Arquivo para Dilma Rouseff - Daniele Barreto
02
setembro
2014
O que rolou… na visita de Dilma e Rui Costa no Pelô

Olá, genteee!!!

Bom dia!

Como comentei aqui no blog, teremos, durante o período eleitoral, a cobertura de eventos políticos dos principais candidatos da Bahia. Sou tão legal com vocês que vou me submeter a aguentar o chorume de dezenas de discursos só para mantê-los bem informados. Obrigado, De nada! hahahahaha

Mas na sexta-feira passada participei de um evento sem querer… hahaha Foi assim…

Tô eu em casa, final de tarde, acamada, com dor de cabeça e gripe… me lembrei que tinha marcado de ir numa loja ver umas capas para almofadas no Pelourinho às 18h. Como não tinha o telefone do cara nem da loja, levantei da cama PÉSSIMA, peguei o carro e atravessei a cidade para não dar um bolo no rapaz – que ia lá na loja levar as capas de almofada só porque eu pedi.

Eis que ao me aproximar do Pelourinho vejo viaturas, policiamento, não me deixaram estacionar onde sempre coloco o carro… enfim, vi que algo de estranho acontecia por lá. Estacionei longe… Segui a pé, mesmo faltando ar. Vi centenas de pessoas de vermelho na Praça da Basílica, pensei logo: “hum, isso é bem evento do PT”. A medida em que me aproximava, confirmava, porque via as praguinhas, bandeiras e cartazes. Pensei: “e é coisa grande”.

Ao chegar na esquina da rua da tal almofada, vi de longe uma aglomeração NA MESMA RUA com faixas, bandeiras etc. Fui na loja rapidamente já doida pra ir correndo ver de perto a resenha… hahahahaha Achando que era evento de algum deputado, sei lá…

Parti pro furdunço e ao me aproximar vi que uns caras do Olodum tocavam no meio da galera, e uma multidão de petistas com blusas e bandeiras se espalhava pelas ruas nas proximidades. Tinha um povo sambando. Eu não estava nem aí pros petistas, mas como sou louca pelo Olodum, sai me apertando, empurrando, me espremendo até chegar ao ponto em que entre eu e os percussionistas só existia a linha dos segurança. E fiquei lá, curtindo o Olodum, me sacudindo, piorando da gripe, tirando foto, vendo o povo balançar as bandeiras petistas. 

Quando finalmente estava bem pertinho do Olodum, pensei em perguntar do que se tratava… mas nem deu tempo… em menos de um minuto, esse povo todo começou a gritar eufórico, gente correr, me apertar e todo mundo olhando para cima. (até então eu nem tinha percebido que estávamos na frente de um prédio todo iluminado, fiquei tão louca só vidrada no Olodum e tentando chegar perto que nem prestei atenção em nada…)

Em segundos olhei pra cima também, para ver por que esse povo tanto gritava, e eis que numa janela E-XA-TA-MEN-TE em cima de minha cabeça aparece, acenando e sorrindo, ninguém mais ninguém menos do que a soberana da nação: DILMA. hahahaha

Eu olhei para o segurança que estava na minha frente e falei: “DILMA???????” Ele riu e disse: “É”. Só então vi os broches da Presidência da República nos seguranças que estavam perto de mim. Pensei: “Como assim Dilma, minha gente?”. hahaha Comecei a rir sozinha… hahahaha

A gente sai pra comprar uma capa de almofada e encontra a presidente, né? hahahahaha

Só que aí vi o problema no qual eu tinha me metido: quando me aproximei do Olodum, a multidão estava dispersa, o local folgado, estava todo mundo espalhado pela rua. Agora, com Dilma na janela em cima de minha cabeça, eu do lado da porta por onde ela desceria, fiquei no maior aperto do mundo. Bem no meio do mafuá. Foi tanto empurrão, bandeirada na cabeça, aperto nas costelas (da grade de segurança), e sem a menor condição de sair do local onde eu tinha ido parar… 

Duas meninas que estavam do meu lado perguntaram o que estava acontecendo. E me disseram que só se aproximaram para ver o Olodum. Eu falei: “Minha filha, é Dilma na janela”. hahaha Elas começaram a rir e uma falou: “filma, filma”. (são de Natal)

Depois Dilma desceu, ficou do nosso lado, “tocou” tamborim. hahahaha Juro! hahahhaha Dançou. Fez de um tudo… hahaha Só fui embora quando acabou o evento porque eu não ia perder minha viagem, né? Já estava lá mesmo…

Pra vocês verem que com esse povo solto por aí fazendo campanha, a gente nunca sabe o que pode acontecer… hahaha (ah, a quem interessar possa: não comprei as capas para almofadas)

Aproveitei que estive lá e fui fuçar na internet matérias e posts nas redes sociais dos candidatos que estavam presente no evento para contar tudo para vocês.

