Arquivo para Eduardo Cunha - Daniele Barreto
14
outubro
2016
Sapatada em Eduardo Cunha no aeroporto

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, o peemedebista Eduardo Cunha, foi recepcionado com “sapatadas” no aeroporto. Ao contrário dos que aplaudem e compartilham o vídeo elogiando a atitude da senhora que o agrediu, eu não considero essa uma atitude coerente com o exercício da cidadania com responsabilidade e respeito. A gente gosta de Cunha? Não! Queremos que ele seja punido pelos crimes que o Ministério Público Federal o imputa? Queremos. Mas não vamos aceitar nenhuma exceção ao Estado Democrático de Direito – e vingança com as próprias mãos e agressividade é uma espécie de “punição” que não pode ser admitida por quem preza pela Justiça.

Assista o vídeo no qual explicito minha opinião! 👇🏻👇🏻👇🏻👇🏻👇🏻👇🏻👇🏻👇🏻

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Produtos que uso no vídeo:

Kimono: FruFru Store | Batom: Veludo Roxuva, Quem Disse, Berenice? | Pele: Base Sephora, pó compacto Vult, blush CaudalieOlhos: Rímel Maybelline, lápis preto Payot

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20
julho
2016
Eduardo Cunha não está fora do jogo

Oi, pessoal! Bom dia!!!

Vamos começar o dia hoje com mais um vídeo de nossa série “Acorda pra Política” – na qual a gente acorda cedinho para ler jornais e revistas juntos.

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Vem ver o vídeo e debata conosco nas redes sociais (postei o vídeo no Youtube e no Facebook para conversarmos mais, ok) 

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Acompanhe os vídeos sobre política no Youtube. Já somos mais de 1.370 amigos, juntos no Youtube, discutindo sobre política e lutando por um país melhor. Se una a nós.

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05
maio
2016
Luiza Erundina preside sessão da Câmara após afastamento de Cunha

Após Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ser afastado do cargo de deputado federal pelo ministro Teori Zavascki, assumiu o seu lugar o Waldir Maranhão. Como os parlamentares estavam ouriçados, agitados e alguns comemorando a decisão, o assecla de Eduardo Cunha simplesmente encerrou a sessão para impedir que os parlamentares se manifestassem.

As sessões na Câmara dos Deputados são transmitidas via TV para todo o país, e pela internet.

Para evitar que as comemorações ganhassem força e que os deputados usassem o seu direito constitucional de se manifestar na Tribuna contra seu “chefe” Cunha, o Waldir, que é igualmente investigado pela Lava Jato, encerrou a sessão plenária e cortou os microfones.

Não é de hoje que a turma de Cunha age com truculência, rasgando o Regimento Interno e fazendo valer suas vontades pessoais. De microfones cortados a votações até alcançar a decisão desejada, Eduardo Cunha flerta com um modelo ditatorial de comando e cinicamente se faz valer do temor que seus pares tem dele.

Mas Cunha não consegue intimidar a todos e o corte dos microfones não calou deputados coerentes que ocuparam a mesa diretora. A deputada Luiza Erundina sentou na cadeira de presidente da Câmara e seguiu a “sessão rebelde”.

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Mesmo com os microfones cortados, parlamentares se pronunciaram num dos importantes momentos de nossa história democrática: quando uma Suprema Corte afasta o presidente de um Poder.

Leia a opinião de alguns deputados nessa manhã:

“Maranhão cometeu um erro gravíssimo ao tentar calar a nossa voz num dia em que todos querem celebrar essa vitória. Fomos à Procuradoria-Geral da República pedir o afastamento de Cunha. Fomos ao Conselho de Ética pedir a cassação do mandato. Vamos lutar hoje para que a Câmara dos Deputados nunca mais seja presidida por um réu criminal. Ninguém vai nos calar” – deputado Alessandro Molon (Rede-RJ)

O deputado que chamou Cunha de gangster durante a votação do impeachment na Câmara dos Deputados também se pronunciou:

“Queremos o ‘Fora Cunha’, mas por que demorou mais de 140 dias, se todos os elementos já estavam à disposição? Não vamos aceitar o golpe e a farsa articulados por ele. Cunha continua em ação, o encerramento desta sessão foi determinado por ele, impedindo que a TV Câmara transmitisse ao vivo. O processo de impeachment nunca poderia ter sido conduzido por um corrupto como Eduardo Cunha. O senhor Temer não tem legitimidade depois de uma sessão presidida por um delinquente como Eduardo Cunha” – deputado Glauber Braga (PSOL-RJ)

Mais pronunciamentos contundentes:

“Cunha e Temer agiram juntos para o golpe. Como podemos dar legitimidade à sessão golpista dirigida por Cunha? O Brasil não pode se curvar. Não se submeterá a um governo espúrio e golpista a partir da conspiração de Temer. Por que só agora afastam Eduardo Cunha?” – deputada Maria do Rosário (PT-RS)

“O governo já anunciou que vai pedir nulidade de todos os atos relativos ao impeachment presididos por Cunha” – deputado Paulo Pimenta (PT-RS)

“Eles podem cortar o microfone, mas não podem calar a nossa boca” – deputado Paulo Pimenta (PT-RS)

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05
maio
2016
HOJE: STF decide a vida de Eduardo Cunha

Pessoal, 2h30 da madrugada dessa quinta-feira, correria, mas consegui gravar um vídeo rapidinho para vocês explicando o que pode acontecer hoje com o presidente da Câmara dos Deputados, o peemedebista Eduardo Cunha.

