Arquivo para PMDB - Daniele Barreto
30
março
2016
PMDB não desembarca do governo Dilma

Bom dia pra você que acordou achando que não ia ter mais nenhum ministro do PMDB no governo hoje, e que haveria pedido de exoneração em massa dos diretores de autarquias, dos superintendentes e milhares (MILHARES) de cargos do segundo e terceiro escalão do PMDB em Brasília e nos estados (cargos em órgãos federais), mas não viu um gato pingado pedir pra sair até agora. Nem Walter Pinheiro entregou os cargos que tem.

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Ô, Temer! Ô, Cunha! Ô, Pinheiro! Ô, Renan! Tá errado isso aí, heim?! A gente tá vendo…

A verdade é que dificilmente o PMDB vai desembarcar seus cargos. Vão segurar os cargos na cara de pau até Dilma cair e assumirem a cadeira de vez. É a estratégia deles.

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12
dezembro
2015
Picciani X fúria do PMDB

Olá, pessoal, boa tarde. Tudo bem?

Como está sendo o sábado de vocês? De boa, descansando? Ou agitado, ainda no ritmo da semana de trabalho? Mas tenho certeza de que você consegue arranjar um tempinho para assistir nosso vídeo de ontem do web programa “5 Minutos de Política”, falamos sobre a destituição do líder do PMDB na Câmara dos Deputados, o deputado federal Leonardo Picciani.

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Cada bancada de partido político possui um líder na Câmara dos Deputados, com funções específicas. Eleito com 34 votos contra 33 (número de votos que seu oponente, Lúcio Vieira Lima, obteve), Picciani aproximou-se rapidamente do Planalto, compondo com as vontades da Presidente Dilma. Obviamente, desagradou um grupo da agremiação que acredita que emplacar o impeachment é uma forma uma forma rápida e fácil de chegar ao poder – especialmente por seu um partido que não investe nas bases, tampouco numa política séria, nem possui grupos pró jovens, mulheres etc – e também uma oportunidade de se vingar de Dilma por terem sido preteridos em processos eleitorais e nas distribuições de cargos.

Liderados pelo perdedor na disputa com Picciani, o grupo recolheu assinaturas e – essa semana – destituiu seu líder, que era uma carta na manga de Dilma contra o impeachment.

Quer saber mais sobre essa novela peemedebista onde vingança, hipocrisia e ódio são os elementos fundamentais?

Então assista nosso vídeo e comente com sua opinião:

Ah, e não esqueça que em outubro publiquei post contando um pouco da vida política do Leonardo Picciani e a ascensão da família ao poder (clique AQUI e leia).

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02
novembro
2015
Bom dia! Revista Isto É: O PMDB está sem rumo?

Oi, pessoal. tudo bem?

O que era para ser um feriado pacato, vai virar um dia para conversarmos muito sobre política aqui no blog. Aproveitando o descansinho de segunda-feira (amamos feriado!), resolvi dar uma geral em algumas matérias que não consegui ler durante a semana. Acordei mais cedo do que se tivesse ido para o trabalho (pra você ver a empolgação que fico quando é dia de me dedicar exclusivamente ao blog hihihihi), e já tomei meu café-da-manhã lendo a Revista Isto É da semana passada (vai ter vídeo falando sobre a matéria de capa), que trouxe uma reportagem intitulada “PMDB sem rumo”, na qual ressalta a heterogeneidade do partido (eu não chamaria simplesmente de “heterogeneidade”) e elenca frases dos caciques e idas e vindas dos dirigentes do partido, que todo dia muda de posição.

Eu discordo de algumas questões levantadas pela revista, especialmente por saber que as “idas e vindas” do PMDB em nada podem ser interpretadas simplesmente como falta de rumo do partido. O PMDB tem uma direção clara e certa. O PMDB sabe o caminho que trilha porque possui os caciques mais pombos sujos sagazes do país. O caminho é: o que der mais lucros e dinheiro para o partido.

