Arquivo para Fernando Henrique Cardoso - Daniele Barreto
26
abril
2016
FHC diz que Dilma é honesta

Sim!, senhor(a). Você leu o título do post direitinho.

Dilma é honesta e o impeachment é político.

Quem disse isso não fui eu, mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Nessa tormentosa relação do PMDB com o PSDB, na qual os cargos já andam sendo distribuídos nos bastidores, os tucanos têm adotado ações que constrangem o passado do partido. O PSDB de José Serra, Aécio, Aloysio Nunes e e cia já tinha dado a possibilidade de ocupar a presidência da República como perdida para a próxima década. O partido nunca conseguiu fazer uma oposição aguerrida, não representa bem o eleitorado que sempre esperou mais proatividade na fiscalização do governo petista, e jamais conseguiu fazer Aécio tomar juízo e levar a política a sério.

Quando José Serra visualizou em Eduardo Cunha um aliado para chegar ao poder, ficou fascinado com seus dotes e não controlou seus impulsos em procurá-lo para oferecer-se no projeto de tomada de poder (seja ela uma tomada constitucional ou não). Serra aproveitou para aproximar Temer de Aécio, que, em agosto de 2015, contou com a participação do vice-presidente da República em evento organizado pelo PSDB e empresários em São Paulo. Ali, Temer sacramentou que estava disposto a qualquer coisa para assumir a cadeira outorgada a Dilma. (comentei com vocês em um vídeo em setembro, ASSISTA AQUI)

Só que uma figura que ainda tem voz nos bastidores do partido e que age mais discretamente é Fernando Henrique Cardoso. Acompanhou todos os passos e fases e avalizou a aproximação dos tucanos com Temer.

FHC é um dos maiores apoiadores do impeachment e defende que, num eventual governo Temer, o partido deve participar ativamente, porque, segundo ele, ajudou a derrubar Dilma. E defende aumento de impostos. O que, para o tucano, será medida inevitável.

Ontem, em entrevista à Folha de São Paulo, acrescentou que sempre se referiu a Dilma como uma mulher honesta, que a presidente não é criminosa e que o processo de impeachment é político.

Mas defende a saída de Dilma alegando que ela perdeu a capacidade de agregar.

Enquanto tucanos, peemedebistas e aliados reclamam que Dilma não tem possui capacidade de diálogo com o Congresso, mascara que esse mesmo Congresso nunca aceitou dialogar com a presidente. (aqui os conclamo a distinguir “diálogo” de “achaque”) Criaram dificuldades de diálogo para alegar a ingovernabilidade. Criaram dificuldades para gerar facilidades. E as colhem agora!

Não dá para avaliar os fatos isoladamente. Precisamos perceber a política de forma sistêmica e não apenas observar acontecimentos como se fossem espasmos. Base aliada cria problema para, futuramente (e o futuro é agora), reclamar da dificuldade de diálogo.

E PMDB, DEM, PSDB, PP, SD e aliados nanicos realizaram um acordão. Nele, o PSDB – que nunca fez oposição nem defendeu  o povo em 13 anos de desmandos petistas, tampouco fiscalizou e denunciou – virá a ocupar espaços num governo simplesmente porque ajudou a desmoronar (sorrateiramente nos bastidores e usando a falta de memória do povo brasileiro como instrumento) o anterior.

Conhecer o calabouço da política brasileira e saber os contornos da queda de Dilma permitem a Fernando Henrique discorrer sobre a suposta honestidade da presidente e garantir que o impeachment não se trata de nada mais do que um processo político.

E de oportunidades!

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10
abril
2016
Mariana Godoy entrevista Miriam Dutra (ex-amante de FHC)

Naquela zapeada básica de domingo de manhã na internet, encontrei a entrevista com Mirian Dutra, exibida nesta sexta-feira (08), no programa “Mariana Godoy Entrevista”. Sabia que a jornalista lançaria esse projeto novo, mas não assisti o programa no dia, então, aproveitei a manhã de domingo – que tirei para descansar e ler/assistir coisas mais leves sobre política – para conferir o programa.