O partido REDE – aquele novo de Marina Silva, Randolfe Rodrigues – ingressou com ação para que o Supremo Tribunal Federal afaste imediatamente o Cunha de suas atividades. O peemedebista, que no dia da votação do impeachment na Câmara foi chamado de golpista, gangster e bandido, é o primeiro da linha sucessória de Temer (caso este venha a assumir a cadeira conferida a Dilma pelo voto popular).

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O julgamento não estava previsto para hoje, mas o STF se adiantou declarando a urgência, tendo em vista que, no próximo dia 11 o Senado avalia se afasta ou não Dilma. Afastando-a, Temer passa a presidente, e Cunha passa a assumir em sua ausência.

O REDE quer saber se um réu pode ocupar a cadeira da Presidência da República.

Confira todos os detalhes no vídeo:

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27
fevereiro
2016
Vídeo: Treta STF x Eduardo Cunha

Olá, pessoal, tudo bem? Boa noite!

No vídeo de hoje faço uma “retrospectiva” das “tretas” entre o presidente da Câmara Eduardo Cunha e o Supremo Tribunal Federal – em dezembro, 2015. Com a retomada dos trabalhos em Brasília, o tema do impeachment retorna ao cenário nacional, nada mais justo do que fazermos uma retrospectiva discutindo qual o último andamento dos procedimentos de impedimento de Dilma.

Lembrem:

  • Eduardo Cunha aceitou o pedido de impeachment contra a presidente por vingança (aquele velho achaque que conhecemos)
  • foi eleita a comissão do impeachment na Câmara dos Deputados
  • como a comissão foi eleita por voto secreto e venceu uma chapa alternativa, o PCdoB ingressou com ação no STF para que a Corte definisse o rito do impeachment a ser seguido por Cunha
  • o STF anulou o que foi realizado pela Câmara e retornou o processo para a etapa zero

No vídeo, explico tudo direitinho, inclusive as consequências da decisão do STF e o pronunciamento do Senado, no início do mês de fevereiro.

Assista:

Aguardo vocês nas redes sociais!!!

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17
dezembro
2015
Vlog: Eduardo Cunha, Valmir Assunção, Aleluia, Bel Marques (parte 2)

Olá, pessoal bom dia.

Hoje acordamos sem WhatsApp e eu já estou gravando um vídeo para explicar para vocês como se deu a decisão judicial de bloquear o aplicativo, direito do consumidor e desembargador que reestabeleceu o serviço (já postei texto na noite dessa quarta-feira explicando o real motivo do bloqueio do Whatsapp no Brasil).

Como prometi para vocês, a parte 2 do vlog da semana passada ficou pronto. Eu havia gravado vídeo comentando os fatos mais importantes de uma semana que parecia não ter fim hahahaha ( veja a primeira parte aqui -> web programa 5 Minutos de Política) e hoje vim comentar sobre outros temas igualmente relevantes.

Os temas que comentei foram:

  • Eduardo Cunha – perigo do presidente da Câmara dos Deputados que interpreta o Regimento Interno à sua conveniência e manipula bem as palavras e seus significados;
  • Valmir Assunção e José Carlos Aleluia – falo sobre a eleição da comissão do impeachment e leio algumas notícias postadas nos perfis do Facebook de ambos;
  • Bell Marques – comento a polêmica música (de extremo mal gosto) que fez o cantor ir parar no Ministério Público.

Assista:

Espero que vocês gostem do formato! Curtam o vídeo para eu saber a sua opinião e gravar mais vlogs políticos nas próximas semanas.

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Créditos: Blusa – Riachuelo / Brinco – Feranda / Bracelete – acervo pessoal / Batom: Velvet, da Quem Disse, Berenice? / todas as lojas são do Shopping Salvador

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16
dezembro
2015
Impeachment: o que o STF está analisando?

Oiii, vamos a nosso último post de hoje no blog!

É!, o cenário nacional agitado e não podemos nos furtar de discutir nenhum assunto, não é mesmo?

Daqui a pouco vou publicar vídeos sobre: 1. Bloqueio do Whatsapp no Brasil; 2. Depoimento de Cerveró; e uma surpresa que vocês vão amar (só digo uma coisa: vai rolar presente para leitores do blog e quem me acompanha no Youtube; yeeey). Mas nosso postagem derradeira dessa quarta-feira é um vídeo sobre a ação que o Supremo Tribunal Federal está julgando, acerca do rito do impeachment! Após sessão longa hoje, amanhã o STF continuará os trabalhos.

Vamos lá!

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No nosso canal do Youtube, você acompanha o quadro Diário do Impeachment no qual publico vídeos sobre os encaminhamentos do processo de afastamento de Dilma Rousseff do cargo de Presidente do Brasil. No vídeo de hoje, conto para vocês sobre a análise que o STF está fazendo dos procedimentos já realizados pela Câmara dos Deputados.

Inicialmente, é importante salientar que a interferência do STF (o chamado para que interfira, protocolado pelo PC do B) é absolutamente normal e necessário para o andamento dos atos de acordo com o devido processo legal. Tanto Eduardo Cunha, como alguns dos seus comparsas aliados e parte significativa da mídia trata o assunto como uma interferência negativa, levantando a desnecessidade de judicialização do processo. Não é bem assim. A interferência é legal e assegura os feitos.

