Arquivo para Amapá - Daniele Barreto
06
abril
2017
Look Vem Verão, Riachuelo

Como já comentei, amo a cor branca, principalmente na praia, natureza, campo. E aproveitei para usar, nos looks, sempre uma peça nessa. Usei uma blusa branca da Riachuelo, cigana, uma moda que vira e mexe volta – e nesse verão está com tudo. O branco dá leveza ao visual e super combina com o clima de mata e natureza da viagem. Essa blusa transparente usei com biquíni por baixo, que além de dar uma cor ao visual (vermelho), fica super discreta. A blusa não fica muito transparente (não gosto quando fica aparecendo muito), então ficou ótima para os passeios na cidade, em Macapá, e pra esticar no final de tarde na piscina. O tecido é lindo e tem uns desenhos em relevo! Amei!

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Usei acessórios indígenas, amo! Esse arranjo no cabelo comprei (com uma índia na rua em Porto Velho). Acho que a gente tem que valorizar o artesanato local, como forma não só de ajudar economicamente, mas de ampliar nossa cultura sobre tradições e costumes locais.

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30
março
2017
Riachuelo na viagem ao Amapá: abacaxi é a fruta do verão!

Viajar é maravilhoso, quando se tem acessórios e roupas confortáveis para explorar cada beleza do local, é ainda melhor. E quando se fala em bater perna, o quesito “calçado confortável” é recorde de preocupação. Em Macapá, tenho optado por sapatilhas confortáveis da Riachuelo. Boa companhia de tour! Escolhi a Riachuelo como companheira esses dias! hahaha Todos os meus looks (blusas, shorts, sapatilhas, sandálias) foram escolhidos na loja do Shopping Iguatemi em Salvador, para deixar minha viagem ainda mais charmosa e confortável.

Além de coleções que valorizam a nossa flora e fauna (adoro!), a Riachuelo seguiu a tendência internacional de frutas e flores tropicais em peças leves e descontraídas!!! Eu fiz um “enxoval” (rsrsrs) na loja da marca e amo poder curtir os passeios de forma confortável e alegre (as cores estão incríveis).

Sapatilha de estampa de abacaxi! <3 Tô in love total por ela. Usei muito na viagem (combina com roupas de várias cores). O abacaxi é a fruta preferida nas nossas estampas da coleção Alto Verão. Camisetas, biquínis, sandálias ou espadrilles vão bem com o toque tropical da fruta – que combina perfeitamente com nosso verão.

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A sapatilha de estampa de abacaxi dá um ar mais irreverente a qualquer look que você escolher e vai deixar seus pés lindos!

Como faço alguns passeios andando muitooooo na capital amapaense, minha escolha optei por priorizar as sapatilhas. Usei a sapatilha de estampa de abacaxi nos passeios na Área de Proteção Ambiental de Curiaú, Fortaleza de São José, Mercado de Peixes Igarapé das Mulheres! (vou postar sobre todos os passeios e looks aqui)

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04
março
2017
Look de Carnaval da Riachuelo, Macapá

Esse ano passei o Carnaval em Macapá (Amapá), como vocês sabem, e foram dias de estudo e preparação de todo o material que vocês vão ver a partir de agora no blog, youtube e no canal da Escola Politizar. Nenhum dia de folia momesca fora de casa, mas acompanhei os desfiles das escolas de samba pela TV e trabalhei muito para, nessa nova fase, trazer bastante material legal para vocês.

Confesso que estou super animada!!!

E deu tempo fotografar um look fresh de verão (aqui é inverno, pois estamos acima da linha do Equador), para mostrar pra vocês. E hoje vamos a uma dica de look Riachuelo.

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Usei essa roupa para conhecer a APA de Curiaú (vou contar mais tarde como foi a viagem até a Área de Proteção Ambiental) e aproveitei para fotografar mais detalhes para o blog. O short é da coleção “destroyed” da Riachuelo e lindo.

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Eu combinei com uma blusinha colorida da marca, com predominância da cor rosa. Look novamente com a sapatilha geográfica rosa que já mostrei em detalhes aqui no blog para vocês.

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Combinei com um brinco que estava à venda no Complexo do Marco Zero (aquele brinco que já contei aqui que ganhei quando comentei com o vendedor que sou nascida em Alagoinhas, Ba, e ele disse que a mãe também e não me deixou pagar pela compra hahaha). Sempre que viajo, procuro comprar artesanato local, principalmente acessórios que possa usar no dia a dia. Esse brinco é feito por artesãs de do interior de Macapá e já usei várias vezes para ir para a praia em Salvador. #amei :-)

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Não posso deixar de ressaltar o colorido incrível, super vivo, da blusa da Riachuelo!

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EU INDICO:

— Curso Online de Maquiagem —

Fiquei de comentar mais sobre meu interesse por maquiagem, né? Pois bem! Já falei com vocês que sempre fui muito monocromática nas maquiagens, e que de 2016 para cá tenho ousado mais e me interessado por cores que valorizam. Para quem, como eu, está iniciando na arte dos pincéis e esponjinhas de make, e para quem já tem muita habilidade e quer aprimorar, indico o Curso de Maquiagem da Juliana Góes, que é online (você pode fazer pelo computador, aí na sua casa), e está com um preço bacana – o que é excelente nesse momento de crise econômica no país, né? O curso é super seguro e eu recomento, se inscreva agora AQUI.