Conheço bem os bastidores do partido e vou explicando para vocês como seus caciques agem!

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Clicando no link abaixo, você lê a matéria “PMDB sem rumo” e em seguida temos os trechos da reportagem em azul e meus comentários em preto.

PMDB sem rumo

Depois de alcançar a unidade interna, partido volta a se dividir e coloca em risco o Congresso marcado para novembro

Conhecido por abrigar uma heterogênea federação de caciques regionais, o PMDB havia conseguido este ano algo inimaginável para os padrões do partido. No início do semestre, construiu uma unidade em torno do desembarque do governo. Estabeleceu até data para abandonar a nau governista. O dia “D” seria o Congresso do partido marcado para o dia 17 de novembro. Três fatos, porém, desnortearam a legenda nas últimas semanas: a decisão do TSE de tocar adiante a ação eleitoral que pode impugnar a chapa de Dilma e Temer, as denúncias envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros, na Lava Jato, e os novos pedidos de abertura de inquérito contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Agora, o PMDB avalia transformar o seu Congresso num mero encontro de comadres – ou seja, um convescote sem a ambição de produzir decisão alguma sobre o futuro do partido.

  • estratégia: heterogeneidade do PMDB e crescimento da legenda

De fato o PMDB abriga um grupo de pombos sujos caciques cuja heterogeneidade pode ser compreendida como uma das marcas principais. Mas, a princípio, a revista não esclarece (talvez por que não seja esse o foco da reportagem) os motivos que levaram a essa heterogeneidade. Não se trata, querido leitor, de opção do partido pela liberdade de posicionamento e de respeito às alianças regionais. O PMDB é heterogêneo por que tem uma opção clara por se aliar – a qualquer custo – com quem estiver no governo.

Então, os caciques nacionais não impedem nem se metem nas alianças locais, para que os comparsas correligionários possam lucrar o máximo possível com todo tipo de aliança e acordo espúrio. Vou dar exemplo: mesmo com o PMDB apoiando Dilma (governo federal), num estado (Bahia, por exemplo, para citar o meu), o diretório estadual do PMDB pode entender por apoiar o candidato que é oposição ao governo. Aliando-se, assim aos adversários da presidente e subindo no palanque destes. Numa cidade da Bahia, o diretório estadual deixa que a executiva municipal escolha seus aliados, podendo o líder político filiado ao PMDB no município se coligar com opositores do partido no estado. Assim, o PMDB consegue agradar SEMPRE os candidatos que mais têm chances de ganhar em qualquer eleição.

Se os caciques do PMDB num município percebem que o candidato do DEM vai ganhar, ele se alia. Mesmo que à nível estadual, os caciques maiores do partido sejam adversários do DEM. Isso faz com que, no município, o PMDB cresça mais, por que terá cargos, fará mais vereadores, terá vantagens financeiras, indicará diretores de órgãos, ganhará força política e ocupará mais espaço.

A nível estadual, seguindo o mesmo exemplo, os caciques podem entender por se aliar ao PT, partido adversário do DEM, utilizando os mesmos motivos e estratégias. Assim, cresce isoladamente em pequenos e grandes municípios, e aumenta seu poder de fogo no estado também. Sempre acendendo vela para os dois lados do processo. Isso, independentemente dos partidos envolvidos. Citei DEM e PT ao acaso, por serem adversários, mas poderia ser qualquer partido – desde que as pesquisas internas do PMDB indiquem que o candidato dessa agremiação possui condições mais plenas de lograr êxito nas eleições.

Na esfera nacional, a estratégia se repete. Cada um cuida de tirar o máximo que puder das prefeituras e governos dos estados, e o partido segue se enchendo de caciques endinheirados e de coronéis que mandam em suas regiões.

  • suposta unidade

Não se construiu nenhuma unidade no início do semestre. Nenhuma!