Dessa análise promovida pelo STF, pode advir a anulação integral de todos os atos realizados na Casa Legislativa citada ou apenas a anulação da votação da comissão do impeachment. Mas esses não são os únicos assuntos que o STF discute, ele também analisa o rito a se seguir e o momento no qual a presidente deverá ser afastada de seu cargo.

Para entender tudo sobre esses assuntos, aperta o play:

Muito obrigada por acompanhar os vídeos e compartilhar comigo a sua opinião! Seus comentários são muito valiosos para continuarmos a discutir política com seriedade e ampliarmos o exercício da cidadania.

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Créditos: Blusa – Riachuelo / Brinco – Feranda / Bracelete – acervo pessoal / Batom: Velvet, da Quem Disse, Berenice? / todas as lojas são do Shopping Salvador

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16
dezembro
2015
Vlog: judicialização do impeachment, voto secreto e baixaria na Câmara dos Deputados

Olá, pessoal boa noite.

Você pode substituir o Whatsapp (que está bloqueado) por meus vídeos no Youtube! O que acha? rsrs Olha, brincadeiras a parte (já postei texto na noite dessa quarta-feira explicando o real motivo do bloqueio do Whatsapp no Brasil), que bom que você está por aqui, porque tenho alguns temas importantes para conversarmos.

A semana passada quase não terminou, não foi? Com certeza foi uma das mais longas e polêmicas da nossa política nos últimos anos. E além dos vídeos “normais” que sempre publico discutindo, no web programa 5 Minutos de Política, os temas mais relevantes do cenário nacional, resolvi também gravar uma espécie de vlog-político (olha a gente inovando aí geeeeente hihihi). Vou explicar melhor ara vocês: como os escândalos e assuntos relevantes foram surgindo em cascata, não daria tempo de gravar o 5 Minutos de Política sobre cada tópico, então, a medida em que os fatos aconteciam, fui gravando minha opinião e citando a abordagem feita pelos maiores veículos de comunicação. No final da semana, juntei tudo em nosso vídeo que você assiste abaixo.

Os temas que comentei foram:

  • Judicialização do Impeachment – muito se comenta sobre a judicialização, mas o que a mídia e os contrários à presidente não dizem é que é absolutamente normal que o Supremo Tribunal Federal seja chamado a intervir durante todos os procedimentos, sendo, assim, o balizador do rito do impeachment;
  • Comissão do Impeachment – a comissão do impeachment foi votada após briga entre os líderes dos partidos (aqui você assiste vídeo no qual falo da deposição do Leonardo Picciani da liderança do PMDB na Câmara dos Deputados), agressões físicas (como cabeçadas) e urnas quebradas no Plenário da Câmara dos Deputados;
  • Brigas – enfatizo o comportamento nocivo dos deputados federais à Democracia;
  • Carta de Temer -o vice-presidente nos premiou no início da semana com uma carta para a presidente Dilma; embora de conteúdo patético e que explicita de forma clara o interesse do vice no toma lá dá cá, a carta foi feita para vazar, essa era a intenção de Temer;
  • Livros – livros novos sobre política que comprei na quarta-feira;
  • Voto secreto – uma das maiores polêmicas da semana foi a eleição da comissão do impeachment, que fez com que o Supremo Tribunal Federal paralisasse o rito para decidir sobre sua constitucionalidade.

Assista:

Espero que vocês gostem do formato! Curtam o vídeo para eu saber a sua opinião e gravar mais vlogs políticos nas próximas semanas.

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08
dezembro
2015
Desabafo na madrugada: impeachment, Cunha, opinião

Vídeo desabafo da madrugada.

Ontem fiquei indignada depois que Cunha mudou a data da eleição da comissão do impeachment, e resolvi gravar um vídeo DESABAFO falando sobre o fato e aproveitei para responder alguns questionamentos que os amigos me fazem aqui, sobre meu posicionamento a respeito do impeachment, o rumo do país, consequências… como foi um vídeo improvisado, aproveitei e falei tudo!

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07
dezembro
2015
Impeachment: Deputados instalam a comissão hoje

Oi, pessoal!

Bom dia! Sei, sei, são 5h da manhã de uma véspera de feriado e eu deveria estar dormindo mais um pouco, né? hahaha Sonho! Mas a política está pegando fogo e hoje mais passos importantes serão dados em Brasília visando o processamento e impeachment da Presidente Dilma, então, eu mal deitei para pesquisar tudo, analisar os assuntos do ponto de vista jurídico e político, e contar tudo para vocês aqui no blog, ok? Estão vendo como sou boazinha? hehehe

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Então, a partir de hoje você encontra minha opinião sobre os temas que envolvem o impeachment, além de lista das notícias mais relevantes veiculadas na mídia. Agora temos esse compromisso: e você pode acessar o blog várias vezes ao dia, para sempre ler as novidades da política em primeira mão e ter conhecimento de conteúdo imparcial e diversificado.

Mas vamos lá…

A Câmara dos Deputados tem uma sessão extraordinária marcada para hoje para eleger a comissão especial que analisará o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.  O processo de impeachment foi deflagrado na quarta-feira da semana passada, num ato de vingança de Eduardo Cunha, presidente da Câmara, contra sua inimiga Dilma e o PT – partido com o qual trava guerra e é desafeto recente – já tendo, outrora, conciliado e obtido muitas vantagens (cargos, ministérios, contratos etc – tudo aquilo que seu partido gosta e sempre gozou nos governos petistas).