Ao vivo, o programa é um desafio e uma grande ousadia da Mariana Godoy e da Rede TV, pois além das intercorrências que podem acontecer, corre o risco de cansar o público. A entrevistada Mirian Dutra ganhou notoriedade no noticiário político recente após revelar os bastidores de sua relação com Fernando Henrique Cardoso (dei minha opinião sobre o assunto nesse vídeo).

Mirian é ex-funcionária da TV Globo e teve uma relação de seis anos com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ela prestou depoimento à Polícia Federal, que investiga se FHC fez um contrato falso com a Brasif para enviar dinheiro para a jornalista no exterior. A ‘ajuda de custo’ foi para pagar os estudos do filho de Mirian, que ela garante ser do político.

Miriam Dutra começa a entrevista (sua primeira à televisão) criticando a rede Globo e alegando que seus arquivos e sua história foram apagados da emissora. Em seguida, contradisse seus depoimentos à imprensa e, em muitos momentos, alegou fata de memória em relação a episódios que recentemente ela relatou. Mauro Tagliaferri, repórter que participa do programa, lembou-a que que ela já havia feito declarações mais contundentes e com mais detalhes, mas, abusando da desonestidade intelectual, ela continuou desmemoriada.

Em resumo, foi uma entrevista mediana e decepcionante, certamente por Mirian estar no Brasil para depor na Polícia Federal sobre dinheiro que recebia ilegalmente no exterior, fruto de pagamentos realizados por Fernando Henrique Cardoso. Não podemos afirmar, mas ameaças e medos podem – novamente – estar calando a jornalista.

Ah, e não podemos deixar de comentar a deselegância da entrevistada, logo no início, em mandar Mariana Godoy a respeitar; e a falta de bom senso de Mariana em perguntar se estava autorizada a fazer pergunta sobre ter recebido dinheiro do PT ou aliados. Se não quer dar entrevista, não dê. Mas aceitar conceder entrevista para agir com deselegância e fazer o programa perder tempo é lamentável.

Veja abaixo completa clicando AQUI.

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20
fevereiro
2016
Vídeo: Ex-amante de FHC e a conta que os cidadãos pagam

Comentei com vocês no vídeo de hoje (olha eu dando spoiler hahaha) que tive um probleminha “bucomaxilofacial” e fiquei impossibilitada de gravar vídeos (por que não conseguia falar direito e estava sentindo muita dor), o que justifica (espero haha) a ausência de vídeos no nosso canal do Youtube. Não sumi de ressaca do Carnaval não, viu?

E também comentei no vídeo que, a partir de agora, teremos vários vídeos por dia no canal. É o seguinte: a política está pegando fogo, é ano de eleição e os cenários ficam cada vez mais complexos. Não tem como falar de todos os assuntos relevantes em apenas um vídeos por semana, ou em um vídeo por dia. Inviável! A Lava Jato, outras operações da Polícia Federal, Eduardo Cunha, Impeachment, zica… é assunto demais produzindo conteúdo diariamente para discutirmos e avaliarmos. Impossível gravar apenas um vídeo. Se eu fizer assim, deixaria de abordar temas imprescindíveis à correta e plena compreensão do quadro político no nosso país e não seria correto fazer isso com vocês. Não seria honesto escolher assuntos e deixar de lado tantos outros que nos interessam e são igualmente relevantes.

Então, resolvi que, mesmo na correria e tendo que perder noites e mais noites para gravar e editar, vamos ter vários vídeos por dia.

E nesse sabadão de sol, vamos ao nosso segundo vídeo: a ex amante de Fernando Henrique Cardoso. Não, não quero me envolver na vida pessoal de nenhum político. Mas é que quando essa suposta vida pessoal está diretamente ligada à lobby, desvios e uso do cargo para poder e influência, recebemos a autorização para falar do ato ilícito, da improbidade ou da corrupção – ainda que tenhamos que citar, para compreender o desvio, a vida íntima.

Nestes casos, não somos nós (analistas, cidadãos, jornalistas) que misturamos vida público e privada do político, invadindo seara que não nos compete; trata-se, na verdade, de gestores que misturam a coisa pública com a privada, compreendendo o cargo como uma extensão de suas vidas particulares, o gabinete como extensão de sua casa e o erário como extensão de seu patrimônio pessoal.

Chega de blablablá, e vamos ao vídeo de hoje?

Aguardo a opinião de vocês. Gostaria muito de saber se concordam comigo.

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