Arquivo para Eleições 2014 - Daniele Barreto
25
outubro
2014
Escolhi meu candidato!

Gente, boa noite!

Veja só: tenho recebido várias mensagens in box e comentários públicos no Face perguntando em quem vou votar. Alguns argumentando, inclusive, que como “formadora de opinião” preciso me posicionar (assim como fiz no primeiro turno e sempre faço). Concordo! Concordo plenamente. Tenho a mesma opinião. E venho me posicionar agora.

Tive que escolher meu candidato, mas não tenho qualquer orgulho nem bato no peito pela minha decisão.

Escolhi meu (minha) candidato (a) após o debate de ontem. Estava com muita dúvida e ME OBRIGUEI a escolher um dos dois por um único motivo: não vou votar branco, nulo ou me abster.

Me vejo claramente diante de dois candidatos ilegítimos e forjados muito mais pelo marketing político do que pelo brilhantismo administrativo.

A Dilma não possui legitimidade por ser uma criação do lulismo; o Aécio não possui legitimidade por jamais nesses anos ter efetivamente se posicionado como dura oposição no Congresso. Ambos, portanto, não representam bem a sua parcela do eleitorado.

Se por um lado, a candidata que tenta renovar seu mandado não tem credenciais (e já não as tinha em 2010) para pleitear o maior cargo do país, por outro lado o combativo Aécio dos debates NUNCA se fez atuante no Congresso Nacional enquanto Senador de oposição.

Se por um lado, a Dilma realiza um governo inundado na corrupção, por outro lado Aécio jamais se posicionou no Senado de forma dura como vem fazendo nos debates.

Se por um lado, Dilma tem ao seu lado caudilhos coronéis, por outro lado todos são amigos de Aécio e são por ele muito bem recebidos (alguns dos aliados mais criticados do governo petista – por envolvimento com desvios de verbas públicas – já pularam de lado e estão com o tucano. A exemplo de alguns baianos).

Se por um lado, Dilma – enquanto presidente – pautou mal a agenda política nacional (não inserindo nela temas como Reforma Política e Reforma Tributária), Aécio por sua vez passou 12 anos sem se posicionar sobre nenhum tema dessa agenda (até o mês de maio não sabíamos o que Aécio pensava sobre os grandes temas do país).

Se Dilma teve dezenas de corruptos descobertos no seu governo, por outro lado Aécio nunca subiu na Tribuna para cobrar probidade nem fez uma oposição baseada em fiscalização e denúncias do governo petista.

Se Dilma por um lado tem aliados que nos envergonham, por outro lado Aécio em Minas Gerais tem por hábito compor com o PT nos bastidores.

Dilma não governou bem! Aécio não fez boa oposição!

Além disso:

  • ambos não são administradores cujas gestões tenho qualquer admiração (gestões igualmente complicadas com a Justiça por problemas diversos),
  • ambos não possuem um projeto claro de Governo (tanto que mal o apresentaram, optando por explorar pontos fracos e denegrir um ao outro),
  • ambos não se comportaram como estadistas durante o período eleitoral (como nós merecíamos, por respeito),
  • ambos possuem vida pessoal complicada e práticas pessoais que condeno (sim, e isso é da minha conta; quem não quiser se expor que procure outra profissão e não queira ser Presidente do Brasil),
  • ambos possuem aliados cuja fome de poder (poder e muito dinheiro público) só será saciada com o loteamento do Estado,
  • ambos tem por prática aparelhar o Estado com seus correligionários.

São muitas as semelhanças entre eles. Existem diferenças? Óbvio, muitas e substâncias. Mas nenhuma delas me convence a: pedir voto; divulgar o candidato; levantar bandeira; avalizar sua candidatura; brigar por ele; defender suas ideias (ideias?).

Não estou estimulada a militar por nenhum dos dois. Portanto, não o fiz. E nem vou fazer agora com esse post.

E é por isso que não vou declarar meu voto: por que por todos os motivos expostos, eu me envergonho do meu voto muito mais do que me orgulho.

Me orgulho SIM de um grupos de pessoas batalhadoras que acreditam num país diferente e está lotando as ruas com o seu verde e amarelo da esperança em dias melhores. Me orgulho SIM de um grupo de pessoas batalhadoras que acreditam que o país está no rumo certo e pintam suas caras de vermelho levantando a bandeira pelo que acreditam. Me orgulho SIM de um povo que – desde que acompanho política – nunca bradou tanto pelos seus candidatos defendendo-os arduamente. Me orgulho SIM de um povo que fez das redes sociais um palanque para protestos e aprimorou seus argumentos para defender O SEU candidato, seja ele qual for. Me orgulho SIM de um povo que diante de um mar de corrupção não se acovardou (se enojou, mas não se acovardou). Me orgulho SIM de um povo que levou seus jovens a pensar política e discutir o futuro do país (seja ele qual for).

Mas não me orgulho de um país que, a essa altura do campeonato, apresenta ao seu povo dois candidatos tão fracos e tão medíocres.

Me orgulho de quem expõe seu voto (como eu SEMPRE o fiz em diversas eleições), mas não vou seguir por esse caminho. Não vou levantar a bandeira daquele no qual votarei porque ele não merece.

Não vou me contagiar por amigos-militantes que querem “mudar o país” botando no peito a praguinha de alguém que EU CONHEÇO MUITO BEM. Não vou esquecer tudo que sei sobre Aécio pelo fato de um marketing muito do bem feito tê-lo transformado num “libertador”. Herói? (exatamente um dos 4 típicos personagens que estudamos no curso de marketing político). Eu tenho memória, eu não me contagio por isso. Eu não vou levantar bandeira por ele porque ele não me representa.

Não vou me contagiar por amigos-militantes que querem “que o país continue crescendo” botando no peito a praguinha de alguém que EU CONHEÇO MUITO BEM. Não vou esquecer tudo que sei sobre Dilma pelo fato de um marketing muito do bem feito tê-la transformado numa “mãe”. Mãe? (exatamente um dos 4 típicos personagens que estudamos no curso de marketing político). Eu tenho memória, eu não me contagio por isso. Eu não vou levantar bandeira por ela porque ela não me representa.

Se você discorda de mim e acha que EU deveria expor meu voto, ok. Respeito sua opinião. Se vc acha que eleição é momento de militância e divulgar informação partidária, ok. Eu respeito sua opinião. Se vc acha que ir para as ruas empunhando uma bandeira é importante e mudará nossos destino, ok. Eu respeito a opinião. E saiba que eu já fiz tudo isso em outras muitas eleições… mas não o fiz nesse segundo turno que estamos vivendo. Aceito sua opinião… Mas só te peço que, antes de me criticar, vc lembre quantas vezes NÓS fizemos isso. Antes de me mandar mensagens ofensivas e arrogantes (como vários tem mandado no Facebook quando digo que não vou me posicionar porque não gosto de nenhum candidato), faça uma breve avaliação do que VC faz pela Educação Política do seu país… e, se desejar, compare com alguém que há 15 anos dá a cara a tapa. Não que alguém seja melhor por isso, mas sei que não sou merecedora de bizarrices como “em cima do muro”, “qualquer lado que ganhar”, “lavar as mãos” etc. Por que enquanto vc (e a carapuça cairá em quem a merece) estava fazendo sabe-se lá o que, eu estava MILITANDO por um país melhor há 15 anos. Se vc é um Gigante que acordou ontem e se orgulha de fazer sua parte, ótimo. Pelo menos acordou! Mas saiba que eu nunca dormi e me orgulho da minha militância (que não começou ontem).

E acordada que sempre estive sei quem são ambos os candidatos. E sei que nenhum dos dois é merecedor nem do meu nem do seu voto.

Escolhi meu candidato. Ok! Não votarei em branco ou nulo. Mas como reconheço (e a gradeço a Deus todos os dias) o carinho que muitas pessoas possuem por mim nas redes sociais e que muitos jovens e adultos me ouvem, analisam os argumentos que utilizo e por vezes são convencidos por eles, tomando suas decisões baseados em algo que falei ou escrevi, NÃO VOU DIVULGAR O NOME do candidato no qual votarei. Votarei nele (a) constrangida e não quero ser responsável (ou co-responsável, ou estimuladora) por nenhum outro voto para esse candidato. Não quero isso para mim e essa é minha decisão absolutamente consciente. Sei o quanto será difícil apertar seu número na urna, sei o quanto penei para decidir, sei todas as crises de consciência que já me atormentaram nesse segundo turno (por ser alguém que SEMPRE se posiciona)… E sei que não dormiria em paz ao saber que além do meu voto, ainda fui responsável por um outro para Dilma ou para Aécio.

Amanhã ao clicar no botão verde o farei extremamente constrangida. FELIZ pelo belíssimo período de Eleição que o povo brasileiro protagonizou, mas envergonhada por ter que escolher entre dois figurantes da nossa história.

É isso!

Aguardo vocês nas redes sociais!!!

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Beijo.


05
setembro
2014
Coluna “Política à Flor da Pele” em site e jornais

Olá, amigos,

Foi ao ar a coluna “Política à Flor da Pele” dessa semana. Leia em um dos sites e jornais parceiros.

A coluna é a realização de um projeto profissional que me traz muita satisfação e felicidade. A cada novo site e cada novo jornal com o qual firmamos parceria, renova-se nossa alegria em compartilhar opinião política com tantos parceiros pelo Brasil.

É uma forma de divulgar nosso trabalho e opinião política em quase todos os estados da federação e de interagir com leitores de todo o país. Toda semana, temos um novo texto sobre o cenário político nacional.

Aos sites e jornais parceiros e os leitores, meu muito obrigada por quase três anos de Coluna “Política à Flor da Pele”. Aguardo a opinião se vocês sobre o texto dessa semana e sugestões de temas. :-)

Caso queira publicar nossa coluna em seu site, blog, revista ou jornal impresso, entre em contato conosco clicando AQUI ou através do e-mail contato@danielebarreto.com.br.

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Um beijo.


03
setembro
2014
A velha política se aproxima de Marina

Olá, turma, essa noite, participei do programa Opinião, da 93 FM, em Alagoinhas, com Marcelo OliveiraMarconi Wilian e Cláudio PintoSegue áudio:

Qual a sua opinião!

Caso você perca algum dos programas, nossos áudios estão disponíveis no canal do Youtube.

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03
setembro
2014
Comentário político na rádio

Boa noite, pessoal!!!

Amanhã (quinta-feira), meio-dia, tem participação minha na rádio Clube AM, programa Cidade Alerta, em Santo Antônio de Jesus, comentando sobre política com o Gildásio Cavalcanti.

Para ouvir, sintonize 93 FM ou acesse www.radioclube680.com.br.

[legal] Quinta-feira, 12h10h

Rádio: Clube AM 680

Cidade: Santo Antônio de Jesus

Programa: Cidade Alerta

Apresentador: Gildásio Cavalcanti

Vou falar sobre os novos rumos da campanha presidencial e os partidos que andam rondando Marina Silva.

Sintonize e ouça!

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03
setembro
2014
Comentário de hoje na 93 FM

Oi, turma,

Acabei de participar do programa Opinião, às 18h, na rádio 93 FM, falando sobre as Eleições 2014 e a repercussão de um possível início do diálogo de Marina com o PMDB.

Quem perdeu o comentário político que fiz, segue transcrição:

Boa noite, Marconi, Cláudio Pinto e Marcelo Oliveira.

Boa noite, ouvintes do programa Opinião.

Desde que assumiu a cabeça da chapa capitaneada pelo PSB, após a trágica morte de seu companheiro de legenda Eduardo Campos, Marina Silva tem subido vertiginosamente nas pesquisas. Embora ainda seja cedo para afirmar se a candidata vai segurar esse pique inicial até o final do segundo turno, duas coisas já podemos afirmar:

Primeiro, ela está caindo no gosto do eleitor de classes sociais e níveis de instrução diversos. Conseguindo penetrar num eleitorado que Aécio não crescia e virando a representante da onda anti-petista que cresce no país.

E mais: com o crescimento, vem angariando maior apoio financeiro e conquistando a confiança de alguns setores do mercado, que sempre financiam campanhas eleitorais para ficar nas redondezas do poder. E também tem atraído aqueles partidos oportunistas, que mudam ao sabor das pesquisas eleitorais.

Tradicionalmente, estamos falando do PMDB, claro.

É de sempre que o PMDB guia suas decisões partidárias em possibilidades de compor o poder e angariar fatias de espaços em ministérios, secretarias e governos. Basta que percebam um candidato se destacando que já dão às costas a qualquer outro compromisso eleitoral que tenham firmado para se aliar ao candidato que vislumbra a vitória nas urnas.