Eu trouxe algumas informações técnicas sobre essa comissão que se formará hoje, para que a gente possa entender melhor como o processo funcionará. Segue…

Quando será a reunião para instalação da comissão:

  • a reunião de instalação está marcada para 18h desta segunda-feira (7) no plenário da Câmara dos Deputados

A comissão do impeachment será composta por:

  • 65 integrantes titulares
  • e igual número de suplentes

Os nomes dos deputados federais integrantes da comissão serão indicados:

  • pelos partidos políticos

O critério para sabermos quantos integrantes da comissão cada partido político indicará é:

  • tamanho das bancadas (critério de representatividade) – ou seja, quanto mais deputados federais o partido tiver na Câmara dos Deputados, mais nomes poderá indicar para o colegiado.

Haverão reuniões preliminares para os partidos políticos decidirem os nomes que irão indicar:

  • os partidos da base aliada e da oposição têm até as 14h para definir os parlamentares que integrarão a comissão especial. portanto, essa manhã de segunda-feira será de reuniões dos parlamentares dos partidos para decidir os nomes

Quantidade de indicados de alguns dos maiores partidos políticos:

  • PT tem direito a oito assentos e ao mesmo número de suplentes; confirmou que o líder do partido na Câmara, Sibá Machado (AC), será um dos indicados para compor a comissão
  • PMDB também tem 8 assentos; o partido não vai divulgar nenhum nome antes de fechar a lista completa
  • PSDB – 6 vagas na comissão
  • DEM – 2 assentos
  • PRB – 2 vagas
  • SD – tem 2 vagas
  • PSC – 2 vagas
  • PDT – duas vagas
  • PROS – duas vagas
  • PP – 4 vagas
  • PSD – 4 vagas
  • PR – 4 vagas
  • PSD – 4 vagas
  • PTB – três vagas
  • As bancadas do PHS, PTN, PMN, PEN, PCdoB, PPS, PV, SOL, PTC, PTdoB, Rede e PMD, terão, cada uma, um representante na comissão.

Hoje a comissão será formada, e amanhã, terça-feira, haverá a eleição do presidente e do relator da comissão.

Funções da comissão:

Caberá à comissão:

  • proferir parecer pela continuidade ou não do processo, que depois precisará ser votado em plenário.
Após a instalação da comissão, Dilma será notificada e começará a contar o prazo de dez sessões da Câmara para que a presidente se defenda.
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Assim que a comissão for definida, você encontra aqui no blog vídeo falando sobre cada um dos escolhidos pelos partidos e seu histórico político (vou falar dos escândalos também, tá?) para a gente ter ideia de em que mãos estão os procedimentos referentes ao impeachment da presidente – um acontecimento que abala a economia do país, mitiga a credibilidade internacional e, caso se consolide, ocasionará anos de recessão para nos recuperarmos.
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03
dezembro
2015
Sob a luz de Eduardo Cunha

Boa noite, pessoal!

“A Câmara é a única que está verde e amarelo em Brasília.”

Se a política é feita de simbologias (e é!), Eduardo Cunha hoje criou uma, num momento nevrálgico da nossa história, mandando um recado luminoso para a população: somente a Câmara dos Deputados veste a bandeira do Brasil, somente a Câmara dos Deputados coaduna com os interesses do povo (divergindo da cor vermelha, símbolo petista).

Como toda simbologia, a criada pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha diz muito. Como toda simbologia, esconde muito mais do que diz!

Vale lembrar que o prédio do Congresso Nacional, assim como os demais edifícios da Esplanada (ministérios e Palácio do Planalto), estava com iluminação vermelha nessa quinta-feira, em referência à luta contra a AIDS. Eduardo Cunha – que acha que a Câmara dos Deputados é a casa dele e que lá tudo pode fazer – simplesmente mandou apagar a luz e, sem nenhum motivo aparente, mandou ligar holofotes verde e amarelo. Assim, como sempre faz, dá um golpe de mestre e manda à população um recado claro e direto – mas de conteúdo equivocado.

Com os demais prédios ao redor da Câmara iluminados de vermelho, a citada destaca-se na cor da bandeira. Simbolicamente, os demais encontram-se contaminados e voltados ao vermelho petista, diferentemente da Câmara dos Deputados.

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Foto: G1

A ação de Eduardo Cunha se dá um dia após deflagrar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

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14
setembro
2015
Vídeo – 5 Minutos de Política: Por que Cunha agiu tão rápido no 1º semestre de 2015?

Oi, pessoal! Tudo bem?

Final de semana de sol em Salvador, mas não rolou praia para mim não! hahaha Bem que eu queria, mas tenho prioridades, e uma delas (e principal, hoje) é transformar o blog em nosso maior canal de discussão política com qualidade, informação e imparcialidade. Fico feliz a cada mensagem nas redes sociais e cada vez que alguém me escreve ou me diz “passei a gostar de política lendo o que você escreve”. Uhuul!

Mas claro que segundos depois da explosão de alegria vem a indisfarçável sensação de responsabilidade redobrada. Assim como vocês confiam em mim, busco sempre dar o máximo e venho construindo outros projetos para nosso blog e canal do Youtube. Um deles, que aproveitei o findi pra me debruçar mais é uma série de vídeos (15 vídeos) fazendo toda a radiografia do Congresso. Siiiim!!!! Ninguém nunca fez isso por você, mas eu faço! rsrsrs #DaniFofa É uma web série inédita aqui no Brasil!

