferramenta política. Não fez nem fará uma oposição combativa porque se constitui na verdade em um bom observador de oportunidades e não aguentará mais alguns meses com a “carga” que ser oposição impõe. Aécio Neves: não vai viajar o país, voltará a sumir da Tribuna do Senado, não se pronunciará diante de novos casos de corrupção, não agitará os movimentos de juventudes dos partidos de oposição, não se engajará em temas da agenda política nacional, não defenderá pautas do eleitor de oposição, não ouvirá demandas dos parlamentares de oposição, não reestruturará seu partido…

E não aguentará muito tempo travestido desse personagem que criou para as Eleições 2014 por três motivos: falta de traquejo com o povo; preguiça-democrática; e ausência de hábito. E isso foi o que o levou a não comparecer à manifestação que convocou. Com sua ausência, explicitou que pouco se preocupa com as expectativas que gerou em uma parcela (significativa e desavisada) da população! Por estar nos últimos meses brincando de ser oposição, terminou provando que não liga a mínima para os milhões de brasileiros que entregaram seus votos e perspectiva de nação para seu bem montado personagem.

Diante das expectativas e esperanças que fez brotar no eleitorado de oposição, sua ausência na manifestação foi, no mínimo, desrespeitosa! E se somarmos sua ausência à forma como conduz sua trajetória política, perceberemos que não muito demorará para ruir a sua recém criada imagem de “representante legítimo da oposição”: por não se fazer legítimo e por não saber fazer oposição.

Veja os artigos publicados em 2014 no Jornal Tribuna da Bahia: Vlog – Artigo Publicado no Jornal Tribuna da Bahia , Vagão Rosa: segregação e reforço do machismo.

Clique AQUI e leia o último artigo publicado no Jornal Tribuna da Bahia.

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Bjo.