Vamos ver se Marina, que fala tanto em uma política “nova”, vai se render a mais essa velha tática das raposas da política brasileira.

Daniele Barreto, para o programa programa Opinião.

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Um beijo.


03
setembro
2014
Hora do Direito: Trabalho Infantil nas Eleições 2014

Olá, galera.

Os nossos posts sobre “Legislação Eleitoral” são sempre às segundas e quartas-feiras, mas na última segunda eu estava muito doente e sem nenhuma condição de postar, raciocinar, escrever ou coisa que o valha… hahaha Mas aqui estou nessa quarta-feira para me redimir postando dois textos sobre o assunto. Uhulll!!! Vamos lá….

Sendo que esse nosso primeiro texto não é necessariamente sobre Legislação Eleitoral…

Crianças aparecem segurando placas de candidatos no Recife  (Foto: Rodrigo Coutinho / Acervo Pessoal)

Trabalho Infantil nas Eleições 2014

Quem trabalha com campanha eleitoral sabe o quanto se gera de empregos temporários nesse período. São milhares de pessoas que trabalham não só com atividades mais especializadas, como também ações de divulgação.

Em regra, candidatos contratam carros de som, bandeiristas, pessoas para distribuir santinhos, colocar e retirar placas diariamente em locais de público, segurar “pirulitos”, colocar cavaletes, segurar balões, montar estrutura de comícios, fotografar eventos etc.

Muitas dessas atividades são realizadas preferencialmente por mulheres, e não é raro encontrarmos mães que levam seus filhos para os evento políticos. Não haveria problema nisso, pelo contrário, desde que em horário diurno e com finalidade de cidadania e conhecimento político.

Não haveria ilegalidade se a alguns desses menores de idade não estivessem sendo delegados trabalhos. Em eventos, muitas vezes vemos crianças segurando cartazes, distribuindo santinhos, fazendo grandes caminhadas ao lado de familiares e balançando bandeiras. Há o trabalho que sequer é remunerado, mas fruto do aliciamento de pais e responsáveis.

É claro que essa também é uma questão social, pois muitas mulheres contratadas para realizar serviços me campanhas e eventos políticos (especialmente à noite) não têm onde deixar seus filhos para conseguir ganhar um dinheirinho nesse período de campanha. Sem creches que funcionem no horário e sem parentes com quem possam deixar as crianças, muitas delas levam os filhos aos eventos, e estes terminam realizando trabalhos.

O que pode ser algo simples ou até “uma brincadeira divertida” é crime.

Trabalho infantil não pode ser permitido em nenhuma hipótese. Não permitido que jovens e adolescentes (exceto na condição de menor aprendiz) realize trabalhos em campanhas eleitorais, ainda que acompanhados pelos pais ou responsáveis.

No município de Picos, no Piauí, o Conselho Municipal recebeu denúncias de crianças trabalhando em comitês eleitorais.

Quem flagrar tais situações deve denunciar!

Art. 227 da Constituição Federal

É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

 Art. 7º da Constituição Federal

São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

XXXIII – Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos.

Lei n° 8.069/1990

O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), em seus artigos 60 a 69, especifica a proteção integral à criança e ao adolescente no âmbito do trabalho.

CLT – Decreto 5.452/1943

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto 5.452/1943) – em seu Capitulo IV, Título III, dispõe sobre as possibilidades e condições de trabalho a pessoas com idade inferior a 18 anos.

Decreto n° 6.481/2008

O Decreto nº 6.481/2008 trata da proibição das piores formas de trabalho infantil, constando como proibidas 93 atividades para pessoas com idade inferior a 18 anos.

Instrução Normativa n° 77/2009

A Instrução Normativa nº 77/2009, da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego dispõe sobre a atuação da inspeção do trabalho no combate ao trabalho infantil e na proteção do trabalhador adolescente. A Inspeção do Trabalho tem por função fiscalizar o cumprimento da legislação trabalhista, dentre outras atribuições.

Aproveite para não votar em candidatos que permitem esse tipo de crime em seus eventos políticos e equipe de trabalho.

Aguardo vocês nas redes sociais para discutirmos esses e outros assuntos sobre campanha eleitoral e legislação!!!

❀ Podem enviar sugestões de posts e vídeos

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03
setembro
2014
Às 18h na rádio 93 FM

Bom diaaaaa, amigos!!!

HOJE TEM, HEIM!?! Vocês não podem perder!!! Vou participar programa Opinião, da 93 FM, em Alagoinhas, com Marcelo Oliveira, Marconi Wilian e Cláudio Pinto.

Para ouvir, sintonize 93 FM ou acesse www.93fmbahia.com.br.

Sintonize e ouça!

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02
setembro
2014
O que rolou… na visita de Dilma e Rui Costa no Pelô

Olá, genteee!!!

Bom dia!

Como comentei aqui no blog, teremos, durante o período eleitoral, a cobertura de eventos políticos dos principais candidatos da Bahia. Sou tão legal com vocês que vou me submeter a aguentar o chorume de dezenas de discursos só para mantê-los bem informados. Obrigado, De nada! hahahahaha

Mas na sexta-feira passada participei de um evento sem querer… hahaha Foi assim…

Tô eu em casa, final de tarde, acamada, com dor de cabeça e gripe… me lembrei que tinha marcado de ir numa loja ver umas capas para almofadas no Pelourinho às 18h. Como não tinha o telefone do cara nem da loja, levantei da cama PÉSSIMA, peguei o carro e atravessei a cidade para não dar um bolo no rapaz – que ia lá na loja levar as capas de almofada só porque eu pedi.

Eis que ao me aproximar do Pelourinho vejo viaturas, policiamento, não me deixaram estacionar onde sempre coloco o carro… enfim, vi que algo de estranho acontecia por lá. Estacionei longe… Segui a pé, mesmo faltando ar. Vi centenas de pessoas de vermelho na Praça da Basílica, pensei logo: “hum, isso é bem evento do PT”. A medida em que me aproximava, confirmava, porque via as praguinhas, bandeiras e cartazes. Pensei: “e é coisa grande”.

Ao chegar na esquina da rua da tal almofada, vi de longe uma aglomeração NA MESMA RUA com faixas, bandeiras etc. Fui na loja rapidamente já doida pra ir correndo ver de perto a resenha… hahahahaha Achando que era evento de algum deputado, sei lá…

Parti pro furdunço e ao me aproximar vi que uns caras do Olodum tocavam no meio da galera, e uma multidão de petistas com blusas e bandeiras se espalhava pelas ruas nas proximidades. Tinha um povo sambando. Eu não estava nem aí pros petistas, mas como sou louca pelo Olodum, sai me apertando, empurrando, me espremendo até chegar ao ponto em que entre eu e os percussionistas só existia a linha dos segurança. E fiquei lá, curtindo o Olodum, me sacudindo, piorando da gripe, tirando foto, vendo o povo balançar as bandeiras petistas. 

Quando finalmente estava bem pertinho do Olodum, pensei em perguntar do que se tratava… mas nem deu tempo… em menos de um minuto, esse povo todo começou a gritar eufórico, gente correr, me apertar e todo mundo olhando para cima. (até então eu nem tinha percebido que estávamos na frente de um prédio todo iluminado, fiquei tão louca só vidrada no Olodum e tentando chegar perto que nem prestei atenção em nada…)

Em segundos olhei pra cima também, para ver por que esse povo tanto gritava, e eis que numa janela E-XA-TA-MEN-TE em cima de minha cabeça aparece, acenando e sorrindo, ninguém mais ninguém menos do que a soberana da nação: DILMA. hahahaha

Eu olhei para o segurança que estava na minha frente e falei: “DILMA???????” Ele riu e disse: “É”. Só então vi os broches da Presidência da República nos seguranças que estavam perto de mim. Pensei: “Como assim Dilma, minha gente?”. hahaha Comecei a rir sozinha… hahahaha

A gente sai pra comprar uma capa de almofada e encontra a presidente, né? hahahahaha

Só que aí vi o problema no qual eu tinha me metido: quando me aproximei do Olodum, a multidão estava dispersa, o local folgado, estava todo mundo espalhado pela rua. Agora, com Dilma na janela em cima de minha cabeça, eu do lado da porta por onde ela desceria, fiquei no maior aperto do mundo. Bem no meio do mafuá. Foi tanto empurrão, bandeirada na cabeça, aperto nas costelas (da grade de segurança), e sem a menor condição de sair do local onde eu tinha ido parar… 

Duas meninas que estavam do meu lado perguntaram o que estava acontecendo. E me disseram que só se aproximaram para ver o Olodum. Eu falei: “Minha filha, é Dilma na janela”. hahaha Elas começaram a rir e uma falou: “filma, filma”. (são de Natal)

Depois Dilma desceu, ficou do nosso lado, “tocou” tamborim. hahahaha Juro! hahahhaha Dançou. Fez de um tudo… hahaha Só fui embora quando acabou o evento porque eu não ia perder minha viagem, né? Já estava lá mesmo…

Pra vocês verem que com esse povo solto por aí fazendo campanha, a gente nunca sabe o que pode acontecer… hahaha (ah, a quem interessar possa: não comprei as capas para almofadas)

Aproveitei que estive lá e fui fuçar na internet matérias e posts nas redes sociais dos candidatos que estavam presente no evento para contar tudo para vocês.

Vamos lá!!!

(veja essa foto no Facebook e interaja conosco)

Que evento?

Na sexta-feira passada (29) Dilma veio para Salvador participar de evento junto com os candidatos da coligação capitaneada por Rui Costa, no Pelourinho.

O que teve por lá?

 Caminharam da Casa de Jorge Amado até a IgrejaRosário dos Pretos, seguindo para a Casa do OlodumA presidente aproveitou para gravar imagens para seu programa eleitoral. Jaques Wagner acompanhou a caminhada. Na Casa do Olodum, Dilma participou de homenagem à memória dos heróis da Revolta dos Búzios. Segundo Rui Costa, Dilma é a presidente que mais investiu na Bahia e o povo a retribuirá com mais de 3 milhões de votos. O candidato reafirmou sua proposta de reabilitar o Centro Antigo de salvador e propôs um Centro de Referência da Cultura Baiana.

Cadê as fotos?

Minha fotos não ficaram incríveis, mas tem algumas super profissionais na página do Facebook de Rui Costa.

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Um beijo.


02
setembro
2014
Comentário de hoje em rádios baianas

Oi, galerinha,

Tô meio acamada, com problema de saúde, mas acabei de participar de dois programas de rádio:

✼ Programa Primeira Página, da rádio Povo de Ubatã (em Ubatã)
✼ Programa Primeira Página, da rádio Povo de Jequié (em Jequié).

Quem perdeu o comentário político que fiz, segue transcrição:

Bom dia, ouvintes do programa Primeira Página.

Desde que assumiu a cabeça da chapa capitaneada pelo PSB, após a trágica morte de seu companheiro de legenda Eduardo Campos, Marina Silva tem subido vertiginosamente nas pesquisas. Embora ainda seja cedo para afirmar se a candidata vai segurar esse pique inicial até o final do segundo turno, duas coisas já podemos afirmar:

Primeiro, ela está caindo no gosto do eleitor de classes sociais e níveis de instrução diversos. Conseguindo penetrar num eleitorado que Aécio não crescia e virando a representante da onda anti-petista que cresce no país.

E mais: com o crescimento, vem angariando maior apoio financeiro e conquistando a confiança de alguns setores do mercado, que sempre financiam campanhas eleitorais para ficar nas redondezas do poder. E também tem atraído aqueles partidos oportunistas, que mudam ao sabor das pesquisas eleitorais.

Tradicionalmente, estamos falando do PMDB, claro.

É de sempre que o PMDB guia suas decisões partidárias em possibilidades de compor o poder e angariar fatias de espaços em ministérios, secretarias e governos. Basta que percebam um candidato se destacando que já dão às costas a qualquer outro compromisso eleitoral que tenham firmado para se aliar ao candidato que vislumbra a vitória nas urnas.

Vamos ver se Marina, que fala tanto em uma política “nova”, vai se render a mais essa velha tática das raposas da política brasileira.

Daniele Barreto, para o programa Primeira Página.

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Um beijo.