Baseada em algumas leituras e estudos, resolvi construir essa série no canal do Youtube, com toda a radiografia da composição das Casas Legislativas Federais. Você terá, em vídeos 15 vídeos de 15 minutos, todo o diagnóstico do Congresso Nacional, por exemplo: número de partidos políticos com representação, formação das bancadas, maiores e mais influentes bancadas, parlamentares mais ativos, participação da mulher na política, dados comparativos de outras legislaturas etc. Serão ofertadas a vocês não só a informação, mas a análise política dos dados.

Estou animadíssima com a web série, gravando e editando tudo com o maior carinho para cada um de vocês. Vai ser tão importante conversarmos mais sobre a composição na Câmara dos Deputados, para que possamos apreender os caminhos que o Brasil seguirá nos próximos anos.

Mas aproveitando a animação do projeto novo aqui no blog, vamos antecipar nosso vídeo de hoje do “5 Minutos de Política”.

Sim, sei que o ministro Levy está – nesse momento – se pronunciando acerca de reajustes, só que nosso programa de hoje não será sobre esse tema. Como gravei mais cedo, antes das decisões do governo serem tornadas públicas, nosso vídeo terá outro assunto: Eduardo Cunha, Janot, denúncias e o PT. Vamos lá?

Assista o vídeo:

[ lembrando  que o “5 Minutos de Política” vai ao ar todo dia às 20h, no Youtube ]

Mande também sugestões para vídeo do nosso web programa “5 Minutos de Política”, ok? :-)

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10
setembro
2015
Vídeo – 5 Minutos de Política: O poder de Cunha – ele é o alter ego dos que o seguem

Oi, pessoal. Tudo bem?

Um dos personagens mais controvertidos do cenário político nacional é o presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Semana passada, um grupo de parlamentares entregou a Rodrigo Janot, que é procurador-geral da República, uma representação pedindo o imediato afastamento de Eduardo Cunha da Presidência da Casa. Um desses parlamentares foi o Senador Randolfe Rodrigues. Eles acusam Cunha de usar o cargo para obstruir a Operação Lava-Jato. Antes disso, Janot havia protocolado denúncia contra o peemedebista, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele pede também a restituição de R$ 80 milhões aos cofres públicos.

Essas são as duas maiores novidades sobre Cunha nas últimas semanas (isso porque o Fernando Baiano ainda não começou a falar, né? parece que vai revelar o esquema do PMDB, em delação premiada).

Em que pese todas as denúncias envolvendo o Cunha (e outras tantas que já o atingiram ao longo de sua vida pública), o cacique permanece incólume, inabalável, vendo seu poder na Casa Legislativa crescer.

De onde vem esse poder de Cunha?

No vídeo de hoje do “5 Minutos de Política“, no nosso canal do Youtube, como Eduardo Cunha construiu uma orda de bajuladores e devedores na Câmara dos Deputados e que os que o seguem são grandes admiradores seus, por que representam – em seus Estados de origem, pelos quais foram eleitos – o mesmo que Cunha: o declínio da Democracia Representativa.

Clique no play e saiba os VERDADEIROS motivos que levam deputados federais de todo o país a apoiarem Eduardo Cunha.

Assista o vídeo:

[ lembrando  que o “5 Minutos de Política” vai ao ar todo dia às 20h, no Youtube ]

Mande também sugestões para vídeo do nosso web programa “5 Minutos de Política”, ok? :-)

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11
julho
2015
Artigo na Tribuna da Bahia: Cunha é o alter ego dos seus asseclas

Gente,

Bom dia! Tudo bem? Com a correria, esqueci de avisar para vcs que saiu um artigo meu no jornal Tribuna da Bahia essa semana! Adoro o jornal e sempre fico super feliz quando o editor de política Osvaldo Lyra opta por publicar um texto meu! Agradeço ao Osvaldo e a toda equipe do jornal pela moral! rs

O artigo segue abaixo! Falo de Eduardo Cunha e quem são os deputados que o seguem. ( ah, se vcs quiserem acompanhar as edições em pdf., podem acessar www.tribunadabahiavirtual.com.br, se cadastrar gratuitamente e ler. Massa, né? )

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Eduardo Cunha é o alter ego dos que o seguem

Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, é notável articulador dos bastidores; por agregar oposição e descontentes da base do governo, constrói meticulosamente seu poder e pauta, cada vez mais, a agenda política do país – servindo os brasileiros com um cardápio de retrocessos. Mas de onde vem o poder de Cunha? Como uma figura desconhecida do grande eleitorado – envolvida em tantos escândalos e com mentalidade político-ideológica do século passado – consegue chegar à Presidência de uma Casa Legislativa, terceiro na linha de sucessão presidencial, e ter seu nome cogitado em especulações para candidato a presidir uma nação?

Cunha conta com o apoio dos seus pares porque deles têm a admiração e idolatria.

Figura que sempre esteve envolvida em escândalos graves, mas sem nenhuma ameaça real da Justiça o punir (saiu ileso de investigações, ainda que a imagem de seus superiores, na época, tenha sido maculada, a exemplo de Collor e Garotinho), Cunha é o ídolo do baixo clero, é a celebridade que seus comparsas gostariam de ser, é a diva que eles querem copiar (diria Valesca).