Vamos lá!!!

(veja essa foto no Facebook e interaja conosco)

Que evento?

Na sexta-feira passada (29) Dilma veio para Salvador participar de evento junto com os candidatos da coligação capitaneada por Rui Costa, no Pelourinho.

O que teve por lá?

 Caminharam da Casa de Jorge Amado até a IgrejaRosário dos Pretos, seguindo para a Casa do OlodumA presidente aproveitou para gravar imagens para seu programa eleitoral. Jaques Wagner acompanhou a caminhada. Na Casa do Olodum, Dilma participou de homenagem à memória dos heróis da Revolta dos Búzios. Segundo Rui Costa, Dilma é a presidente que mais investiu na Bahia e o povo a retribuirá com mais de 3 milhões de votos. O candidato reafirmou sua proposta de reabilitar o Centro Antigo de salvador e propôs um Centro de Referência da Cultura Baiana.

Cadê as fotos?

Minha fotos não ficaram incríveis, mas tem algumas super profissionais na página do Facebook de Rui Costa.

Acompanhe a cobertura de eventos das Eleições 2014 e debata política conosco nas redes sociais:

 Facebook | FanPage | Twitter | Instagram

Um beijo.


19
agosto
2014
Entrevista de Dilma no Jornal Nacional

Bom dia, gente!

Ontem, Dilma deu entrevista no Jornal Nacional, seguindo a série feita pelo programa e que havia sido suspensa com o acidente trágico que vitimou o presidenciável Eduardo Campos.

O programa manteve o tom usual com os outros candidatos e questionou a Presidente sobre temas que a irritaram.

Em relação à escolha do local da entrevista – o Palácio do Planalto – vimos muitos questionamentos nas redes sociais sobre ter sido uma escolha para beneficiar Dilma, deixando-a mais confortável e segura. Mas, no seu site, a emissora justificou que sempre entrevista candidatos à reeleição para Presidência da República no Planalto.

Vamos à entrevista (que estará abaixo de negrito) e nossos comentários (sem negrito e em itálico):

William Bonner: Candidata, boa noite.

Dilma Rousseff: Boa noite, Bonner. Boa noite, Patrícia Poeta. Boa noite, telespectadores.

William Bonner: O tempo total da entrevista é de 15 minutos, como foi o dos demais candidatos. E a gente procura reservar um minuto e meio, um minuto no fim, para que o candidato possa expor aqueles projetos que ele considera prioritários para o governo no caso de ser eleito, ou no caso de ser reeleita, no caso de hoje. O tempo começa a contar a partir de agora. Candidata, no seu governo houve uma série de escândalos de corrupção e de desvios éticos. Houve escândalo de corrupção no Ministério da Agricultura, houve escândalo de corrupção no Ministério das Cidades, no Ministério dos Esportes, houve escândalo de corrupção no Ministério da Saúde, no Ministério dos Transportes, houve escândalo de corrupção no Ministério do Turismo, no Ministério do Trabalho. A Petrobras acabou se tornando objeto de duas CPIs no Congresso. A senhora sempre diz que todos esses escândalos foram revelados pela Polícia Federal e estão sendo investigados pela Polícia Federal, que é um órgão do governo federal. A questão que eu lhe faço é a seguinte: qual é a dificuldade de, desde o início, se cercar de pessoas honestas, que lhe permitam formar uma equipe de governo honesta e que evite esta situação que nós vimos de repetidos casos de corrupção? Não há uma sensação, não pode haver uma sensação no ar de que o PT descuida da questão ética ou da questão da corrupção?

A pergunta de Bonner foi longa e parecia não acabar. Mas nela já estava embutida a resposta óbvia que todos os petistas usam quando confrontados com os casos de corrupção do governo Dilma: a Política Federal e o Judiciário nunca foi tão livre para investigar, por isso nunca descobriu tanta corrupção. O próprio Bonner defendeu Dilma na pergunta – e usa essa máxima petista – quando afirma que “os escândalos foram revelados pela PF e estão sendo investigados pela PF, que é um órgão do governo federal”.

Bonner também é beeeem levinho quando diz que ela “se cerca” de pessoas desonestas. Não se trata apenas de se cercar, né, gente? Pessoas da mais alta confiança dela estavam envolvidas em casos de corrupção, o que mancha diretamente as mãos da presidente.