01
setembro
2014
Estarei em duas rádios amanhã

Olá, galera,

Nos últimos dias andei bem carente adoentada e acredito que vocês perceberam que os posts sobre críticas políticas sumiram  diminuíram bastante. Apenas mantive, por alguns dias, os posts relacionados aos comentários em rádios – que mantive mesmo doente porque sou RAÇUDA kkkkkk. Mas estou bem melhor e vamos retomar nosso ritmo de #Eleições 2014. Com força total!!!

Amanhã de manhã, participo de dois programas de rádio. Não perca!

[legal] Terça-feira, 7h

Rádio: Povo de Ubatã

Cidade: Ubatã

Programa: Primeira Página

Apresentador: Fábio Silva

[legal] Terça-feira, 7h

Rádio: Povo de Jequié

Cidade: Jequié

Programa: Primeira Página

Apresentadora: Vera Santos

Vou falar sobre os novos rumos da campanha presidencial e o possível apoio do PMDB à Marina Silva. PASMEM!

Sintonize e ouça!

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Beijo.


01
setembro
2014
Acompanhe conosco o debate dos candidatos

Boa tarde, pessoal!

HOJE, às 17h45, o SBT realiza debate entre: Aécio Neves, Dilma Rousseff, Marina Silva, Eduardo Jorge, Pastor Everaldo, Levy Fidelix e Luciana Genro.

Será o primeiro confronto depois de Marina se destacar na dianteira num possível segundo turno. Deve passar, por esse motivo, a ser o alvo preferencial de Aécio e Dilma no debate de hoje. Marina tem inconsistências em seu discurso que certamente serão exploradas pelo demais candidatos hoje.

Vamos acompanhar?

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Um beijo.


29
agosto
2014
Comentário político que fiz em duas rádios hoje

Oi, pessoal, bom dia! Uma ótima sexta-feira a todos.

Acabei de participar:

✼ às 7h, do programa 96 Notícias, da rádio 96 FM (em Guanambi)
✼ às 7h20, do programa Fala Bahia, da rádio Mix Bahia FM 89,9 (em Feira de Santana).

Quem perdeu o comentário político que fiz, segue transcrição:

Bom dia, ouvintes do programa 96 Notícias/Fala Bahia.

Esta semana, a emissora Band realizou o primeiro debate entre os presidenciáveis. E os principais candidatos a Presidência da República mostraram o tom que pretendem dar a essa fase da campanha eleitoral.

Marina deixou de lado a imagem frágil – que todo mundo sabe que é irreal – e passou firmeza para o eleitor. Foi assim também que ela conduziu sua entrevista no Jornal Nacional. Cada vez mais Marina ganha destaque na imprensa. Pesquisas a colocavam em segundo lugar na disputa eleitoral; e vencedora de um possível segundo turno numa disputa com a presidente Dilma, candidata a reeleição. Com o bom desempenho no debate de ontem, Marina com certeza crescerá alguns pontos, pois mostrou seriedade, sem agressividade, enfrentando Dilma.

Dilma foi mais incisiva do que de costume e defendeu os pontos do governo que foram atacados, como a saúde e o programa Mais Médicos. Lembrou que o Mais Médicos só lançou mão de trazer médicos cubanos porque os médicos brasileiros não atenderam ao chamado do governo.

Aécio não teve um bom desempenho. Com uma postura pouco séria e irônico, o candidato passou a sensação de não levar  a argumentação do debate tão a sério quanto deveria. Foi o seu primeiro debate em uma campanha presidencial e sua linha foi bastante crítica.

O certo é que os três principais candidatos – Aécio, Marina e Dilma – se confrontaram diretamente, mas não trouxeram ao debate grandes escândalos (como o helicóptero com cocaína, mensalão, aeroporto da família de Aécio, Erenice, Petrobrás). As críticas que faziam uns aos outros eram facilmente contornadas, o que deve mudar e esquentar nos próximos debates. A falta de agressividade e exploração escândalos é positiva para o eleitor quando dá espaço a um debate mais propositivo… Mas não foi o que se viu. Os três deixaram a desejar na apresentação das novas ideias. Ideias, propostas e soluções para o Brasil não têm sido a pauta dos candidatos, estamos vendo, sim, muita demagogia e muita gente falando apenas o que o povo quer ouvir. 

Daniele Barreto, para o programa 96 Notícias/Fala Bahia.

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Um beijo.


28
agosto
2014
Estarei em duas rádios amanhã de manhã

Olá, galera,

Amanhã de manhã, participo de dois programas de rádio. Não perca!

[legal] Sexta-feira, 7h

Rádio: Guanambi 96 FM

Cidade: Guanambi

Programa: 96 Notícias

Apresentador: Rony Martins

[legal] Sexta, 7h20

Rádio: Mix Bahia FM 89,9

Cidade: Feira de Santana

Programa: Fala Bahia

Apresentador: Jemycley

Vou falar sobre os rumos da campanha presidencial, com foco no debate da BAND, no qual os candidatos Marina, Aécio e Dilma se enfrentaram e explanaram algumas propostas. Também vou citar as últimas pesquisas de opinião pública, para as Eleições 2014.

Sintonize e ouça!

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Beijo.


27
agosto
2014
Comentário na 93 FM hoje

Oi, pessoal, boa noite!

Acabei de participar – às 18h – do programa Opinião, da 93 FM, em Alagoinhas. A rádio é ouvida em toda a região do nordeste e litoral norte da Bahia, além de Salvador e Aracaju. Sempre fui ouvinte – sou de Alagoinhas – e é uma grande satisfação toda quarta-feira participar do programa ao lado dos apresentadores Marcelo Oliveira, Marconi Wilian e Cláudio Pinto.

Quem perdeu o comentário político que fiz, segue transcrição:

Boa noite, Marconi, Cláudio Pinto e Marcelo Oliveira.

Boa noite, ouvintes do programa Opinião.

Ontem, a emissora Band realizou o primeiro debate entre os presidenciáveis. E os principais candidatos a Presidência da República mostraram o tom que pretendem dar a essa fase da campanha eleitoral.

Marina deixou de lado a imagem frágil – que todo mundo sabe que é irreal – e passou firmeza para o eleitor. Cada vez mais Marina ganha destaque na imprensa. No início da semana passada, foi divulgada pesquisa Ibope que a colocava em segundo lugar na disputa eleitoral; e vencedora de um possível segundo turno numa disputa com a presidente Dilma, candidata a reeleição. Com o bom desempenho no debate de ontem, Marina com certeza crescerá alguns pontos, pois mostrou seriedade, sem agressividade, enfrentando Dilma.

Dilma foi mais incisiva do que de costume e defendeu os pontos do governo que foram atacados, como a saúde e o programa Mais Médicos.

Aécio não teve um bom desempenho. Com uma postura pouco séria e irônico, o candidato passou a sensação de não levar  a argumentação do debate tão a sério quanto deveria. Foi o seu primeiro debate em uma campanha presidencial e sua linha foi bastante crítica.

O certo é que os três principais candidatos – Aécio, Lula e Dilma – se confrontaram diretamente, mas não trouxeram ao debate grandes escândalos (como o helicóptero com cocaína, mensalão, aeroporto da família de Aécio, Erenice, Petrobrás). As críticas que faziam uns aos outros eram facilmente contornadas, o que deve mudar e esquentar nos próximos debates. A falta de agressividade e exploração escândalos é positiva para o eleitor quando dá espaço a um debate mais propositivo… Mas não foi o que se viu. Os três deixaram a desejar na apresentação das novas ideias.

Daniele Barreto, para o programa Opinião.

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Amanhã tem texto avaliando as matérias que saíram sobre Marina essa semana nas Revistas Isto É, Veja e Época. Não perca!

Um beijo.


27
agosto
2014
Hoje estarei na rádio 93 FM às 18h

Amores, acabou agora o debate entre os presidenciáveis na Band.

Achei o debate leve! Esperava sangue no olho, mas não abordaram grandes casos de corrupção, falaram da Petrobrás superficialmente, ninguém tocou no Celso Daniel, no helicóptero de cocaína, no aeroporto de Aécio…

Mas, não percam: HOJE tem o nosso comentário político, sobre o debate de ontem, no programa Opinião da rádio 93 FM (norte/nordeste/litoral da Bahia, Salvador, Aracaju), às 18h, apresentado por Marcelo Oliveira, Marconi William e Cláudio Pinto. Para ouvir, sintonize na 93FM ou acesse o SITE.

E não deixe de mandar sua opinião, suas dúvidas, sugestões, críticas, dicas, comentários para contato@danielebarreto.com.br; ou poste aqui no blog, Facebook, Instagram ou Twitter. ;-) Nossa hastag é #DanyNoProgramaOpinião93FM.

Caso você perca algum dos programas, nossos áudios estão disponíveis no canal do Youtube.

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Um beijo.


26
agosto
2014
Acompanhe o debate em nossas redes sociais

HOJE, às 22h

Chegou o momento mais esperado das Eleições… rsrs O primeiro Debate dos presidenciáveis!!!

A Band realiza hoje entre os candidatos à presidência, com: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB), Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB).

Nós vamos assistir e comentar nas redes sociais:  Facebook | FanPage | Twitter | Instagram. Acesse, participe, debate, deixe sua opinião para construirmos o pensamento político juntos. Ah, amanhã tem post analisando o debate aqui no blog, não perca! :-)

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Um beijo.


26
agosto
2014
Primeiro vlog das Eleições 2014

Oi, gente, tudo bem?

Ontem, depois da inauguração do comitê feminino do candidato Paulo Souto, gravei um vlog falando da minha gratidão por cada um de vocês que curte, compartilha e interage conosco no blog e redes sociais. Também faço uma breve apresentação do blog novo e conto as novidades que virão nesse período eleitoral. Nossos vídeos do “Vlog Eleições2014” irão ao ar às terças, ok?. (mas se vocês quiserem mais dias, avisem que faço hahaha)

Confira o recadinho:

Conto com vocês nessa nova fase do blog!!! :-) Gostaram?

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Um beijo.


25
agosto
2014
Babados jurídicos da Eleição na Bahia

Olá, genteee,

Todo sábado tínhamos nosso post sobre Legislação Eleitoral, não é? Mas, a partir dessa semana, os textos sobre Legislação Eleitoral mudaram para as segundas-feiras e quartas-feiras.

Então, anote na agenda: toda segunda e quarta de manhã teremos comentário sobre Direito Eleitoral por aqui, até o final das Eleições.

A campanha 2014 está a todo vapor na Bahia, e não sei se vocês estão observando, mas está rolando uns babadinhos jurídicos, com muita confusão e gritaria. hahaha Nada de briga entre mega-marketeiros (como poderíamos supor, até porque o marketing de Paulo Souto está bem ruim), mas o palco das disputas essa semana foi o Poder Judiciário.

Vamos aos fatos…

Segundo matéria do Bahia Notícias, a chapa encabeçada pelo candidato ao governo do Estado Rui Costa teria contratado escritórios de advocacia para tentar vetar o uso da imagem do prefeito de Salvador, ACM Neto, no programa de seu candidato Paulo Souto. Inclusive, a coluna Satélite (Correio) afirmou que foram solicitadas a suspensão da imagem de Neto em programas de TV e material de propaganda por três escritórios de advocacia, mas todas as ações impetradas na Justiça Eleitoral foram favoráveis ao DEM.

O presidente do Partido dos Trabalhadores, Everaldo Anunciação, afirmou que a informação não procede e que o objetivo é impedir que ACM Neto use a televisão para, segundo ele, “mentir e agredir o PT. O resto ele pode aparecer o quanto quiser tentando carregar seu pesado candidato nas costas”.

Posteriormente, a assessoria jurídica da coligação ligada a ACM Neto, “Unidos por uma Bahia melhor”, reiterou a informação, por meio de nota e o advogado afirmou que a coligação petista diz que o partido foi ofendido “quando ACM Neto afirma que mesmo com a chantagem do PT, que queria um alinhamento, ganhou a eleição”.

Minha opinião:

Só para começar, as assessorias das coligações – caso zelassem pela transparência no processo eleitoral – já deveriam ter publicado as peças processuais para que o eleitor tomasse conhecimento e decidisse, formando sua convicção. Acabou a época em que se aceitava ganhar eleição no tapetão. Agora, não se pode encastelar no campo do Poder Judiciário questões que envolvam a liberdade de acesso à informação no horário eleitoral e o conhecimento amplo acerca dos candidatos e suas atitudes. Portanto, o mais sensato nesse momento seria a coligação liderada por Rui ou a liderada por Souto publicarem os pedidos formulados pelo PT na Justiça, para amplo acesso.