Esperto, percebeu rapidamente o óbvio: a Câmara é composta por caudilhos, velhos coronéis locais sedentos por qualquer benefício, dinheiro, jantares, comida boa e de graça, viagem com as esposas para o exterior, vantagens para suas empresas/agronegócio… Ou seja, sedentos por pequenas e mesquinhas migalhas de poder. E isso Cunha pode dar para eles: por ter a caneta da Casa na mão e por se colocar como interlocutor entre cada parlamentar-mendigo – cuja personalidade é uma mistura perigosa de despreparo, vaidade e ganância – e os maiores empresários do país.

A tropa de Cunha é formada, majoritariamente, por coronéis que mandam em regiões dos seus estados, mas que nunca tiveram apito em Brasília (justamente por não gozar de poder para influenciar a agenda política nacional). No máximo, esses indivíduos conseguiam – depois de muito bajular algum ministro do seu partido, nomeado pelo governo federal – indicar um superintendente de autarquia ou órgão público federal em seu estado de origem. Ou, em tempos de Mensalão, conseguiam receber dinheiro de intermediários com o governo para fazer número na garantia da tal governabilidade.

Hoje, os componentes do Exército de Cunha podem muito mais. Conseguem não só inserir suas demandas reacionárias, fundamentalistas e segregadoras nas discussões da Casa, mas também sentar lado a lado na mesa com donos de TV e os maiores banqueiros e empresários do país, porque Cunha lá os coloca. Acostumados a serem tratados – ou aturados – como reis em seus estados, a eles era negado o brilho (que eles acham que merecem) e eram relegados aos porões do Congresso Nacional.

Cunha mudou isso. Cunha os “valorizou”, os “ouviu”, faz o ego deles inflar, faz eles se sentirem mais poderosos, honrou o que eles são em seus estados, conferiu mérito ao que eles acham que são. Não seria difícil ver deputados de todo o país se rendendo a um líder como Cunha, né?!

Além disso, Cunha encarou o governo com arrogância e destemor – característica que a maioria deles possui em seus estados, mas que não manifestavam em Brasília por falta de “sangue no olho” (coragem) e espaço. Cunha grita com quem ousa desagradá-lo; manda demitir funcionário da Câmara dos Deputados; impede a entrada de cidadãos, que contrariam suas posições ideológicas e políticas, nas galerias (que maravilha para poder distanciar o cidadão que incomoda, esse é o desejo mais íntimo dos deputados que tratam seus eleitores como números e que não acreditam ter satisfações a dar ao povo); manipula o Regimento a seu favor e faz dele sua arma para conseguir aprovar as matérias que defende; rasga a Constituição Federal; faz chacota do Judiciário; brada em entrevistas com repórteres; ameça (com palavras e gestos) o já fragilizado e impopular governo petista.

Cunha inicia e encerra as sessões quando deseja, corta o microfone dos deputados não aliados e os submete aos seus caprichos e humores. Ele vinga os raivosos que, em troca de cargos e contratos com a administração federal, ficaram calados durante anos de governo petista, mas que nunca engoliram Lula e sua trupe. Cunha desdenha do bom senso e realiza cultos religiosos dentro da Câmara dos Deputados; vinga os cristãos fundamentalistas (especialmente os evangélicos) que não toleram a possibilidade da implementação de políticas públicas voltadas para as minorias e maiorias submissas. Cunha é a revolta do patriarcado que vê crescer a presença da mulher na política e no mercado de trabalho. Cunha destila, pelos olhos, o ódio aos que o desagradam; ele materializa as vontades dos que acreditam que política é capital hereditário, partido político é patrimônio familiar e cargo eletivo é para alugar às empresas interessadas, através do patrocínio de mandatos.

Cunha não aceita uma derrota política porque acredita na sua superioridade diante dos demais e na obrigação de todos servirem aos seus caprichos. Assim, Cunha personifica, na Câmara, aquilo que seus os asseclas são nos seus Estados, e queriam ser no âmbito nacional. Cunha é o declínio da democracia brasileira, já bamba em ricões cujos eleitores votaram em seus comparsas.

Cunha é o alter ego dos que ele lidera.

A tendência é que piore muito nos próximos meses. O peemedebista vai articular para ter um candidato próprio à Presidência da República, ocupando o vácuo de poder que Temer sempre deixou dentro do próprio partido por se preocupar em resolver sua vida e deixar os interesses dos companheiros da agremiação de lado – coisa que os caciques do partido viviam reclamando. Mas o cndidato não será ele. Sabedor de que não tem chances numa disputa eleitoral para chefe máximo do país, sua meta de longo prazo é o parlamentarismo, no qual será o primeiro-ministro.

Levaremos tempo para ver Cunha perder o poder que está construindo e a ele terão que se render os próximos presidentes da República.

Eduardo Cunha é o Sarney do século XXI. E, com a aceitação conveniente dos que o seguem, fez da Câmara o seu curral eleitoral.

Daniele Barreto é advogada e consultora política.

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10
julho
2015
Coluna “Política à Flor da Pele” de hoje – Eduardo Cunha e seus asseclas

Boa tarde, pessoal!

Como vocês sabem, toda quinta-feira temos a coluna “Política à Flor da Pele” em vários sites e jornais pelo país. Projeto iniciado em 2011, a coluna visa levar informação e opinião política para leitores de quase 50 sites, blogs e jornais impressos parceiros.

Hoje a coluna discute a presidência da Câmara dos Deputados e os seguidores do Eduardo Cunha, avaliando o comportamento e as características dos asseclas que vêem nele a possibilidade de pequenos benefícios e migalhas de poder.