E nesse ponto a revista já deixa transparecer que se trata de matéria plantada por um dos entrevistados, interessados em mostrar que houve unidade por algum momento. Está claríssimo que não houve unidade e que, na época que a revista cita, quem dominada o cenário forjando a tal “unidade” seria um cacique grande da Bahia. A unidade não aconteceu, como ele queria. E ele não foi indicado ao cargo de ministro, como também almejava. Assim, volta a necessidade de matérias com “fogo amigo” dentro do próprio partido, para enfraquecer as alas que discordam dos posicionamentos daqueles que não estão conseguindo mais obter lucros da aliança PT-PMDB.

Irritada com a impossibilidade de voltar ao governo (pois os indicados do PMDB na mini reforma administrativa não são da sua ala), uma parcela dos peemedebistas se rebela e aumenta o ataque interno – com matérias, entrevistas e minando os bastidores.

Assim, enfraquecem a trupe que se mantêm mais próxima ao governo, fazendo parecer que não há rumo claro. Há! O rumo é a estratégia particular de cada cacique. O rumo são as brigas internas por poder que sempre estabeleceram a pauta e sempre nortearam as decisões do partido.

  • pior do que está, fica: é o que o PMDB quer

A decisão do STF, as denúncias contra Renan e a abertura de inquérito contra Cunha apenas são usadas por uma ala do PMDB como desculpas. O real motivo para destacarem a suposta “falta de rumos” é o fato de alguns caciques ficarem de fora da divisão de louros.

Eduardo Cunha, velho coligado dos caciques do partido, já sabia que, mais cedo ou mais tarde, a Lava Jato chegaria nele. E todos os seus correligionários da alta cúpula também sabia – inclusive por que ajudaram a eleger Cunha presidente da Câmara justamente pela sua habilidade em conseguir benefícios para os parlamentares. Não é novidade nenhuma – ao contrário do que a revista quer fazer parecer – que tenha sido envolvido nas investigações; assim como não é nenhuma novidade que os descontentes com a não nomeação agora plantem matérias e ampliem a briga interna – para ganhar força dentro do partido.

Na terça-feira 20, o vice-presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), chegou a anunciar o adiamento do encontro de novembro para março de 2016. Em seu lugar, aconteceria apenas um inofensivo seminário da Fundação Ulysses Guimarães. Raupp atribuiu a decisão a dificuldades logísticas para organizar o evento, cuja expectativa é de reunir cinco mil correligionários. “Não vai ter mais este ano. Não está fácil organizar o evento, até porque tem de juntar muita gente”, despistou o vice-presidente do partido. Convertido a governista, depois de acomodar apadrinhados políticos no novo Ministério de Dilma, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, soltou fogos, ao tomar conhecimento do adiamento. “Acho que foi uma decisão acertada”, comemorou.

Leonardo soltou fogos pelos motivos que comentei com vocês no texto “Todo poder à família Picciani” (leia AQUI). No post, explico como os Picciani aliaram-se à Cunha para bater forte no governo e depois fazer uma composição na qual ganharam muito mais.

Em relação às declarações de Raupp, nenhum partido possui hoje dificuldades financeiras e de logística para reunir os membros em evento desse porte. Não poderia dar desculpa menos verossímil. Vou nem comentar!

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A revista segue fazendo uma avaliação mais realistas das desculpas de Raupp:

Na verdade, a decisão da ala peemedebista mais próxima de Dilma de postergar o encontro embutia outros temores bem menos triviais: o de que a maioria das correntes internas aproveitasse a oportunidade para aprovar uma moção a favor do rompimento definitivo com o Planalto e isso incensasse as manifestações de rua contra o governo marcadas para a mesma data do Congresso do partido.

  • descontentes pela falta de benefícios pessoais

O receio do PMDB é justamente esse: que a ala descontente por que não recebe benefícios suficientes para se mantar na base aproveitasse a oportunidade para colocar o partido em situação ainda mais constrangedora.

Para evitar melar o jogo acertado lá atrás, os peemedebistas favoráveis ao divórcio com Dilma reagiram. Na última semana, pelo menos três reuniões ocorreram em menos de 48 horas na tentativa de manter a data inicial do evento. Comandou a reação o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), hoje um dos críticos mais ácidos ao governo.