No mais, parece-me que a afirmação do advogado da coligação da oposição diz o mesmo que o presidente do PT. Mas não coincide com a afirmação do colunista que deu conhecimento público ao assunto. Vamos aguardar mais esclarecimentos (com uma única certeza: quanto mais disputada fica essa eleição, mas os juristas das coligações e candidatos envolvidos vão buscar recursos jurídicos para ajudar a decidir o pleito).

Só não vale advogado querendo ser mais cereja do bolo do que o candidato.

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Beijos.


19
agosto
2014
Entrevista de Dilma no Jornal Nacional

Bom dia, gente!

Ontem, Dilma deu entrevista no Jornal Nacional, seguindo a série feita pelo programa e que havia sido suspensa com o acidente trágico que vitimou o presidenciável Eduardo Campos.

O programa manteve o tom usual com os outros candidatos e questionou a Presidente sobre temas que a irritaram.

Em relação à escolha do local da entrevista – o Palácio do Planalto – vimos muitos questionamentos nas redes sociais sobre ter sido uma escolha para beneficiar Dilma, deixando-a mais confortável e segura. Mas, no seu site, a emissora justificou que sempre entrevista candidatos à reeleição para Presidência da República no Planalto.

Vamos à entrevista (que estará abaixo de negrito) e nossos comentários (sem negrito e em itálico):

William Bonner: Candidata, boa noite.

Dilma Rousseff: Boa noite, Bonner. Boa noite, Patrícia Poeta. Boa noite, telespectadores.

William Bonner: O tempo total da entrevista é de 15 minutos, como foi o dos demais candidatos. E a gente procura reservar um minuto e meio, um minuto no fim, para que o candidato possa expor aqueles projetos que ele considera prioritários para o governo no caso de ser eleito, ou no caso de ser reeleita, no caso de hoje. O tempo começa a contar a partir de agora. Candidata, no seu governo houve uma série de escândalos de corrupção e de desvios éticos. Houve escândalo de corrupção no Ministério da Agricultura, houve escândalo de corrupção no Ministério das Cidades, no Ministério dos Esportes, houve escândalo de corrupção no Ministério da Saúde, no Ministério dos Transportes, houve escândalo de corrupção no Ministério do Turismo, no Ministério do Trabalho. A Petrobras acabou se tornando objeto de duas CPIs no Congresso. A senhora sempre diz que todos esses escândalos foram revelados pela Polícia Federal e estão sendo investigados pela Polícia Federal, que é um órgão do governo federal. A questão que eu lhe faço é a seguinte: qual é a dificuldade de, desde o início, se cercar de pessoas honestas, que lhe permitam formar uma equipe de governo honesta e que evite esta situação que nós vimos de repetidos casos de corrupção? Não há uma sensação, não pode haver uma sensação no ar de que o PT descuida da questão ética ou da questão da corrupção?

A pergunta de Bonner foi longa e parecia não acabar. Mas nela já estava embutida a resposta óbvia que todos os petistas usam quando confrontados com os casos de corrupção do governo Dilma: a Política Federal e o Judiciário nunca foi tão livre para investigar, por isso nunca descobriu tanta corrupção. O próprio Bonner defendeu Dilma na pergunta – e usa essa máxima petista – quando afirma que “os escândalos foram revelados pela PF e estão sendo investigados pela PF, que é um órgão do governo federal”.

Bonner também é beeeem levinho quando diz que ela “se cerca” de pessoas desonestas. Não se trata apenas de se cercar, né, gente? Pessoas da mais alta confiança dela estavam envolvidas em casos de corrupção, o que mancha diretamente as mãos da presidente.

Dizer, ao fim, que o PT “descuida” da questão ética é um gentil pleonasmo.

Dilma Rousseff: Bonner, não pode, não. Sabe por quê? Porque nós, justamente, fomos aquele governo que mais estruturou os mecanismos de combate à corrupção, à irregularidade e maus feitos. Por exemplo, a Polícia Federal, no meu governo e no do presidente Lula, ganhou imensa autonomia. Para investigar, para descobrir, para prender. Além disso, nós tivemos uma relação muito respeitosa com o Ministério Público. Nenhum procurador-geral da República foi chamado, no meu governo ou no do presidente Lula, de engavetador-geral da República. Por quê? Porque também escolhemos, com absoluta isenção, os procuradores. Outra coisa: fomos nós que criamos a Controladoria-Geral da União, que se transformou num órgão forte e também que investigou e descobriu muitos casos. Terceiro, aliás, eu já estou no quarto. Nós criamos a Lei de Acesso à Informação. Criamos, no governo, um portal da transparência. Mas eu quero te dizer uma coisa: nem todas as denúncias de escândalo, Bonner, resultaram em, realmente, a constatação que a pessoa tinha de ser punida e seria condenada. Pelo contrário. Muitos daqueles que foram identificados como tendo, pela mídia, como tendo praticado atos indevidos, foram posteriormente inocentados. Eu quero te dizer o seguinte, eu nunca…

A resposta seguiu a deixa que Bonner deu, de que nunca antes na história desse país os mecanismos de combate à corrupção foram tão estruturados e autônomos.

Outra coisa: a Controladoria foi criada (assim como em municípios e estados) por imposição legal.

William Bonner: Correto. Mas, a candidata, eu deveria só dizer à senhora o seguinte: a senhora listou aqui uma série de medidas que foram providenciadas depois de ocorridos os escândalos.

Dilma Rousseff: Não. Isso tudo foi antes.

Em relação à criação da Controladoria, Dilma está correta. E a intervenção de Bonner foi infundada.

William Bonner: Bom, entre as medidas que a senhora providenciou depois dos escândalos esteve o afastamento de alguns ministros. Em quatro casos, a senhora trocou um ministro por alguém que era do mesmo partido dele e do mesmo grupo político dele. E que frequentava o mesmo círculo. Essa situação, a senhora considera que não foi trocar seis por meia dúzia? A senhora considera que foi uma atitude prudente, como presidente, substituir nessas circunstâncias? Foi uma medida eficaz da sua parte, candidata?

Pois é… Isso ocorre porque o governo está loteado entre partidos que impõem continuar tendo regalias para garantir à Presidente a governabilidade (ou seja: maioria submissa no Congresso). Mesmo com as denúncias descobertas, Dilma não afasta os partidos porque tem acordos (nada republicanos) com eles. Daí, se troca apenas quem está a frente do Ministério – quando há casos de denúncias de corrupção – mantendo quem efetivamente manda na história (os altos dirigentes partidários que receberam essa parcela do governo para fazer o que bem quiser).

Dilma Rousseff: Eu, continuando o que eu estava dizendo, Bonner, nem todos as pessoas denunciadas foram punidas pelo Judiciário e tiveram comprovadamente culpa. Muitas pessoas, inclusive, se afastaram porque é muito difícil resistir à pressão da família ou à apresentação da pessoa como tendo praticado um crime.

William Bonner: Mas a senhora manteve gente do mesmo grupo político nos casos.

Manteve.

Dilma Rousseff: Agora, na segunda, respondendo a segunda pergunta, por exemplo, recentemente eu fui muito criticada por ter substituído o César Borges pelo Paulo Sérgio. Ora, o Paulo Sérgio foi meu ministro e foi ministro do presidente Lula. Quando saiu do governo, ele ficou dentro do governo no cargo importante, que é da Empresa de Planejamento Logístico. O Cesar Borges o substituiu. Posteriormente, eu troquei o César Borges novamente aí pelo Paulo Sérgio. Fiz a troca ao contrário. O César Borges também ficou dentro do governo, na Secretaria de Portos. Os dois são pessoas que eu escolhi, nas quais eu confio, acho que são pessoas bastante…

Peraê, Cesar Borges foi afastado por suspeita de corrupção, Presidente?? Porque não citou Lupi como exemplo?

Só no primeiro ano do governo de Dilma, 5 Ministros caíram. O Ministro dos Transportes se envolveu num esquema de superfaturamento, o Alfredo Nascimento. Teve também o escândalo do Turismo, quando ela trocou um afilhado de Sarney por outro (ou seja, seis por meia dúzia), colocando Gastão Vieira no lugar de Pedro Novais.

E ainda teve escândalos com Antônio Palocci, da Casa Civil, Alfredo Nascimento, do Transporte, Nelson Jobim, da Defesa e Wagner Rossi, da Agricultura. Em todos os casos, os ministros demoraram muito tempo para deixarem o cargo e foram blindados de todas as formas pelo aparato da Presidência da República, só deixando o cargo quando não tinha mais jeito e a opinião pública estava pressionando.  

William Bonner: Mas não foi exigência do partido, candidata? (leia mais…)


14
agosto
2014
Coluna da semana

Olá,

A coluna “Política à Flor da Pele” de hoje está no ar. Leia no O Jornal da Cidade (AQUI) ou em um dos 30 jornais e sites que publicam semanalmente.

Deixem sempre a opinião de vocês no blog ou redes sociais (ou enviem para o e-mail contato@danielebarreto.com.br) para que possamos discutir os temas com mais profundidade.

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14
agosto
2014
Comentário 96 FM

Boa noite, galera!

Amanhã cedinho, às 7h, falo na rádio GuanambiFM, sobre os novos contornos da sucessão presidencial e as consequências nas eleições para governador da Bahia.

Ouça sintonizando 96 FM ou acessando o site: www.guanambifm.com.br!

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14
agosto
2014
Comentário 93 FM

Bom dia, gente!!!

Ontem não ocorreu nosso comentário semanal no programa Opinião, da rádio 93 FM. Mas hoje, às 18h, participo do programa comentando os desdobramentos políticos da morte de Eduardo Campos.

Para ouvir, sintonize 93 FM (em Alagoinhas, litoral norte, Salvador, Aracaju) ou acesse www.93fmbahia.com.br.

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13
agosto
2014
Morte de Eduardo Campos muda trajetória política do país

Inacreditável!

Hoje, aproximadamente ao meio-dia, começavam a correr na internet informações sobre a queda de um avião no qual estariam supostamente o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e membros de sua equipe de campanha. Pouco depois, confirmou-se a notícia de que o avião que levava o presidenciável e comitiva caiu na cidade de Santos, litoral paulista.

Candidato a Presidência pelo PSB, Eduardo tinha 49 anos e vastas experiência política e influência no cenário nacional. Por aliados e adversários, era considerado um dos mais promissores jovens políticos do Brasil. E vale ressaltar que essa condição era assumida até por seus opositores. Em pronunciamento, a Presidente Dilma afirmou que “o Brasil perde uma forte liderança, com um futuro extremamente promissor pela frente, um homem que poderia galgar os mais altos postos do país”.

Economista, Campos foi deputado estadual, deputado federal por três mandatos, Ministro da Ciência e Tecnologia do governo Lula e governador de Pernambuco. Conhecido como idealista, conciliador e dotado de rara sensibilidade política, Eduardo Campos deixará como legado uma trajetória política que começou aos 21 anos e teve seu trágico fim na manhã desta terça-feira.

Mas a campanha continuará e, pela lei, o PSB tem o prazo de 10 dias para substituir o candidato.  É muito difícil prever, nesse momento, o desdobramento político da perda de Eduardo Campos. Muito do que acontecerá no cenário político daqui para frente vai depender da decisão que o PSB tomar em relação à substituição. Mas, já podemos adiantar que a tendência é a Marina Silva, que não conseguiu registrar o seu partido Rede e, convidada por Eduardo Campos, filiou-se ao PSB e figurava até ontem como sua candidata a vice-presidente da República.

Marina teve 20 milhões de votos na eleição passada e já constará como candidata na pesquisa IBOPE desse final de semana.

Uma consequência importante da morte de Campos impacta diretamente a política baiana. A candidata Lídice da Mata, que é candidata a governadora, apenas aceitou se lançar por um pedido pessoal de Campos, que precisava de palanque na Bahia, um importante colégio eleitoral. Com o falecimento dele, não se sabe ainda se Lídice manterá sua candidatura ao Governo do Estado da Bahia.

Vamos aguardar os próximos dias para sabermos o real impacto da morte de Eduardo Campos na sucessão presidencial. Mas, pelas suas qualidades e potencial político para as próxima eleições, nós podemos afirmar com certeza que a queda desse avião mudou a trajetória política do Brasil, num país que já sofre pela escassez de bons quadros políticos.