A coluna já está no ar e você pode ler em nossos parceiros abaixo citados.

Continue conosco acompanhando as publicações e mande suas sugestões de tema, dúvidas, críticas, opiniões.

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Leia em um dos sites e jornais parceiros:

Alguns dos nossos textos são publicados esporadicamente no Jornal Tribuna da Bahia e Jornal A Tarde.

Parceiros:

1. DF Agora (DF)

2. Folha de São Simão (GO)

3. Repórter MT (MT)

4. Tudo Rondônia (RO)

5. Gazeta de Rondônia (RO)

6. Montanhas Capixabas (ES)

7. Portal CDP (PI)

8. Cerrado Notícias (TO)

9. TV Jangada

10. Jornal do Paraná (PR)

11. A Boca do Povo (TO)

12. Folha do Norte de MS (MS)

13. A Notícia do Vale (BA)

14. Primeira Hora Notícias (MT)

(leia mais…)


04
julho
2015
Cunha é a diva que eles querem copiar!

Olá, pessoal, bom dia!

No início da madrugada de hoje, li o seguinte texto de Juca Kfouri, postado pelo Vinícius Alves no Facebook:

Cunha é bom de bastidores, de lidar com deputados sedentos por pequenas vantagens. Mas uma eleição presidencial é menos recomendada para quem tem telhado de vidro. Talvez alguém resolva falar do escândalo da Telerj, ou da corrupção na Cehab (companhia de habitação do Rio), do flat luxuoso pago por um doleiro, ou ainda dos negócios escandalosos de Furnas. Talvez alguém se recorde que ele é hoje um dos principais investigados na Lava Jato. Por enquanto, ele conta com o silêncio complacente da mídia. Nenhuma palavra sobre seu passado e seus procedimentos abusivos. Em relação a Lava Jato é como se seu nome não estivesse lá. Afinal, está prestando bons serviços aos conservadores de plantão. E segue como um trator, desmoralizando a democracia brasileira. Juca Kfouri

Eu, logo após, me pus a pensar sobre os motivos que levam Cunha a, em tão pouco tempo (embora seja raposa nos bastidores da política), alcançar destaque nacional e comandar a agenda política do país.

De onde vem o poder de Cunha? Como uma figura desconhecida do grande eleitorado – e envolvido em tantos escândalos – consegue chegar à Presidência de um Poder, terceiro na linha de sucessão presidencial, e ter seu nome cogitado em especulações para candidato a presidir uma nação?

Cunha conta com o apoio dos pares porque deles têm a admiração e idolatria.

Figura que sempre esteve envolvida em escândalos graves, desvios absurdos, mas sem nenhuma ameaça real da Justiça o punir, Cunha é o ídolo do baixo clero, é a celebridade que seus comparsas gostariam de ser, é a diva que eles querem copiar. Saiu ileso de grandes investigações (ainda que a imagem de seus superiores – na época – tenha sido maculada, a exemplo de Collor e Garotinho), e, assim, foi aprendendo a como articular e, esperto, percebeu rapidamente o óbvio: a Câmara é composta por caudilhos, velhos coronéis locais sedentos por qualquer benefício, dinheiro, jantares, comida boa e de graça, viagem com as esposas para o exterior, vantagens para suas empresas/agronegócio… Sedentos por pequenas vantagens, como colocou Kfouri. E – vaidosos e gananciosos – loucos por um interlocutor entre eles e o maiores empresários do país (e nisso Cunha foi habilidoso em institucionalizar as “contribuições para reivindicações corporativas” – R$).

Dessa forma, vai ficando cada vez mais fácil para Cunha, que se colocou entre os parlamentares-mendigos, que vivem atrás de boca livre, dinheiro e migalhas de poder, e a classe empresarial.

A tropa de Cunha é formada, majoritariamente, por coronéis que mandam em regiões dos seus estados, mas que nunca tiveram apito em Brasília (justamente por não gozar de poder para influenciar a agenda política nacional). No máximo, esses indivíduos conseguiam – depois de muito bajular algum ministro, do seu partido, nomeado pelo governo federal – indicar um superintendente de autarquia ou órgão público federal em seu estado de origem. Ou, em tempos de Mensalão, conseguiam receber dinheiro de intermediários com o governo para fazer número na garantia da tal governabilidade.

Hoje os componentes do Exército de Cunha podem mais… Conseguem sentar lado a lado na mesa com donos de TV e os maiores banqueiros e empresários do país, porque Cunha lá os coloca. Acostumados a serem tratados – ou aturados – como reis em seus estados, a eles era negado o brilho (que eles acham que merecem) e eram relegados aos porões do Congresso Nacional.

Cunha mudou isso. Conheço mais de duas dúzias de deputados que estão absolutamente fascinados pelo que Cunha tem os proporcionado, os olhos brilham contando sobre suas peripécias em jantares e reuniões que nunca imaginaram participar… Cunha os “valorizou”, os “ouviu”, faz o ego deles inflar, faz eles se sentirem mais poderosos, honrou o que eles são em seus estados, conferiu mérito ao que eles acham que são… Já imaginou a influência psicológica disso em uns caras vaidosos e acostumados a mandar e desmandar em seus feudos? Não seria difícil ver deputados de todo o país se rendendo a um líder como Cunha, né?!