  • a vingança é um prato que se come frio

Claro que foi Geddel que comandou a reação. Descontente com não manter os cargos que tinha no governo (muitos e muitos dos quais manteve mesmo depois que começou a criticar publicamente a presidente: ele mesmo afirmava que Dilma tinha que suportar obrigatoriamente sua presença no governo, mesmo ele a atacando duramente), e como não conseguiu mais espaço no governo – por ser considerado peso morto na política baiana pelos petistas – o cacique vem ocupando sua vida (lembre que ele não possui cargo eletivo nem cargo de destaque em nenhum governo, então está com bastante tempo livre) a confabular contra o governo nos bastidores. O que o move: os motivos que já citei anteriormente. Mesmo sendo responsável por grandes pastas no governo petista – quando não reclamava dos ditames e decisões do partido – e tendo ocupado o governo Dilma até pouquíssimo tempo antes das eleições 2014, o peemedebista se acha no direito de criticar o governo com ataques morais (não que o governo não mereça, mas quem fez parte dele silenciosamente, e louros IMENSOS obteve, tem que engolir igualmente silente seus arroubos morais).

O certo é que a birra de Geddel com Dilma tem um único motivo: acerto de contas entre ambos, por Geddel ter tido seu palanque preterido pela presidente em 2000, quando se avorou candidato a Governado da Bahia. Vingativo, o peemedebista. E sua ala ganha força na medida em que outros descontentes por não conseguir o que desejam do governo – em seus estados – se unem ao baiano.

“Não tem hoje no partido ninguém com autoridade política para tomar uma decisão dessas”, afirmou.

  • manda quem pode: nacionalmente e nos estados

Tem sim! A cúpula nacional tem autoridade política para adotar decisões desse calibre. Igualmente como o cacique as adota na Bahia, sendo candidato único (pode colocar quem for na chapa, quem manda é ele) e decidindo os rumos do minguado partido – hoje restrito a sua figura.

Aliás, o que todos percebem de negativo – a limitação do partido a um único nome – muitos caciques de diversos partidos espalhados por esse país vêem como positivo: domínio total sobre o território de seus feudos partidários.

Um dos alvos do presidente do diretório da Bahia foi o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves. “O Henrique trabalha contra porque quer transformar o PMDB numa agência de emprego público”, ironizou Geddel.

[ nota mental: toda vez que leio uma matéria cuja atribuição de frase ao político é norteada com o verbo “ironizar”, sei que ou a matéria saiu da assessoria do mesmo, ou foi plantada; só não acho que é o caso dessa matéria, por se tratar de uma revista com a credibilidade da IstoÉ – a publicação é séria demais e jamais faria isso, não é mesmo? ]

  • éramos amigos

Voltando à análise do conteúdo da matéria: me admira que Geddel se oponha tão brutamente ao Henrique Eduardo, amigo pessoal dele e para quem trabalhou duramente em campanhas para presidência da Câmara e liderança do partido. São grandes aliados e a vitória dele com Presidente da Câmara foi comemorada como uma vitória dos Vieira Lima. Como, de repente, Geddel profere acusações tão graves contra Henrique Eduardo Alves? Sim, por que transformar um partido numa agência de empregos é uma acusação que pesa. (embora não seja mentira, não seja novidade e nem Geddel possa reclamar disso) Quando aliados, já se elogiaram muito!

“Desejam que o PMDB garanta a sinecura para quem desaprendeu a fazer política fora do governo. Não sabem mais o que é militância. E não querem que o partido debata os problemas do Brasil real, que estão aí, diante dos olhos de todos”, acrescentou o político baiano.

  • militância? do que estão falando?