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11
agosto
2014
De Olho nas Eleições: O que rolou na entrevista de Aécio Neves no Jornal Nacional

Boa noite, amigos,

Na noite de hoje, o candidato à Presidência da República Aécio Neves foi entrevistado por Patrícia Poeta e Willian Bonner no Jornal Nacional. A entrevista, ao vivo, foi a primeira da série. Nesta semana, serão entrevistados Eduardo Campos (terça), Dilma Rousseff (quarta) e Pastor Everaldo (quinta). Resolvi fazer alguns comentários à entrevista aqui no blog, vou transcrevendo e comentando (aqueles comentários que fazemos mentalmente durante à entrevista hahaha), ok?

William Bonner: Boa noite, candidato.

Aécio Neves: Boa noite, Bonner. Boa noite, Patrícia. Boa noite, brasileiros de todas as partes do país, que nos ouvem aqui hoje. Prazer enorme estar aqui.

William Bonner: Obrigado. O tempo total da entrevista é de 15 minutos, dos quais nós reservamos o último minuto e meio para que o candidato fale resumidamente, claro, sobre os projetos que ele considera prioritários caso seja eleito. E o tempo começa a ser contado a partir de agora. Candidato, quando o senhor critica a situação da economia brasileira, o senhor tem dito que, seja quem for o presidente eleito para o ano que vem, vai ter que fazer uma arrumação da casa. O senhor já mencionou choque de gestão, redução de número de ministérios, redução de cargos comissionados. O senhor já falou em combate a desperdícios. Mas economistas que concordam com o seu diagnóstico para a economia brasileira dizem que essas medidas que o senhor tem anunciado não bastam, elas não seriam suficientes para resolver. Que seria necessário que o governo fizesse um corte profundo de gastos. Que seria necessário que o governo também eliminasse a defasagem de tarifas públicas como preço da gasolina e energia elétrica. A questão é a seguinte: o senhor não vai fazer essas medidas que os economistas defendem? Ou o senhor está procurando não mencionar essas medidas, porque elas são impopulares?

Gentee, que pergunta enorme foi essa do Bonner. Achei que ele não ia acabar mais nunca. Mas já mostrou de cara o tom sério que o Jornal conduzirá as entrevistas, sem defesa a um candidato supostamente ligado à emissora – como apregoam os governistas. Mas vale lembrar que fazer uma entrevista nesse tom é EXCELENTE para a imagem da emissora, que já começa as eleições desmistificando a história de ter candidato próprio nas Eleições. A Globo tem muito a ganhar com isso.

A primeira pergunta já colocou Aécio contra a parede, porque é bem comum ver o tucano divagando cerca do tema sem nunca o enfrentá-lo de frente. Vamos à mais uma divagação resposta:

Aécio Neves: Bonner, eu tenho dito em todos os fóruns e aqui, a vocês, de forma muito clara. Vou tomar as medidas necessárias a que o Brasil retome o ritmo de crescimento minimamente aceitável. Não é adequado, não é compreensível que um país com as potencialidades do Brasil seja o lanterna do crescimento na América do Sul. E estejamos aí de novo com aquela agenda que achávamos já derrotada há tempos atrás, como a da inflação, de novo a atormentar a vida do cidadão, da cidadã brasileira. Eu tenho tido a oportunidade de me reunir, Bonner, com alguns dos mais talentosos economistas do Brasil. Mas, na outra ponta também, eu tenho conversado com as pessoas. O que o brasileiro quer? Transparência. Um governo que tenha coragem de fazer aquilo que seja necessário. Nós vamos, sim, enxugar o estado. Não é admissível, não é razoável que nós tenhamos hoje 39 ministérios. Não apenas pelo custo dos ministérios, mas pela incapacidade deles de apresentarem resultados, entregarem serviços de qualidade às pessoas. E estejamos hoje vivendo uma política externa, cujo o alinhamento ideológico é prioridade sobre o pragmatismo, sobre o interesse real do Brasil e da nossa economia. E tudo isso levou a uma crise de confiança muito grande no Brasil.

“Eu tenho dito em todos os fóruns” não é exatamente como deveria um presidenciável iniciar a primeira resposta de uma entrevista nacional, ao vivo, com público potencial de 36 milhões de pessoas. Vou “tomar as medidas necessárias” também não é o que se espera ouvir de um candidato. Se Aécio fala tanto em diminuir os riscos e previsibilidade, deveria ser mais incisivo em revelar medidas e propostas, caso contrário, passa o que passou nessa resposta: insegurança, indecisão e que está escondendo (por serem medidas questionáveis e impopulares) o que efetivamente fará se alcançar êxito na eleição.

Aécio aproveita para dizer ao brasileiro o que o brasileiro quer! Achei meio inadequada a resposta. Primeiro porque não disse absolutamente nada sobre o que foi perguntado. E mais: “transparência” o brasileiro quer desde sempre e não é mérito de político absolutamente nenhum. Se apropriar do discursos da “transparência” a essa altura do campeonato (em pleno século XXI) é uma pisada de bola grande do candidato e do seu marketing.

William Bonner: Mas o senhor não respondeu a minha pergunta. A minha pergunta é se entre essas necessidades se inclui a redução dos gastos públicos e o fim dessa defasagem das tarifas de energia e gasolina.

E não respondeu mesmo. Aliás, gente, Aécio tem essa mania, né? De sempre responder com clichês. Eu estava vendo algumas declarações dele em caminhadas e carreatas… Nossa… Só clichês. Não vai conseguir sustentar a campanha em cima disso não, viu?

Aécio Neves: Não, eu respondo com absoluta clareza. Começando do final. No meu governo vai haver previsibilidade em relação a essas tarifas e em todas as medidas do governo. Ninguém espere no governo Aécio Neves o pacote A, o PAC disso, o PAC daquilo. Ou algum plano mirabolante.

Aécio desconversou…

A gente não está conseguindo uma resposta objetiva do candidato antes das eleições, imagine então se haverá “previsibilidade” em seu governo. Mas olha…

Ah, e eu tenho “agonia” de político que intitula o governo com seu nome e fala, por exemplo: “no governo Aécio”. Cara, se você não é Ex-BBB ou jogador de futebol, jamais, em tempo algum fale de si na terceira pessoa. Credo! Soou muito personalista, arrogante e vai de encontro conceitos de gestão pública, impessoalidade. Que ideia péssima!

William Bonner: Mas o senhor vai aumentar as tarifas?

Bonner faz exatamente o que nós gostaríamos de fazer.

Aécio Neves: Nós vamos tomar as medidas necessárias. É óbvio que nós vamos ter que viver um processo de realinhamento desses preços. Quando e como? Obviamente, quando você tiver os dados sobre a realidade do governo é que você vai estabelecer isso. Eu não vou temer tomar aquilo que seja necessário. As medidas necessárias para controlar a inflação, retomar o crescimento e, principalmente, Patrícia e Bonner, a confiança perdida no Brasil. Porque essa desconfiança em relação ao nosso país afugenta os investimentos. E os investimentos indo embora, os empregos vão embora. Olha, o saldo da balança comercial de manufaturados, dos produtos que mais agregam valor, produzidos no Brasil, no ano passado, foi negativo em R$ 107 bilhões. Sabe o que isso significa? Que os empregos que deveriam estar sendo gerados no Nordeste brasileiro, no Centro-Oeste, no Norte, estão sendo gerados na Ásia e em outras partes do mundo. Isso tem que acabar.

“Aumento de preços” no jargão Aéciano vira “realinhamento de preços”. Seeei…

“Quando você tiver os dados sobre a realidade do governo é que você vai estabelecer isso”. COMO ASSIM, AÉCIO??? Bonner foi claro, perguntou o que é necessário diante da realidade atual. Ou o Aécio desconhece os dados ou buscou, novamente, aquelas frases soltas, vagas e que se encaixam em qualquer situação. Passou insegurança, despreparo e enrolação. Sinceramente! Um discursinho de que estão gerando empregos na Ásia e não no Nordeste… Se Aécio acha que esperteza é habilidade ele está enganado. Na sua resposta passou MUITO MAIS  a ideia de que estava tentando ser esperto ao responder a pergunta, do que habilidade e conhecimento. Se habilidade por si só já não ganha eleição… imagine a ausência dela…

Patrícia Poeta: Candidato, o seu partido é crítico ferrenho de casos de corrupção que envolvem o PT. Mas o seu partido também é acusado de envolvimento em escândalos graves de corrupção. Como é o caso do mensalão mineiro e também do pagamento de propina a funcionários públicos pelo cartel de trens e metrôs de São Paulo. Isso para citar dois exemplos. Toda vez que escândalos como esses vêm a público, tanto o PT quanto o PSDB usam o mesmo discurso. Um discurso óbvio e correto. Que tudo tem que ser investigado, que se houver culpado tem que ser punido. Por que o eleitor iria acreditar que exista diferença entre os dois partidos quando o assunto é esse: corrupção?

Boa, Pati.

Aécio Neves: Patrícia, eu acho que a diferença é enorme. Porque no caso do PT houve uma condenação pela mais alta corte brasileira. Estão presos líderes do partido, tesoureiros do partido, pessoas que tinham postos de destaque na administração federal, por denúncia de corrupção. Eu nunca torci para ninguém ser preso. Sendo aliado ou adversário. Apenas torcia sempre e esperava que a Justiça se manifestasse. Em relação ao PSDB ou aqueles sem partido, se tiverem denúncias que sejam consistentes, têm que ser investigadas e têm que responder por elas. O que eu posso garantir é que, no caso do PSDB, se eventualmente alguém for condenado, não será, como foi no PT, tratado como herói nacional. Porque isso deseduca. Portanto, todos os partidos estão aí e têm a possibilidade de ter nomes que sejam envolvidos em quaisquer denúncias. Apuração e punição: é isso que esperam os brasileiros, independente da filiação partidária.

Entendi: para Aécio, o problema não é descobrir a corrupção, é não ser punido. Se não houve punição, tá de boa, né? Pra que se preocupar? Essa resposta mostra como será sua relação com a Corte Maior, se eleito Presidente.

Patrícia Poeta: Mas candidato, vamos pegar um exemplo aqui: Eduardo Azeredo, que foi um dos principais acusados de ser beneficiado no escândalo do mensalão mineiro, renunciou e por isso não foi julgado ainda. Ele está ao seu lado, no seu palanque, apoiando essa campanha eleitoral. Isso de uma certa forma lhe causa algum desconforto, não é passar a mão na cabeça das pessoas, de alguém do partido, um réu, nesse caso?

Isso…

Aécio Neves: Ele está me apoiando, você colocou bem, Patrícia, não é o inverso. Ele é um membro do partido e que tem a oportunidade de se defender na Justiça, vamos aguardar que a Justiça possa julgá-lo, se condenado, ele vai ser punido, mas eu não prejulgo, não prejulguei os petistas, não vou prejulgar os tucanos. O que eu posso te dizer e reitero aqui: independente do partido político, eu acho que qualquer cidadão tem que responder pelos seus atos. E o Eduardo vai responder pelos dele. Vamos deixar que ele possa se defender.

Vale lembrar que se não fosse pela renúncia, Azeredo poderia ser companheiro de cela de Dirceu. Fugiu do julgamento do Supremo pela porta da renúncia. Portanto, a conversinha fiada de Aécio sobre ser ou não punido não deve ser levada em consideração. E mais: por esse raciocínio do tucano, o povo da oposição ficou sem argumento para falar dos Mensaleiros, porque não Dilma que os apoia a candidatos e sim o contrário. O argumento é bizarro e desautoriza o uso do caso dos Mensaleiros pela oposição.

Que resposta mais babaca a de Aécio, viu? Quem ele pensa que engana com isso?

Olha, vou repetir: inteligência, responder rapidamente as perguntas e ser habilidoso é uma coisa… Ser espertalhão – como Aécio tentou em algumas das respostas – é prejudicial a sua própria imagem e campanha. #ficadica

William Bonner: Candidato, quando o senhor era governador do estado de Minas Gerais, o senhor construiu um aeroporto no município de Cláudio, a sua família tem uma fazenda a seis quilômetros desse aeroporto e a pista foi construída ao lado de terras do seu tio-avô. O senhor já disse diversas vezes que não houve nenhuma irregularidade nisso, que as terras eram públicas, porque já tinham sido desapropriadas, inclusive a sua família discorda do valor arbitrado para essa desapropriação, contesta esse valor, considera injusto, está na Justiça. O senhor disse também que o aeroporto foi criado pelo senhor para beneficiar a economia da região. E desde que esse assunto surgiu, o único erro que o senhor admite ter cometido, eu vou ler as suas palavras, o senhor disse que ‘viu aquela obra com os olhos da comunidade local e não da forma como a sociedade a veria à distância’. Eu pergunto: mesmo aos olhos da comunidade local, candidato, o senhor considera republicano construir um aeroporto que poderia ser visto como um benefício para a sua família, no mínimo, por valorizar as terras dela?