Além disso, Cunha encarou o governo com arrogância e destemor – característica que a maioria deles possui em seus estados, mas que não manifestavam em Brasília por falta de “sangue no olho” (coragem) e espaço. Cunha grita com quem ousa desagradá-lo. Cunha manda demitir funcionário da Câmara dos Deputados. Cunha impede a entrada de cidadãos, que contrariam suas posições ideológicas e políticas, nas galerias (que maravilha para poder distanciar o povo que incomoda, né?, especialmente em se tratando de deputados que tratam seus eleitores como números e que, por comprar eleições, não acreditam ter satisfação nenhuma a dar ao povo). Cunha manipula o Regimento a seu favor e faz dele sua arma para conseguir aprovar as matérias que defende. Cunha rasga a Constituição Federal. Cunha brada em entrevistas com repórteres.

Cunha ameça (com palavras e gestos) o já fragilizado e impopular governo petista. Cunha inicia e encerra sessão ou a fala dos pares no momento em que deseja e os submete aos seus caprichos e humores. Cunha vinga os raivosos que se calaram durante anos de governo petista para conseguir indicar cargos e contratos na administração federal, mas que nunca engoliram Lula e sua trupe. Cunha desdenha do bom senso e realiza cultos religiosos dentro da Câmara dos Deputados. Cunha vinga os cristãos fundamentalistas (especialmente os evangélicos) que estavam silenciosos, mas que, no fundo, não toleram a possibilidade da implementação de políticas públicas voltadas para as minorias e maiorias submissas. Cunha é a revolta do patriarcado que vê crescer a presença da mulher na política e no mercado de trabalho. Cunha destila, pelos olhos, o ódio aos que o desagradam. Cunha materializa as vontades dos que acreditam que política é capital hereditário, partido político é patrimônio familiar e cargo eletivo é para alugar às empresas interessadas, através do patrocínio de mandatos. Cunha não aceita uma derrota política porque acredita na sua superioridade diante dos demais e na obrigação de todos servirem aos seus caprichos.

Cunha personifica, na Câmara, aquilo que seus os asseclas são nos seus Estados.

Cunha é tudo o que os parlamentares que o seguem queriam ser, no âmbito nacional! Cunha é o alter ego dos que ele lidera.

A tendência é que piore muito nos próximos meses. Mas não acredito que Cunha ambicione a Presidência. No entanto, vai articular para ter um candidato próprio (ocupando o vácuo de poder que Temer sempre deixou dentro do próprio partido por se preocupar em resolver sua vida e deixar os interesses dos companheiros da agremiação de lado – coisa que os caciques do partido viviam reclamando) , ou vendê-lo por um bom preço.

Levaremos tempo para ver Cunha perder o poder que está construindo e a ele terão que se render os próximos presidentes da República (pelo andar da carruagem).

Eduardo Cunha é o Sarney do século XXI. E, com a aceitação conveniente dos que o seguem, fez da Câmara o seu curral eleitoral.

(obs.: pesquisando no google, acho que o texto citado como de Juca Kfouri é de outro autor, olha aqui)

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28
maio
2015
Áudio do comentário na 93 FM: Eduardo Cunha e a Reforma Política

Olá, pessoal! Bom dia.

Acompanhando as votações na Câmara dos Deputados? Essa semana foi de muitas emoções na política, né? E ontem à noite, como já é nosso horário marcado para encontro na rádio 93 FM, falei sobre Eduardo Cunha e a suposta reforma política que se tentou essa semana. Como o programa foi na quarta às 18h, muitos dos fatos ainda não tinham se desvendado e a votação estava no início do seu enredo ainda.

Resumo do comentário político:

No comentário, citei que desde o início do ano nós vimos uma figura despontar no cenário político nacional, o Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados. Adepto do “toma lá dá cá”, Cunha criou ao redor de si uma corja de bajuladores e de devedores. São deputados federais que ele ajuda e sempre estão a sua disposição para cumprir ordens e votar no que Cunha manda. Nos últimos quatro meses, acompanhamos os passos do peemedebista: Cunha se elegeu presidente da Câmara dos Deputados, passou a dar ordens nos parlamentares de oposição, ameaça constantemente o governo, colocou projetos retrógrados para votação, pediu a cabeça de ministros, dificultou a vida do governo em votações, lidera um grupo de conservadores e passou a achar que seu poder é ilimitado. Na verdade, ele tinha certeza de que seu poder é ilimitado, e na terça-feira levou uma derrota histórica justamente por isso: por prepotência. A prepotência derrotou Cunha! O poderoso sofreu uma dupla derrota, pois duas de suas propostas foram rejeitadas pelos deputados. Ele queria modificar a forma como elegemos deputados e vereadores, mudando nosso sistema atual para o Distritão, e queria colocar na Constituição Federal o financiamento empresarial de campanha.

Ouça o áudio do comentário:

Ouça os áudios de comentários das semanas anteriores:

Como já comentei com vocês aqui no blog, nem sempre os leitores conseguem ouvir nossas participações em programas de rádio, ou por estarem ocupados no horário do programa, ou por não conseguirem sintonizar (tendo em vista que são programas no interior do estado). Então, toda semana, vou postar aqui no blog os áudios dos programas para que possamos ouvir juntos, avaliar os temas e debater, ok? Fica mais democrático, néam? rs Quem perdeu os áudios anteriores, pode clicar abaixo e ouvir. Ah, nos links vocês encontram também os temas dos comentários políticos e um resumo do assunto abordado!

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