Arquivo para Mensalão - Daniele Barreto
18
maio
2016
Sérgio Moro condena Dirceu a 23 anos de prisão

Bom dia pessoal. Tudo certinho?

O juiz federal Sérgio Moro acaba de condenar o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (governo Lula) a 23 anos e 3 meses de prisão, por crimes descobertos pelas investigações da operação Lava Jato.

Crimes pelos quais Dirceu foi condenado: corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Todos ligados ao esquema de desvio de dinheiro da Petrobras conhecido como Petrolão.

Clique na decisão contra dirceu e leia!

Dirceu já foi condenado por crimes de corrupção, em 2012, pelo Mensalão – quando dinheiro público desviado era usado para manter deputados na base do governo.

dirceu preso polícia federal

Na Petrobras, junto com seus comparsas, Dirceu desviava de 1% a 5% dos valores de contratos. Faziam parte do esquema bilionário, os partidos PT, PMDB (hoje na presidência da República) e PP (comprado atualmente para a base do governo Temer).

As empresas montavam um cartel e dividiam as licitações na Petrobras, todas pagando “pedágio” para participar do esquema e desviar recursos públicos.

Dirceu estava cumprindo prisão domiciliar pela condenação pelo Mensalão, mas quando a Polícia Federal descobriu sua ligação com o esquema da Petrobras, ele voltou para a cadeia. O petista teve papel fundamental nos dois esquemas, no que chamo atenção para o fato de, cruzando as datas, percebemos que enquanto era julgado, condenado e preso pelo Mensalão, ele, nos bastidores, comandava o núcleo político da organização criminosa que lesava a Petrobras. Inacreditável!

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, o braço direito de Lula ocupava papel de destaque e recebeu muito dinheiro desviado da estatal, além de ser um dos responsáveis pelo “complexo esquema criminoso praticado em variadas etapas e que envolveu diversas estruturas de poder, público e privado”.

Com a condenação de Dirceu, a Lava Jato bate na antesala da presidência da República, colocando o ex-presidente Lula sob suspeita ainda maior.

Dirceu foi delatado por comparsas importantes no desmonte da quadrilha:

– Pedro Barusco

– Milton Pascowitch

– Julio Camargo

– Fernando Moura

Também foram condenados:

  • Luiz Eduardo de Oliveira e Silva – irmão de José Dirceu

Pena: pena de 8 anos e 9 meses de reclusão

Crimes: lavagem e pertinência à organização criminosa;

  • Gerson Almada – empreiteiro da Engevix

Pena: 15 anos e 6 meses de reclusão

Crimes: corrupção e lavagem de dinheiro.

  • Fernando Moura – empresário ligado ao PT e um dos delatores da Lava Jato

Pena: 16 anos e 2 meses de prisão.

  • João Vaccari Neto – ex-tesoureiro do PT

Pena: 9 anos de prisão por corrupção.

  • Renato Duque – ex-diretor de Serviços da Petrobrás

Pena: corrupção 10 anos de reclusão.

  • Roberto ‘Bob’ Marques – ex-assessor de Dirceu

Pena: 3 anos de reclusão. Esta pena foi substituída por duas restritivas de direito: prestação de serviço à comunidade e prestação pecuniária.

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13
abril
2016
Livros de Política: Comprinhas na Livraria Saraiva

Ontem fechamos o dia falando de livros no canal do Youtube (se você ainda não é inscrito, clique AQUI para se inscrever)! Estou procurando as primeiras obras sobre a operação Lava Jato, que já começam a ser lançadas e quase fico louca com a quantidade de livros sobre política à venda na Livraria Saraiva do Shopping da Bahia (ah, qualquer dia desses gravo um vídeo na livraria para vocês verem a diversidade). Uma diversidade enorme sobre o Mensalão, corrupção, livros de colunistas políticos, e eu enchi a sacola. hehehe Ah, tem muita promoção, viu?

É importante que a gente aproveite esse momento político no país para conhecer mais sobre política, ler mais e trocar mais informações com as pessoas. No lugar de disputas polarizadas e brigas, vamos aproveitar que está todo mundo na mesma vibe de discutir o futuro/presente do país, e vamos aproveitar para ouvir as pessoas, aprimorar nossos argumentos, trocar com quem pensa de forma diferente e investir em livros que vão nos ajudar a compreender melhor o que se passa na política brasileira.

Com uma prateleira G.I.G.A.N.T.E. na minha frente, fiquei horas na Livraria Saraiva, mas fiz boas escolhas:

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Vou mostrar cada um mais de pertinho para vocês.

O primeiro livro que peguei logo foi o “Geração de Valor”, porque queria a muito tempo, e porque está na promoção.

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Sobre o Mensalão, escolhi três obras que vão ajudar a compreender melhor esse fenômeno político e avaliar com mais precisão o cenário atual de compra de políticos e corrupção generalizada que assola o país.

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Sobre o PT e a gestão de Dilma, peguei os seguintes:

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Como vocês sabem, sou apaixonada por marketing político (afinal, é minha profissão, quem me acompanha aqui sabe que trabalho com consultoria política para partidos políticos e políticos) e tenho uma coleção imensa sobre o assunto, mas como livro nunca é demais, aproveitei para pegar mais um sobre as eleições de 2014.