As perguntas de Bonner estão muito grandes. Affffff!

Aécio Neves: Bonner, eu tenho que agradecer muito a oportunidade que você me dá de tocar nesse tema. Esperava ter essa oportunidade para fazê-lo. O meu governo foi um governo republicano, foi um governo absolutamente transparente. Eu transformei Minas Gerais num estado, Bonner, que tem a melhor educação do Brasil no ensino fundamental, a melhor saúde de toda a Região Sudeste. Nós ligamos num planejamento, aliás, algo em falta hoje no plano federal, todas as cidades mineiras que não tinham asfalto, 225 cidades foram ligadas por asfalto no meu governo. Quatrocentos e cinquenta cidades não tinham telefonia celular, eu fiz a primeira PPP do Brasil e liguei essas cidades ao desenvolvimento através da telefonia celular e fiz um programa chamado ProAero que ligou 29 cidades de um total de 92 aeroportos que existem espalhados por Minas, você sabe que Minas é o estado que tem o maior número de municípios, somos 853, como instrumento do desenvolvimento regional, e, veja bem, nesse caso, especificamente, se houve algum prejudicado foi esse meu tio-avô, porque o estado avaliou aquela área em R$ 1 milhão, ele reivindica na Justiça R$ 9 milhões, não recebeu R$ 1 até hoje. Foi feito assim de forma transparente, absolutamente republicana, e a população daquela localidade sabe a importância desse aeródromo, uma pista asfaltada.

Toda vez que um político começa a frase com “eu tenho que te agradecer muito a oportunidade de eu falar nesse assunto” ele vai mentir em seguida. É cientificamente comprovado… rsrs

Agora me digam vocês: o que Aécio falou do aeroporto nessa resposta? NADA! Nem citou.

William Bonner: Mas candidato, essa questão produziu muita polêmica porque, imediatamente, levantou-se uma suspeita sobre o benefício a sua família, que o senhor diz não ter havido. E o senhor tem algum tipo de constrangimento ético pelo fato de ter utilizado essa pista quando visitou a fazenda da sua família?

“Constrangimento ético”? Na política brasileira? Impossível.

Aécio Neves: Não, não tenho, até porque não sabia que essa pista não estava homologada, aliás essa é uma questão.

William Bonner: Perdão, mas não se trata da questão da homologação. A homologação é uma questão burocrática. A minha pergunta é sobre usar um aeroporto que foi construído pelo estado de Minas Gerais para visitar uma fazenda sua. Isso não lhe constrange?

Jogou duro.

Aécio Neves: Bonner, eu visitei praticamente todos os aeroportos de Minas Gerais, trabalhando como governador do estado e o fato central é esse, que a Anac, porque é muito aparelhada hoje, nós sabemos a origem das indicações da Anac, durante três anos não conseguiu fazer o processo avançar e homologar o aeroporto. Bonner, o meu governo é reconhecido em Minas Gerais como o governo transformador. Eu deixei Minas com 92% de aprovação e é exatamente essa experiência republicana, correta, transparente do meu governo que eu quero implementar no Brasil. Não há nenhum constrangimento, Bonner.

A obra valoriza a fazenda. Isso é fato.

Aécio tenta desviar o assunto para a homologação. Tirando o foco da improbidade de ter beneficiado sua família com dinheiro público. E vem com essa conversa dos números em Minas… Olha, se ele acha que vai sustentar uma campanha inteira repetindo esse mantra de “transparência e 92 %aprovação”, está enganado.

William Bonner: Para fechar essa questão: o que vale mais, uma fazenda com um aeroporto ao lado ou uma fazenda sem um aeroporto ao lado?

Bonner foi duro e irônico. Bem como a gente gosta…

Aécio Neves: Olha essa fazenda que você se refere, é uma fazenda que está na minha família há 150 anos, tem lá 14 cabeças de gado. Essa é a grande fazenda. É um sitio que valorizado ou não, Bonner, é um sítio onde a minha família vai, eventualmente, nas férias, ali ninguém está fazendo um negócio. Essa cidade precisava desse aeroporto como todas as outras que tiveram investimentos em Minas Gerais, eu nunca na minha vida inteira fiz nada aquilo que eu não pudesse defender de cabeça erguida. Criou-se em torno desse caso uma celeuma, que você próprio deve estar surpreso agora, é um sítio da nossa parte talvez de 30 alqueires, algo absolutamente familiar, pequeno. Nada a ver com esse aeroporto, até porque nesse local já havia uma pista que eu poderia ter descido numa pista que estava lá há mais de 20 anos.

Aos 45 minutos do segundo tempo, Aécio tenta defender a (indefensável) construção do aeroporto falando que a fazenda está com a família desde a época da escravidão… sim, foi isso que ele disse, não?

Patrícia Poeta: Candidato, vamos falar de programas sociais. O senhor tem dito que vai manter alguns dos principais programas sociais do governo atual, como é o caso do Bolsa Família, o ProUni, o Pronatec, o Mais Médicos e também a política de reajuste do salário mínimo. A sensação que dá para muitos eleitores, é que o senhor, sim, aprova o desempenho do PT nessa área, na área social. Por que então esses eleitores iriam querer mudar de presidente?

Aécio Neves: Porque a verdade é essa, Patrícia. Todos percebemos de forma muito clara que o Brasil parou de crescer. Os empregos de boa qualidade deixaram de ser gerados aqui. E até os de baixa qualidade também, segundo os últimos dados oficiais, estão deixando de acontecer. A grande realidade é que administrar, e olha que eu fui um governador razoavelmente exitoso, é transformar, e transformar para melhor as boas experiências. O que é o Bolsa Família, Patrícia? O Bolsa Família é a junção do Bolsa Escola, do Bolsa Alimentação, do Vale Gás, que vieram do governo do presidente Fernando Henrique, e corretamente o presidente Lula os unificou e adensou. Não só vou continuar com o Bolsa Família, como eu quero que, além da privação da renda, as pessoas que o recebem possam ter uma ação do estado, para que outras carências de saneamento, de educação, de segurança, possam também ser sanadas. O Prouni é uma inspiração de uma experiência do governo de Goiás. Todo mundo, de alguma forma, copia e aprimora e ninguém tem que ter vergonha disso. O meu governo, ele vai ser renovador no padrão ético, no padrão moral, em relação a esse governo, e vai ampliar as boas políticas. Mas certamente vai ser um governo que vai resgatar a capacidade de o Brasil crescer.

Patrícia Poeta: O senhor quer manter e aprimorar esses programas sociais.

Aécio Neves: É isso que deve fazer o bom gestor.

Patrícia Poeta: Candidato, como é que o senhor explica o desempenho no campo social de um estado rico como Minas Gerais que, hoje, sustenta o menor Índice de Desenvolvimento Humano de toda a Região Sudeste e ocupa a nona posição no ranking nacional, entre todos os estados brasileiros. Estava em oitava posição anos atrás e agora está em nona posição.

Vixi…

Aécio Neves: Patrícia, estes números têm que ser vistos no seu conjunto. Minas Gerais avançou e avançou muito. Agora Minas tem no nosso território, incrustado no nosso território, o Vale do Jequitinhonha, o norte mineiro, o Mucuri, que é uma região, que, historicamente, tem um IDH menor do que a média do Nordeste. O grande esforço do nosso governo foi reduzir essas diferenças. E fizemos isso. Minas tem hoje a melhor educação fundamental do Brasil, mesmo sendo um estado heterogêneo, e não sendo o mais rico dos estados brasileiros. A melhor saúde de toda Região Sudeste. E é um estado que se desenvolve muito. Qual que é a questão específica? Nós tivemos um momento ruim, de determinadas atividades econômicas nossas, que perderam valor, como minério e o café. Essa sazonalidade existe. Mas Minas é hoje referência, não apenas no Brasil, mas fora do Brasil, pelos organismos internacionais, como Banco Mundial, de um modelo a ser seguido, de um estado com sensibilidade social e com gestão profissional.

William Bonner: O senhor mencionou já duas vezes a saúde em Minas Gerais, o senhor tem dito que é a melhor do Sudeste, a quarta melhor do Brasil. No entanto, os analistas que se debruçaram sobre investimentos públicos na saúde de Minas afirmam que isso foi muito mais resultado de investimentos da União e de municípios do que do estado. O senhor não considera a saúde uma prioridade também de governos estaduais, candidato?

Aécio Neves: Absoluta. O que nós fizemos em Minas, Bonner, é transformador. Qualquer especialista nessa matéria reconhece isso. Eu estive há poucos dias atrás reunido na USP. Com a diretora da USP e outros renomados especialistas em saúde pública. No meio da reunião, vou aqui confidenciar isso, a diretora da USP disse pra mim o seguinte: ‘Aécio, você não tem nada o que aprender conosco aqui sobre saúde pública, não. O que vocês fizeram em Minas foi transformador’. Seja em relação à saúde preventiva, onde nós dobramos os números de equipe do programa Saúde da Família, quanto na qualificação dos hospitais através do Pro-Hosp, na preparação das pessoas. Saúde é prioridade para qualquer governo responsável e será no nosso.

Patrícia Poeta: Candidato, nosso tempo está acabando. Última pergunta. Dos projetos que o senhor tem para o país, quais seriam os prioritários?

Aécio Neves: Na verdade, Patrícia, eu quero governar o Brasil para iniciar um novo ciclo de desenvolvimento no país, um ciclo que concilie ética com eficiência. Sem dúvida alguma os quadros que nós temos à nossa disposição e a coragem que teremos para fazer o que precisa ser feito é que permitirá que, no nosso governo, o Brasil volte a crescer. Mas eu quero melhorar o Brasil é para a dona Brenda, que eu conheci essa semana, lá nas margens do Rio Negro, no Amazonas, que quer um posto de saúde melhor na sua comunidade. Ou para o seu Severino, lá de Mauriti no Ceará, que espera que as obras do São Francisco possam chegar perto da sua casa, ele já acha que só os seus netos é que verão. Eu quero que a Suelen, lá de Campina Grande, que eu conheci no ano passado, continue vendendo na feira como vendia, não vende mais porque a inflação está aí a perturbar a vida de todos. Eu quero fazer um governo para as pessoas, um governo responsável, corajoso, mas que pense naquele que mais precisa da ação do estado. Por isso, eu, neste instante, peço a você que está nos ouvindo, o voto, o seu apoio para transformarmos de verdade o Brasil. Vocês vão se orgulhar muito disso.

O encerramento foi patético, ensaiado, populista e decorado.

Aécio não se mostrou como deveria: uma novidade, uma oposição preparada e consciente, um líder com discursos consistente… Talvez exatamente porque não o seja!

No minuto final, mostrou despreparo. Se isso é o que Aécio pode fazer de melhor, não vai ter segundo turno não.

Patrícia Poeta: Obrigada pela sua participação aqui na bancada do Jornal Nacional. Lembrando que amanhã o entrevistado ao vivo aqui no Jornal Nacional será o candidato do PSB, Eduardo Campos.

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07
agosto
2014
Coluna “Política à Flor da Pele” de hoje: Número de jovens eleitores diminui no Brasil

Amigos,

Quinta-feira é dia da Coluna “Política à Flor da Pele”. Lembrando que você pode ler a coluna em um dos 31 sites e jornais parceiros. :-) Vamos lá:

Diminuição do número de jovens eleitores revela desestímulo para o voto

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou essa semana um dado preocupante: diminuiu o número de jovens eleitores do país, nos últimos 4 anos. Apesar do eleitorado brasileiro ter crescido mais de 5%, a quantidade de jovens de 16 e 17 anos que vão votar esse ano diminuiu e será menor do que a quantidade de jovens que votou em 2010. O número caiu de 2,4 milhões de eleitores para 1,6 milhões.

Como os jovens dessa faixa etária são eleitores facultativos, – ou seja, que não possuem a obrigação de tirar o título de eleitor – percebemos que a diminuição nesse número mostra que não houve interesse dos jovens na participação política, no exercício dos seus direitos políticos, em dar seu primeiro voto.

Mesmo vivenciando um ano de 2013 com intensas manifestações nas ruas e com uma fase de maior cobrança aos políticos, ainda assim, muitos jovens não viram ascenderam a esperança de mudanças no cenário político e optaram por não tirar o título de eleitor, ressaltando a ausência de estímulo da juventude.