Pronto! Para dizer que não concordo com alguns tópicos: realmente o partido desaprendeu a fazer militância. Mas todos os caciques citados nessa matéria possuem culpa em igual dimensão no que se transformou o PMDB: num cacho de gente que só pensa em contratos e benefícios a qualquer custo. Por falar em militância: qual a militância do PMDB da Bahia? Quem são os nomes que despontaram na militância na última década? Quem têm destaque no partido? Quem exclusivamente ocupa a mídia no estado?

E faço perguntas que englobam (se assim vocês quiserem) outros partidos do estado: há mais do que currais partidários? Há boicote dos caciques às novas lideranças? Quais partidos no estado possuem as alas da Juventude e Mulher estruturados (para além de folhetos e banners fora da realidade prática do partido)? Quais as motivações aos jovens que ingressam no partido? Há mais do que filhos e parentes de caciques? Quem tem espaço na agremiação?

Ora, faça-me uma garapa falar de militância a essa altura do campeonato.

( ah, vai ter vídeo aqui no blog contando mais detalhes de como militantes jovens são boicotados pelos partidos políticos / e como caciques fazem para transformar a indústria de comissões provisórias municipais em um regime colonial de distribuição de sesmarias )

Ao encontrar as digitais do vice-presidente, Michel Temer, na decisão pelo adiamento, Geddel foi ao encontro do dileto aliado de outrora. Na conversa com o vice-presidente, o parlamentar do PMDB não baixou a guarda. “É inaceitável que o PMDB queira passar a imagem de que é dirigido por uma cúpula congressual que não corresponde à vontade do partido”, disse. Temer teria se comprometido a não agir para inviabilizar o Congresso, caso a maioria assim o quisesse.

Importante: vontade do partido? Corresponde sim! Corresponde à vontade de uma ala. Só não corresponde à vontade de outra. Criar um partido com liberdade para alianças locais visando crescimento, domínio, poder e ascensão financeira dos membros, para depois reclamar que é formado por alas muito divergentes e é heterogêneo demais não vale. É necessário compreender que a turma do “quanto pior, melhor” não vai aceitar nada menos do que a sua fatia do bolo. E se esse já estiver divido, vai criar problema para a ala que partiu o doce.

Temer sempre resolveu sua vida e deixou os correligionários na mão. Essa reclamação interna do PMDB sempre foi forte desde que ele assumiu a vice-presidência da República. Uma hora seu “egoísmo partidário” seria alvo de críticas pelos descontentes.

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Os descontentes contam com o apoio de outros caciques nacionais:

Cerram fileiras como já é público e notório o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ) e o deputado Jarbas Vasconcelos (PE). Nos últimos dias, uniram-se a eles diretórios como os do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Na sexta-feira 23, a manobra havia sido desfeita. O Congresso foi confirmado. Mas o desnorteado PMDB, capitaneado pela ala governista, planeja pregar outra peça nos próprios colegas de sigla. A ideia agora é tirar musculatura política do encontro, esvaziando-o.

  • ala sem legitimidade

Obviamente que não adianta a ala que quer o Congresso a impor por meio de ameaças e articulações no apagar das luzes. Se o Congresso for esvaziado (ou a mera tentativa), mostrará que se trata de ala ilegítima – que existe para atrapalhar articulações maiores, e na mera tentativa de se fortalecer baseada no “quanto pior, melhor”, visando outros acordos de bastidores: estaduais, especialmente.

Até lá, novas batalhas deverão ser travadas entre as correntes historicamente antagônicas do partido. A propalada unidade, do início de agosto, ruiu com um castelo de cartas.

  • era só uma ameaça

A unidade nunca existiu. Foi propalada às pressas para fazer parecer que se tratava de unidade do partido que enfraqueceria ainda mais o governo. Foi uma ameaça ao governo. Foi uma forma de parecer que o partido criaria ainda mais problemas. Foi um golpe de achaque, diria Ciro Gomes. Na prática, sabia-se que jamais se conseguiria a unidade em uma semana; por que os motivos da falta de unidade são forte demais para serem superamos do dia para a noite: são movidos à dinheiro, contratos, espaços de poder, brigas internas, destaque no governo, espaço nos estados, licitações, comando de estratégicos negócios do governo, nomeação para superintendência de órgãos federais. A unidade foi propalada às vésperas por que essa ameaça traria o que trouxe: mais ministérios e cargos. Só por isso.