Dizer, ao fim, que o PT “descuida” da questão ética é um gentil pleonasmo.

Dilma Rousseff: Bonner, não pode, não. Sabe por quê? Porque nós, justamente, fomos aquele governo que mais estruturou os mecanismos de combate à corrupção, à irregularidade e maus feitos. Por exemplo, a Polícia Federal, no meu governo e no do presidente Lula, ganhou imensa autonomia. Para investigar, para descobrir, para prender. Além disso, nós tivemos uma relação muito respeitosa com o Ministério Público. Nenhum procurador-geral da República foi chamado, no meu governo ou no do presidente Lula, de engavetador-geral da República. Por quê? Porque também escolhemos, com absoluta isenção, os procuradores. Outra coisa: fomos nós que criamos a Controladoria-Geral da União, que se transformou num órgão forte e também que investigou e descobriu muitos casos. Terceiro, aliás, eu já estou no quarto. Nós criamos a Lei de Acesso à Informação. Criamos, no governo, um portal da transparência. Mas eu quero te dizer uma coisa: nem todas as denúncias de escândalo, Bonner, resultaram em, realmente, a constatação que a pessoa tinha de ser punida e seria condenada. Pelo contrário. Muitos daqueles que foram identificados como tendo, pela mídia, como tendo praticado atos indevidos, foram posteriormente inocentados. Eu quero te dizer o seguinte, eu nunca…

A resposta seguiu a deixa que Bonner deu, de que nunca antes na história desse país os mecanismos de combate à corrupção foram tão estruturados e autônomos.

Outra coisa: a Controladoria foi criada (assim como em municípios e estados) por imposição legal.

William Bonner: Correto. Mas, a candidata, eu deveria só dizer à senhora o seguinte: a senhora listou aqui uma série de medidas que foram providenciadas depois de ocorridos os escândalos.

Dilma Rousseff: Não. Isso tudo foi antes.

Em relação à criação da Controladoria, Dilma está correta. E a intervenção de Bonner foi infundada.

William Bonner: Bom, entre as medidas que a senhora providenciou depois dos escândalos esteve o afastamento de alguns ministros. Em quatro casos, a senhora trocou um ministro por alguém que era do mesmo partido dele e do mesmo grupo político dele. E que frequentava o mesmo círculo. Essa situação, a senhora considera que não foi trocar seis por meia dúzia? A senhora considera que foi uma atitude prudente, como presidente, substituir nessas circunstâncias? Foi uma medida eficaz da sua parte, candidata?

Pois é… Isso ocorre porque o governo está loteado entre partidos que impõem continuar tendo regalias para garantir à Presidente a governabilidade (ou seja: maioria submissa no Congresso). Mesmo com as denúncias descobertas, Dilma não afasta os partidos porque tem acordos (nada republicanos) com eles. Daí, se troca apenas quem está a frente do Ministério – quando há casos de denúncias de corrupção – mantendo quem efetivamente manda na história (os altos dirigentes partidários que receberam essa parcela do governo para fazer o que bem quiser).

Dilma Rousseff: Eu, continuando o que eu estava dizendo, Bonner, nem todos as pessoas denunciadas foram punidas pelo Judiciário e tiveram comprovadamente culpa. Muitas pessoas, inclusive, se afastaram porque é muito difícil resistir à pressão da família ou à apresentação da pessoa como tendo praticado um crime.

William Bonner: Mas a senhora manteve gente do mesmo grupo político nos casos.

Manteve.

Dilma Rousseff: Agora, na segunda, respondendo a segunda pergunta, por exemplo, recentemente eu fui muito criticada por ter substituído o César Borges pelo Paulo Sérgio. Ora, o Paulo Sérgio foi meu ministro e foi ministro do presidente Lula. Quando saiu do governo, ele ficou dentro do governo no cargo importante, que é da Empresa de Planejamento Logístico. O Cesar Borges o substituiu. Posteriormente, eu troquei o César Borges novamente aí pelo Paulo Sérgio. Fiz a troca ao contrário. O César Borges também ficou dentro do governo, na Secretaria de Portos. Os dois são pessoas que eu escolhi, nas quais eu confio, acho que são pessoas bastante…

Peraê, Cesar Borges foi afastado por suspeita de corrupção, Presidente?? Porque não citou Lupi como exemplo?

Só no primeiro ano do governo de Dilma, 5 Ministros caíram. O Ministro dos Transportes se envolveu num esquema de superfaturamento, o Alfredo Nascimento. Teve também o escândalo do Turismo, quando ela trocou um afilhado de Sarney por outro (ou seja, seis por meia dúzia), colocando Gastão Vieira no lugar de Pedro Novais.