Se em outras eleições, campanhas de engajamento convocando os jovens a tirarem o título surtiram grande efeito, nesse ano, o descrédito nos políticos e a falta de candidatos que sejam efetivamente líderes legitimados pela sua trajetória de vida, deixarão jovens de 16 e 17 anos longe das urnas.

A constatação que essa estatística nos trás é grave e essa situação precisa ser revertida, para que possamos ter cidadãos cada vez mais conscientes e ativos. É importante que o jovem busque exercer sua cidadania, seja através do voto, seja pela participação popular direta. Sem engajamento, sem esperança, sem estímulo da juventude, teremos uma sociedade cada vez menos cidadã e menos politizada.

Daniele Barreto é advogada, consultora política, colunista e escreve no blog www.danielebarreto.com.br.

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Bjo.


06
agosto
2014
Às 18h, hoje, comentário político na 93 FM

Amigos,

Como toda quinta-feira, HOJE teremos o nosso comentário político no programa Opinião da rádio 93 FM (norte/nordeste/litoral da Bahia, Salvador, Aracaju), às 18h, apresentado por Marcelo Oliveira, Marconi William e Cláudio Pinto. Tenho recebido muitos comentários de pessoas que ouvem e estão curtindo interagir conosco sobre o cenário político.

Ouça você também: sintonize na 93FM ou acesse o SITE

E não deixe de mandar sua opinião, suas dúvidas, sugestões, críticas, dicas, comentários para contato@danielebarreto.com.br; ou poste aqui no blog, Facebook, Instagram ou Twitter. ;-) Nossa hastag é #DanyNoProgramaOpinião93FM.

Caso você perca algum dos programas, nossos áudios estão disponíveis no canal do Youtube.

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30
julho
2014
Hoje às 18h tem nosso comentário político na rádio 93 FM

Amigos,

HOJE tem o nosso comentário político no programa Opinião da rádio 93 FM (norte/nordeste/litoral da Bahia, Salvador, Aracaju), às 18h, apresentado por Marcelo Oliveira, Marconi William e Cláudio Pinto. Para ouvir, sintonize na 93FM ou acesse o SITE.

Vou falar sobre a queda no número de jovens eleitores no Brasil! Será que os jovens estão cada vez mais desinteressados pela política??? 

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24
julho
2014
De Olho nas Eleições 2014: IBOPE divulga pesquisa na Bahia

Olá, gente,

Foi publicada pesquisa IBOPE sobre a intenção de votos para o governo da Bahia. Nos primeiros lugares: Paulo SoutoRui Costa e Lídice da Mata)! Os demais candidatos, mais desprezados do que feriado quando cai no domingo. 

Ahhh, e a tirar por essas duas primeiras semana, prevejo uma campanha eleitoral com muito babado, confusão e gritaria! Vai ser a “Eleição das Eleições!” kkkkkk

(ambos banners foram a forma que os candidatos usaram para divulgar as pesquisas em suas redes sociais e não expressam necessariamente minha opinião sobre a pesquisa)

Acompanhe toda a campanha 2014 nas nossas redes sociais:  FacebookFanPageTwitter e Instagram


02
julho
2014
Hoje tem comentário político na rádio 93 FM, às 18h

Genteeeee, não esqueçam:

HOJE tem o nosso comentário político no programa Opinião da rádio 93 FM (norte/nordeste/litoral da Bahia, Salvador, Aracaju), às 18h, apresentado por Marcelo Oliveira, Marconi William e Cláudio Pinto.

Sintonize na 93FM ou acesse o site www.93fmbahia.com

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Bjs, Bj.


27
junho
2014
Nova parceria: comentário político na rádio 96 FM de Guanambi, toda sexta-feira

Oi, gente,

Tem novidade boa chegando: a partir da semana que vem, toda sexta-feira às 7h, teremos nossos comentários políticos na rádio 96 FM de Guanambi. Será no programa 96 Notícias 1ª Edição, que é apresentado pelo Rony Martins (Obrigada pelo convite, Rony!!!!!!!) e vai ao ar de 7h às 9h. Você pode ouvir a rádio Guanambi FM sintonizando 96 FM ou no site.

Fico tão feliz que os comentários estejam se expandindo por rádios em vários lugares da Bahia. Já estamos na  93 FM (Alagoinhas, litoral norte e nordeste da Bahia), rádio Clube AM (Santo Antônio de Jesus e região) e na rádio 96 FM (Guanambi). Os comentários políticos são mais uma forma de debatermos assuntos do cenário político. 

Caso você perca algum dos programas, nossos áudios estão disponíveis no canal do Youtube.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro do que acontece no cenário político: FacebookFanPage e Twitter.


25
junho
2014
Hoje tem nosso comentário político no programa Opinião, da 93 FM

Genteeeee, não esqueçam:

HOJE tem o nosso comentário político no programa Opinião da rádio 93 FM (norte/nordeste/litoral da Bahia, Salvador, Aracaju), às 18h, apresentado por Marcelo Oliveira, Marconi William e Cláudio Pinto.

Sintonize na 93FM ou acesse o site www.93fmbahia.com

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Bjs, Bj.


22
junho
2014
Do olho nas Eleições 2014: saiba o que rolou na convenção de Paulo Souto, em Salvador

Olá, amigos,

Quarta-feira pela manhã, o Partido Democratas/Bahia e alguns partidos aliados realizaram convenção, em Salvador, confirmando a candidatura de ACM Neto Paulo Souto ao governo do Estado. Como citei aqui no blog e nas redes sociais (FacebookFanPageTwitter e Instagram), fiz a cobertura do evento para falar mal contar tudo a vocês.

Resolvi dividir o post em alguns tópicos, com nota (de 1 a 5 arvorezinhas do DEM – rs) e comentários!

 Representatividade política no evento! Nota: 

Alguns dirão: “é o que importa”! E é mesmo. rsrs O evento teve inúmeros problemas (que vou falar abaixo), mas, meu amigo, nesse quesito, Paulo Souto sambou na cara do PT mostrou a sua força e provou que vai entrar na campanha disposto a ganhar.

Os partidos aliados (maior grupo de oposição formado na Bahia nas últimas eleições) convocaram e as lideranças do interior e da capital compareceram em peso. Políticos de toda a Bahia estavam presentes. Como conheço muitas lideranças desses partidos de oposição, pude identificar claramente que, nesse quesito, é fato: o evento bombou!

Todas as regiões da Bahia estavam bem representadas por lideranças expressivas muitos deles, políticos que estavam até pouco tempo atrás declarando juras de amor ETERNO ao governador petista Wagner. Como o PT não cumpriu, no governo do Estado, muitos dos acordos com os prefeitos (inclusive, parcelas de obras recém-anunciadas ainda não foram liberadas) e com a crescente insatisfação popular, muitos prefeitos que governaram suas cidades ao lado de Wagner nos últimos anos estão – agora – caindo fora do barco.

Prefeitos, vereadores, presidentes de diretórios municipais, todos unindo forças ao grupo da oposição para “tirar o PT do governo” – frase mais ouvida nos bastidores. Olha, a cada dia cresce essa “onda anti-petista” (que se iniciou nos idos da vitória de ACM Neto em 2012). E a oposição está sabendo surfar nessa onda…

E eu fico impressionada com uma peculiaridade desse momento político na Bahia: não se trata, necessariamente, de votar em Paulo Souto. Não há uma escolha popular bem firmada em torno do nome dele. Poderia ser qualquer (“qualquer” é exagero meu, claro!) candidato que reunisse a oposição. O sentimento que toma conta do povo é a vontade de “tirar o PT do governo” (não vai ser fácil, vou logo jogando um balde de água fria avisando aos inocentes da turma do “já ganhou” desavisados)!

Diga-se: se o candidato fosse Geddel, por exemplo, as chances de vitória também não seriam desprezíveis (óbvio que haveria, no caso de Geddel, um desgaste maior durante à campanha e uma rejeição maior do que a de Paulo Souto, que o impediria de crescer na intenção de voto), levando-se em conta esse critério, porque não se trata de votar em Souto ou em qualquer outro político, mas em alguém que não seja do Partido dos Trabalhadores e não represente a continuidade.

O certo é que, cada dia mais, o cenário mostra que o peemedebista Geddel perdeu a sua última chance (e dessa vez, ao contrário de 2010, era uma chance REAL) de ser governador da Bahia nessa encarnação. Geddel infartando em 3, 2, 1… 

Ah, claro que quanto mais cresce esse sentimento mudancista e de “já ganhou”, na oposição, mais aumentam as adesões de lideranças políticas que buscam estar sempre ao lado dos prováveis vencedores. Vale observar que em relação à “representatividade política”, embora a oposição tenha muito o que comemorar, uma parcela considerável dessas lideranças (prefeitos, presidentes de partidos, vereadores) que estão aderindo ao grupo de “Neto & cia.” eram pessoas ligadas a Souto (antes do PT tomar o governo) que foram para Wagner durante os anos de vacas gordas no PT governo petista e agora retornam por pura conveniência estratégia política. Se Rui começar a pontuar melhor, muita coisa mudará…

Resumindo, o evento simbolizou exatamente o que estou ouvindo nas ruas: a vontade do povo de mudar, o sentimento de dar um novo rumo ao estado e o crescente apoio do povo da Bahia ao candidato da oposição, Paulo Souto.

Partidos que participaram do evento: DEM, PSDB, PMDB, PROS, PTN, Solidariedade (as siglas SDD e SD foram extintas), PRB, PV, PRP, PPS, PT do B, PSDC, PTC, PHS, PEN, PMN e PPL (observação: na primeira semana de julho vai ter post no blog citando os maiores nomes de cada partido que se aliou a Paulo Souto para que os amigos leitores do blog possam “se situar” melhor em relação ao que a adesão desses partidos significa em relação a apoio político, projeção de votos e palanque pelo estado da Bahia, ok?).

Só não dei nota 05 nesse quesito () por que ainda não ocorreu a convenção do PT para eu ter um parâmetro.

 Juventude partidária! Nota: 

Impossível não dar nota máxima à atuação das juventudes partidárias no evento. Refiro-me especialmente às juventudes do DEM, PMDB e PSDB.

Olha, Robertinha do PMDB é um espetáculo à parte. O que essa menina (posso chamar assim porque é minha amiga, embora minha opinião seja imparcial) tem feito é de uma valentia e força de vontade impressionantes. Já comentei no meio do ano passado aqui no blog o quando os partidos de direita não investem em militância e perdem grandes quadros (até pelo medo que muitos caudilhos têm de “passar o bastão”). Mantenho minha opinião sem qualquer mudança em relação ao que penso acerca de alguns caciques baianos, mas tem uma turma inteligente e dinâmica que está se saindo muito bem, com todas as dificuldades. Aproveito para destacar Rodrigo Rara, cuja amizade e admiração nunca escondi. No PMDB tem também Nestor Neto, que já entrevistei para a coluna. Bruno Alves, Diego Castro, Rogério Neiva tenho pouco contato, mas acompanho o trabalho e sei o que são capazes.

Essa juventude vai dar o que falar e eu estou louca para a campanha começar logo para entrevistá-los e fazer uns projetos legais aqui no blog com eles, tenho certeza de que a história de cada um desses jovens vai estimular muitos de vocês a se envolver ainda mais na política.

 Políticos de projeção nacional no DEM e PSDB! Nota: 

Na categoria “políticos de projeção nacional”, o evento do Souto vale nota , mas eu dei  porque eu A-DO-RO Agripino Maia. Só por isso! (pena que dessa vez não consegui tirar foto com ele, como fiz num comício de ACM Neto em 2012)

E só tinha ele mesmo. Óbvio que é absolutamente compreensível que os grandes nomes de projeção nacional dos partidos aliados não tenham comparecido (por compromissos diversos em seus estados), mas os do DEM e PSDB tinham que ter vindo. ACM Neto perdeu uma boa oportunidade de mostrar força, e quando isso acontece é absolutamente inevitável que se mostre justamente o contrário.

Não dá para lançar uma candidatura desse porte – para um estado com a dimensão política e econômica da Bahia, com o fôlego (para o DEM) que representou eleger o prefeito da capital baiana, com a importância da eleição de Souto para o partido (e para o PSDB) no país – sem mais nomes além do Agripino ❤ (que nem é tão conhecido no Estado). Cadê Álvaro Dias, gente? (um dos grandes erros da oposição nacional é não “usar” mais a imagem de Álvaro e não o conceder a importância devida dentro do próprio partido) Porque Aécio não veio? (tinha que ter vindo e não apenas exibir vídeo) Cadê Onix? Cadê Serra?