A unidade foi um blefe!

Você já leu as últimas matérias que comentei aqui no blog? Vem ver:

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01
outubro
2015
Troca-troca de Ministérios e crise política

Oi, pessoal!

Hoje mais cedo comentei no Facebook sobre o “toma lá dá cá” que norteia a relação entre o Governo e o PMDB. Com sua reforma ministerial, a presidente Dilma contemplará o PMDB com mais pastas do que o partido já tem. Com isso, a agremiação passa a pressionar menos a gestão da presidente Dilma e o PT.

E tem gente reclamando do “toma lá dá cá” dos ministérios. Ou a pessoa é muito ingênua, ou está fingindo indignação! Siiim… Quando foi diferente? Qual prefeitura e governo do estado que não é assim? Gente, não temos NENHUM partido político programático no Brasil e NENHUM líder com projeto real para o país. Estamos vivendo uma crise de lideranças e de representatividade. Vale para os cenários nacional, estaduais e municipais. TODOS os prefeitos e governadores desse país loteiam secretarias para ter apoio na campanha, fazer coligações e ter maioria nas Casas Legislativas. Todos. TODOS. Sem absolutamente NENHUMA exceção. Isso independe de partido político, de ser direita ou esquerda, ou de você gostar ou não do cara.

É um absurdo? Sim. A gente está indignado? Sim. Revolta ver o dinheiro público indo pro ralo com a nomeação de um monte de incompetente? Sim. Só não dá pra uma galerinha aí ficar fazendo fita de surpreso, né? Indignação seletiva (por falta de conhecimento ou por interesses pessoais) e impunidade são os maiores males desse país hoje. Fazfavor…

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Reação da ala do PMDB que não está sendo contemplada com os cargos:

Em manifesto, 22 deputados do PMDB – um terço da bancada – posicionaram-se contrários ao partido assumir mais cargos em ministérios, assinando um documento no qual demonstram suposta insatisfação com o processo de reforma ministerial e a tentativa do governo de silenciar o PMDB atraindo-o com mais vantagens no governo (exatamente o que o PMDB gosta e quer).

Fisiologistas – tanto quanto os que aceitaram as benesses de Dilma – essa parcela de insatisfeitos (muito mais por rixas pessoais com a presidente do que por prezar pelo futuro da nação), tentam afastar o partido do governo e jogar com a opinião pública fazendo parecer que o parido nada tem a ver com as denúncias que são veiculadas e com as investigações recentes da Polícia Federal e Ministério Público Federal.

Olha o manifesto dos fisiológicos “sem cargo”:

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21
setembro
2015
Vídeo – 5 Minutos de Política: Temer quer assumir a presidência da República

Oi, pessoal! Tudo bem?

Vamos ao nosso vídeo de hoje do “5 Minutos de Política”? Lembrando que todos os dias – inclusive nos finais de semana e feriados – temos vídeo novo às 20h no canal do Youtube no qual eu posto as análises políticas, dicas de livros e conto sobre a rotina de trabalho na política.

Com o cenário político agitadíssimo, não faltam assuntos para debatermos. E vamos agora falar sobre:

  • reuniões do vice presidente Temer com grupo da oposição
  • pronunciamentos de Temer criticando – abandonando a discrição – o governo
  • Temer sinaliza à oposição que quer assumir a cadeira de presidente da República
  • traições, lealdade e abandono aos correligionários
  • benefícios que o PMDB obteve nos governos petistas
  • PT e PMDB sabem o que o outro fez no verão passado

Assista o vídeo:


[ lembrando  que o “5 Minutos de Política” vai ao ar todo dia às 20h, no Youtube ]

Mande também sugestões para vídeo do nosso web programa “5 Minutos de Política”, ok? :-)

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