E ainda teve escândalos com Antônio Palocci, da Casa Civil, Alfredo Nascimento, do Transporte, Nelson Jobim, da Defesa e Wagner Rossi, da Agricultura. Em todos os casos, os ministros demoraram muito tempo para deixarem o cargo e foram blindados de todas as formas pelo aparato da Presidência da República, só deixando o cargo quando não tinha mais jeito e a opinião pública estava pressionando.  

William Bonner: Mas não foi exigência do partido, candidata? (leia mais…)


21
agosto
2013
Coluna “Política à Flor da Pele” publicada hoje

Reforma Política rouba a cena das manifestações e vira debate recorrente no Congresso Nacional

As manifestações abrandaram por todo o país. Consequência delas, vimos muito pouco – possivelmente a médio e longo prazo poderemos aferir melhor se o “gigante” de fato acordou! O certo é que os protestos trouxeram a baila o tema da reforma política como um prioridade nacional. Tentativas de enganar o povo (novidade!) à parte – como o dito plebiscito e a natimorta “Nova Constituinte” – o certo é que um Grupo de Trabalho da Reforma Política foi criado e começará a discutir limitação de gastos em campanhas eleitorais no próximo dia 22, tendo como coordenador o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Para o coordenador, as mudanças que implementaram a reforma não irão valer para 2014 por falta de tempo hábil para as discussões acerca do tema e tramitação das votações. Até porque a Constituição, para que as alterações tenham validade no próximo ano, impõe que os projetos sejam votados e sancionados antes de 3 de outubro deste ano.

Hoje, na coluna “Política à Flor da Pele” você confere mais opiniões exclusivas de deputados federais acerca do tema.

– Jânio Natal (deputada federal PRP / BA): (para a coluna “Política à Flor da Pele”)

A reforma política se faz necessária e a população brasileira a quer como bem demonstrou nas recentes e justas manifestações. Quanto ao plebiscito sou favorável desde que realizado com propostas claras para que não permeiem dúvidas ao cidadão. Todavia acredito que não haverá tempo hábil na mudança da lei para as eleições de 2014. Sou a favor, também, que se proíba reeleição já em 2014 para o Executivo. Sou contra financiamento público de campanha bem como acabar com as coligações proporcionais. Sou contrário à lista partidária também. Outro quesito que sou contra é a colocação de suplentes com parentescos de primeiro e segundo graus.

– Esperidião Amin (deputado federal PP / SC)

A reunião promovida no dia 24/06 pela Presidente Dilma e Ministros, com Governadores e Prefeitos de capitais, foi aberta com o comunicado da proposta de 5 Pactos a serem construídos nos três níveis federativos. Tem, sem dúvida, grande sentido simbólico. No que diz respeito à Reforma Política, a Presidente está certa ao afirmar que o Congresso tem dificuldades em promover mudanças. Em 1986, já me manifestei a favor de Constituinte Exclusiva, tese então defendida pela OAB. Propus, nas recentes discussões do projeto da Reforma Política, que propostas como a do financiamento público de campanhas fossem submetidas a consulta popular (clique aqui para ver o texto da Emenda). O governo tem sido, até aqui, omisso no debate. A Presidente falou em pacto, não falou em determinação! Logo, cabe, democraticamente, debater e aperfeiçoar as diretrizes que instruam políticas públicas capazes de inspirar o País numa jornada nacional renovada e moderna!

 – Moreira Mendes (deputado federal PSD / RO)

A reforma política é tema recorrente, que sempre entra na pauta da sociedade e do Congresso Nacional, sem que seja, no entanto, efetivada. É como uma “pedra de toque” a qual se recorre para espantar e mandar para longe, ou ao esquecimento, as crises provocadas pelo questionamento da representatividade, escândalos de corrupção e mais recentemente a onda de manifestações por todo o país carregadas de reivindicações das mais difusas, conforme já tratamos aqui neste espaço. Não importa a natureza da crise, a reforma política é trazida para a ordem do dia. Desta vez foi o governo que tirou a proposta do “bolso do colete” depois da maior mobilização de rua dos últimos 12 anos. Primeiro propôs a convocação de constituinte exclusiva para debater o tema e fracassou. Na sequência, a tentativa de empurrar goela da Câmara o plebiscito, que já foi devidamente sepultado pela Casa, mas que o PT ainda tenta garantir por meio de decreto legislativo.