Com as ausências notadas, só me restam duas opções: ou pesquisas internas (aquelas que os partidos e políticos fazem mas não divulgam para o povo, e usam para nortear suas decisões políticas) mostram que a vinda de figuras como Serra e Aécio são prejudiciais à campanha ou indicam que não muda em nada. Caso Aécio, por exemplo, estivesse pontuando bem na Bahia, teria vindo, sim senhor. Verdade seja dita!

 Organização do evento! Nota: 

A convenção foi uma “piada” do ponto de vista da organização! A escolha do local só pode ter sido feita por quem nunca colocou os pés no Unique. Ou outras duas possibilidades: foi cedido gratuitamente aí de graça, né, tá valendo ou é de propriedade de alguém que tem influência no grupo (suficiente para articular o aluguel do local e impor). O certo é que, em sã consciência com liberdade de escolha, nenhuma equipe de campanha opta pelo Unique para um evento político desse porte.

Ah, existe uma outra possibilidade: insegurança quanto a, efetivamente, ter gente suficiente para lotar um local maior. E esse receio se concretizaria: só ficou lotado porque o local era pequeno. Mas a data escolhida foi ruim, né, gente? Uma quarta-feira é bem difícil para boa parte das lideranças do interior se deslocarem para Salvador (ainda mais que foi véspera de um feriadão prolongado).

No Unique cabem, no máximo, 600 pessoas. E foi o que tinha lá. Apertadas, espremidas, mal acomodadas e passando mal de tanto calor. Sem ventilação NENHUMA (as únicas “frestas” são a porta de entrada e uma no fundo – ambas pequenas para o tamanho do local), permanecer no interior do salão se transformava em algo absolutamente penoso após 2 minutos. O local é parcamente iluminado. Em algumas fotos, a iluminação causa um efeito belíssimo (o que me faz ponderar sobre a escolha por não iluminar o evento decentemente), mas para quem estava pessoalmente, parecia uma festa numa boate à noite. Nada a ver!

 Marketing! Nota: sem nota (de 1 a 5 arvorezinhas do DEM)

Não sei se já tem agência (equipe de marketing, coordenação de campanha …) contratada. Se tiver, ninguém diz…

Vamos começar pelas redondezas do local… Sabe aquelas convenções em que colocam pessoas com bandeiras, nas ruas próximas, indicando o local aos que chegam e, PRINCIPALMENTE, fazendo o evento ser notado pela cidade, por quem passa de ônibus, de carro, por quem ainda está alheio ao fato de já estarmos em vias de iniciar uma campanha? Então… Não foi o caso! (quem lembra da convenção de Geddel em 2010 sabe do que estou falando)

A convenção não marcou o momento, não mostrou a Salvador que o ponta pé inicial foi dado, não impactou os transeuntes. Quem passava de carro apenas se aborrecia com o engarrafamento (já diário naquele local – outro motivo para não terem realizado a convenção lá), sem sequer perceber que se tratava da convenção de Paulo Souto. Não impactou quem passava, não aproveitou a oportunidade para mostrar a força do candidato e fazer Paulo Souto ser notado. Não havia sequer indicação do que estava acontecendo no local. A equipe de marketing errou, errou feito, errou primariamente!

Dentro do Unique, nada melhor do que isso. Os banners internos e o painel colocado no fundo do palco são de uma criatividade quase risível inexistente: fotos com os candidatos em posição óbvia, com aquela carinha de “olhando para o futuro” e sorriso fake estampado no rosto. Os banners laterias eram num azul tão pálido que parecia uma impressão em “marca d´água”. Ah, olhem vocês mesmos e me digam o que acharam disso (todas as fotos abaixo foram pegas em sites diferentes mediante busca no Google pra ninguém vir dizer que o problema é em minha máquina fotográfica):

Iluminação ruim: até de perto fica difícil reconhecer as autoridades presentes

Políticos se espremiam no palco desorganizado do evento, imprensa teve dificuldades em conseguir boas fotos

Foto do site “Bocão News” antes do local encher

O projetor, colocado de forma pouco cuidadosa, cortava a imagem na lateral direita (ambos), chegando a cortar o nome de Aécio no vídeo no qual ele declara suas satisfação e apoio à chapa (com texto excelente!). A imprensa disputava espaço com os cidadãos presentes, sem bons ângulos, sem um local em que pudesse posicionar seus equipamentos, sem imagens boas, sem estrutura. Gente, a essa altura do campeonato – com os meios de comunicação e internet bombando – não reservar um espaço para melhor cobertura e posicionamentos dos profissionais que vão trabalhar (dando repercussão e visibilidade aos próprios candidatos) é inaceitável. Procurando no Google, você verá que foi raro o site que conseguiu uma boa imagem geral. No palco, os políticos se aglomeraram e quem estava na plateia, como eu, sequer conseguia perceber quem estava lá em cima.

Se isso é o que eles sabem fazer de melhor para uma convenção TÃO IMPORTANTE e significativa para o momento político na Bahia, vai ficar difícil enfrentar o PT no marketing digital e na propaganda de Tv, viu?

 Minhas fotos no evento:

 

Alegria enorme em encontrar o amigo médico Leandro Serafim na convenção de Paulo Souto, aproveito para parabenizá-lo pelo ingresso no Conselho Regional de Medicina da Bahia. Com certeza, exercerá no conselho o que já faz com maestria fora dele: defender uma saúde de qualidade e zelar por condições de trabalho para a classe.

Também na convenção de Souto, ontem, conheci a amiga de longas datas do Face (rs) Suely Marie Coutinho. Super feliz com o encontro e com nosso papo – que rolou solto!!! kkkk #adorei

 Resumindo: Souto mostrou força política e congregou em torno de si alguns dos mais expressivos partidos políticos da Bahia; a juventude dos partidos está empolgada – especialmente do PMDB, DEM e PSDB -; as lideranças querem mudança; mas a equipe de organização (que provavelmente será a equipe de campanha) parece não ter compreendido o momento político do candidato.

Gente, faltou uma categoria IMPORTANTÍSSIMA: “Discursos”. Vou aguardar a convenção do PT para escrever um post comentando e comparando os discursos dos candidatos a senador, governador e vice das duas convenções. Assim, fica melhor para que possamos pegar a linha de cada grupo político e fazer um paralelo.

E vocês, o que acharam da convenção?

-> Crédito das fotos:  Lucival Almeida (proibida reprodução das fotos sem citar o profissional responsável pela imagem)

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21
junho
2014
Comentário político dessa semana, na rádio 93 FM: Convenções partidárias na Bahia, Eleições 2014

Olá, amigos,

Na última quarta-feira, no programa Opinião, da rádio 93 FM, comentei sobre as convenções partidárias para as Eleições 2014 na Bahia. Ouça comentário completo no Youtube: Convenções partidárias na Bahia, Eleições 2014

E ainda hoje posto os detalhes da convenção de Paulo Souto, realizada no dia 18.

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19
junho
2014
Coluna “Política à Flor da Pele”: Convenções partidárias marcam início da disputa eleitoral na Bahia

Oi genteee, já está no ar a coluna “Política à Flor da Pele” de hoje.

Eleições 2014: Convenções partidárias marcam início da disputa na Bahia

Essa é uma semana decisiva no contorno das Eleições 2014.

Ontem pela manhã, ocorreu a convenção do Democratas de Paulo Souto – que é o candidato que reúne em torno de si a oposição baiana. No último sábado, Lídice sacramentou sua candidatura. E após os festejos juninos teremos a convenção que oficializará o nome de Rui Costa como candidato do governo.

Sem dúvida, a convenção petista será a mais concorrida, com a presença, segundo estão anunciando, da presidente Dilma e do ex-presidente Lula. Otimistas, os governistas estão aguardando tantas comitivas e mobilização que o evento será realizado no Parque de Exposições.

A convenção partidária é o ato que sacramenta as alianças para as eleições.

No sábado, Lídice teve consigo apenas o PSL e confirmou a chapa puro-sangue na qual concorrerá às eleições deste ano.

Paulo Souto está liderando as pesquisas de intenção de voto e conta com o apoio do PSDB (que sempre é um aliado fiel ao DEM na Bahia), com o PMDB (de Geddel Vieira Lima), com o Solidariedade (partido recém-criado e levado ao grupo pelo deputado federal Arthur Maia), com o PRB (de Márcio Marinho), o Partido Verde (da vice-prefeita de Salvador, Célia Sacramento)… No total, serão cerca de 15 legendas com Paulo Souto.

O PT tem consigo partido fortes como o PSD, o PP e o PDT, garantindo ao seu lado caciques como João Leão e Marcelo Nilo.

Se quantidade de partidos fosse critério de vitória nas eleições, Paulo Souto poderia ficar tranquilo porque conseguiu congregar a maior quantidade de partidos políticos numa chapa de oposição nos últimos tempos na Bahia. Mas vale lembrar que esse não é um critério razoável para avaliarmos a força política de uma chapa, porque nas eleições passadas, por exemplo, Geddel tinha a chapa com a maior quantidade de partidos e ficou em terceiro lugar nas eleições para governador da Bahia.

Uma coisa já podemos garantir: será uma eleição difícil, a mais difícil dos últimos anos. E os eleitores já parecem estar empolgados com essa disputa.

Daniele Barreto é advogada, consultora política credenciada pela Associação Brasileira de Consultores Políticos e escreve no blog www.danielebarreto.com.br.

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28
maio
2014
Coluna “Política à Flor da Pele”: Pesquisas eleitorais na Bahia ainda significam pouco diante do cenário

Olá, amigos, a coluna “Política à Flor da Pele” de hoje já está no ar!

Pesquisas eleitorais na Bahia ainda significam pouco diante do cenário

Oficialmente, a campanha para as Eleições 2014 só começará em julho, por respeito à lei eleitoral. Mas a realidade é que os pré-candidatos a governador e senador da Bahia já colocaram o bloco na rua e estão rodando todo o estado fazendo uma pré-campanha acirrada, já cheia de acusações e que nos dá uma ideia do quanto as eleições desse ano vão ser empolgantes.

Para colocar ainda mais combustível nesse incêndio, foi divulgada ontem uma pesquisa do IBOPE que coloca Paulo Souto na liderança. Paulo é o escolhido pelos partidos de oposição para enfrentar o candidato do governo, Rui Costa.

Pela pesquisa, o ex-governador pontua com 42% da intenção de voto, Lídice da Mata aparece com 11% e Rui Costa (do PT) tem 9%. Vale lembrar, que a pesquisa ouviu apenas 1.008 entrevistados e que governistas têm lançado suspeitas sobre ela por se tratar de uma pesquisa encomendada por uma empresa da família de ACM Neto (cujo candidato é justamente Paulo Souto).

Embora anime eleitores e políticos da oposição, a pesquisa mostra apenas um cenário ainda muito distante do que se pode esperar na campanha. Primeiro por que não se iniciou ainda a propaganda eleitoral, quando tudo poderá mudar – especialmente com a exploração da imagem de Lula e Dilma, pelo PT.

Além disso, a pesquisa foi realizada num período muito próximo à veiculação de propagandas políticas massivas nas quais muito apareceu Paulo Souto, ACM Neto e Geddel. E essa é uma estratégia muito utilizada na política: rodar pesquisas nos dias em que o político aparece na TV (ou logo em seguida), o que faz com que sempre o resultado se amplie alguns percentuais em favor daquele que apareceu na tela.

Mas há também uma curiosidade do ponto de vista da estatística: em algumas eleições anteriores, quem pontuou bem nas pesquisas iniciais, acabou perdendo as eleições.

Por exemplo, em junho de 2006, Paulo Souto tinha 51% e Jaques Wagner 13%. Deu Wagner.

Em agosto de 2008, ACM Neto pontuava 29% para prefeito de Salvador, Imbassahy 27%, João Henrique 15% e Pinheiro 6%. Passaram para o segundo turno João Henrique e Pinheiro.

Em junho de 2012, Serra tinha 31% e Haddad 3%. Haddad é o prefeito.

Pelo clima que começa a surgir, a oposição realmente está numa situação mais favorável, não pelos méritos do seu candidato, mas por uma onda “anti-PT” que se amplia pelo Estado. Mas também é precipitada qualquer empolgação por parte da oposição porque o juiz nem apitou ainda o início do jogo.

Daniele Barreto é advogada, consultora política credenciada pela Associação Brasileira de Consultores Políticos e escreve no blog www.danielebarreto.com.br.

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