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Por fim, o “Tempos Líquidos” que já ouvi falar super bem e estava doida para ler.

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No vídeo, conto com mais detalhes o que me fez comprar cada livro e comento um pouco sobre o conteúdo de cada um.

Aperta o play:

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19
setembro
2013
Dany Barreto Entrevista… o Senador Álvaro Dias

O segundo bate-papo do “Dany Barreto Entrevista” é com o senador Álvaro Dias, do PSDB do Paraná e maior opositor dos governos petistas de Lula e Dilma. Ex-vereador de Londrina (PR), ex-deputado estadual, ex-deputado federal (obteve a maior votação proporcional da história do Paraná, foi eleito Senador em 1982 (foi Vice- líder do PMDB), Álvaro foi eleito governador em 1986 com 72% dos votos válidos (apontado pelo Data Folha o governador mais popular do país). Em 1998, retorna ao Senado – desta vez com 65% dos votos -, oportunidade na qual presidiu duas Comissões Parlamentares de Inquérito: a CPI do Futebol e a CPMI da Terra. Membro titular das CPIs dos Bingos e dos Correios). Vence as eleições para o Senador em 2006, pela terceira vez. Foi escolhido pelo “Congresso em Foco” o melhor Senador do país. Foi eleito vice-presidente do Senado Federal e, em julho de 2007, recebeu em San Diego, na Califórnia, o diploma de Doutor honoris causa em Administração Governamental (Doctor of Government Administration) pela Southern States University. Recebeu o Prêmio do Mérito Legislador 2008. Em 2009, propôs a criação da CPI da Petrobras, passando a ser titular da comissão, assim como da CPI das ONGs e da CPI dos Cartões Corporativos. Em 2010, foi relator das mudanças na Lei Pelé. Hoje, Álvaro Dias conversa conosco sobre o Mensalão e as disputas internas do PSDB pela indicação do candidato a Presidente da República.

* Militância e trajetória política

Colunista: Senador, você iniciou a militância política ainda muito jovem, em Londrina – cidade na qual venceu seu primeiro pleito para vereador. Porque essa opção pela política?

Senador Álvaro Dias: A minha participação na política estudantil foi decisiva na definição dos rumos de minha trajetória. Ao presidir o Diretório Acadêmico Rocha Pombo na Faculdade em Londrina, digamos que foi inoculado o “vírus” da atividade política. Foi essa vivência ainda nos limites do campus universitário que selou meu itinerário na vida pública.

* O Planalto e Eleições 2014

Colunista: Em 1989, você disputou a indicação do candidato do PMDB à presidência da República com Ulysses Guimarães, Waldyr Pires e Íris Rezende. 21 anos depois, viveu alguns meses de indicado a candidato a vice-presidente, na chapa de José Serra, quando teve o nome substituído pelo do ex-deputado inexpressivo Índio. O Planalto é o propósito maior da sua trajetória política?

Senador Álvaro Dias: Não é crível que alguém que ingressou na vida política, detentor de mandato popular, renegue a pretensão de um dia ser alçado pelo voto popular ao cargo de 1º mandatário da nação. Não se trata de uma mera veleidade. É uma postulação lícita. Mas não posso afirmar que tenha sido esse o propósito que me guiou. Jamais atropelei o consenso em busca da imposição de meus eventuais objetivos. A esse respeito me permito invocar o Padre Antônio Vieira: “Mais fácil é unir distâncias e vontades, que casar opiniões e entendimentos.”

Não é crível que alguém que ingressou na vida política renegue a pretensão de um dia ser alçado pelo voto popular ao cargo de 1º mandatário da nação.

Colunista: No final de agosto, José Serra sondou alguns aliados – inclusive você – para discutir a realização de prévias no PSDB visando à escolha do candidato à Presidência da República e afirmou que “Quero conhecer logo o meu candidato a presidente, para que ele possa percorrer o país e mobilizar os nossos filiados.” Falar, em pleno 2013, em mobilizar filiados, com uma militância esquerdista tão aguerrida e há décadas organizada, faz o PSDB parecer um partido que sempre corre atrás de uma inserção na sociedade que ele não consegue alcançar. Está na hora de renovar os quadros do partido e adotar uma postura (mais do que um discurso) de efetiva aproximação com o povo?

Senador Álvaro Dias: Primeiramente, relembro que sou autor de um projeto para disciplinar a realização de eleições primárias para a escolha do candidato à Presidência da República.  Aprovado no Senado, seguiu para Câmara dos Deputados onde já foi apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça e aguarda inclusão na ordem do dia. A minha proposta não pretende obrigar os partidos a realizarem eleições primárias, mas, sim, propiciar as condições materiais e institucionais para que os partidos possam optar por fazê-las, mediante a assistência da Justiça Eleitoral que garanta aos partidos e coligações os meios e a lisura necessários ao processo de escolha do seu candidato a Presidente da República. Não há dúvida de que a nossa inspiração é o modelo americano que propicia, a cada quatro anos, o confronto de ideias entre os candidatos do mesmo partido para que possa ser escolhido um que concorrerá à Presidência da República, já tendo as suas idéias sido aprovadas pela maioria dos simpatizantes de sua legenda. (leia mais…)