Onde compro minhas maquiagens com desconto —

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23
novembro
2016
Viagem ao Amapá: conhecendo o porto de Santana

O município de Santana está situado no sudeste do Amapá e tem população de cerca de 110 mil habitantes. É o segundo mais populoso (e importante) município do estado e faz parte da Região Metropolitana de Macapá (totalizando quase 500 mil habitantes).

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Emancipação:

No momento em que o Governador do Estado do Grão-Pará e Maranhão fundou a Vila de São José de Macapá (04 de fevereiro de 1758), prosseguiu viagem para a Capitania de São José do Rio Negro e deparou-se com a Ilha de Santana, situada na margem esquerda do Rio Amazonas, elevando-a à categoria de povoado.

Lá passaram a morar muitos portugueses, mestiços vindos do Pará e índios tucujus (trazidos pelo contrabandista de pedras preciosas e ouro Francisco Portillo de Melo). Em 1981 passou a Distrito de Macapá e foi elevada à categoria de município em 1987.

Vegetação:

Predomina

  • cerrado,
  • floresta tropical
  • área alagada
  • floresta de várzea

Rios:

  • rio Amazonas,
  • rio Matapi,
  • rio Maruanum,
  • rio Tributário,
  • rio Piassacá dentre outros

Padroeira

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Porto de Santana

O Porto de Santana é uma das principais formas de escoar produtos no Norte do país. Sua localização estratégica facilita a locomoção.

Do porto saem barcos que navegam pelo Rio Amazonas em direção a cidades do Amapá e Pará.

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A Companhia Docas de Santana – CDSA é uma sociedade de economia mista, vinculada à Prefeitura de Santana, regendo-se pela legislação relativa à sociedades por ações, no que lhe for aplicável, e pelo Estatuto.

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Turismo

Como atração turística, o porto de embarque e desembarque de produtos importados e cavacos de pinho, o porto flutuante de embarque do manganês pelotizado; a ilha de Santana, que fica do outro lado da cidade e que tem, inclusive, o balneário “Recanto da Aldeia”, são bastante frequentados aos finais de semana, etc.

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Serra do Navio

A estrada de Ferro EFA iniciou o tráfego em março de 1957. Nasceu como uma ferrovia essencialmente destinada ao transporte do minério de manganês de Serra do Navio para o Porto de Santana, no Amapá.

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13
novembro
2016
Viagem ao Amapá: mercado Igarapé das Mulheres e porto

Vamos a mais um post sobre a viagem ao Amapá. :-) Já coloquei vários posts contando sobre lugares incríveis que conheci: Balneário da Fazendinha, cultura, política, geografia, parto humanitário (parteiras), Orquestra na Floresta, Fortaleza, Porto de Santana, Fortaleza de São José, Rio Amazonas, Trapiche Eliezer Levy etc. Hoje vamos falar do Porto de Macapá e do Mercado de Pescado Igarapé das Mulheres. Quem ficam localizados após o Trapiche Eliezer Levy, depois da Praça dos Coqueiros. Aproveitei a vigem para conhecer novos lugares (mesmo já tendo ido umas 5 vezes a Macapá, nessa viagem conheci lugares incríveis) e vou passar mais algumas informações sobre geografia, história e cultura do local.

O Porto de Macapá fica próximo ao centro da cidade. A vista é linda “por motivos de” (rsrs): margear o Rio Amazonas não é para qualquer cidade. Lindo ver os barcos e a forma peculiar de se locomover (lembrando que boa parte dos municípios do estado do Amapá possuem ligação com a capital através de barcos). Fico fascinada com a disposição dos barcos, as redes, roupas, frutas! É um cenário lindo de viver!!! Fiquei horas encantada olhando e sorvendo cada detalhe!

Mas o local não é limpo e dá uma ideia de abandono ao turista. Esse é um ponto super negativo! Eu fiquei encantada porque tenho um outro olhar para a cidade, mas acredito que nem todo mundo caminha com segurança e nem acha tão bacana fazer um passeio margeando tanto lixo. Sem falar que gera um incômodo saber que o povo trabalhador e digno que se encontra ali em suas embarcações poderia estar vivendo e laborando num local bem mais digno, bastava a prefeitura realizar a limpeza com constância.

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O porto é importante para a capital por interligar a municípios do interior. É a forma de locomoção de muitos ribeirinhos. No entorno do porto, há barracas de comidas típicas, redes de balanço, artesanatos, além de diversidade de frutas. A melancia é a mais doce do país, sempre aproveito para comer e tomar suco no hotel e restaurantes.

Eu compreendi como inadmissível a sujeira que circunda o local. Não vejo porque não se realizar um projeto de limpeza constante, isso dará mais dignidade ao povo que passa pelo porto e para os que moram em embarcações.

Eu desconheço a utilidade prática do porto. Não sei como se dá a navegação e para onde vão as embarcações locais. Mas na próxima viagem (que será ainda esse semestre), prometo a vocês que vou me informar melhor e dividir as informações com vocês aqui no blog.

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É muito interessante ver como famílias inteiras moram nos barcos. Crianças e adultos dividem as embarcações que são além de meio de locomoção, casa, abrigo!

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Muito bacana esse passeio, né?

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Importante conhecermos mais sobre nosso país, né? :-)

Igarapé das Mulheres

Ao lado do porto está o Mercado de Pescado Igarapé das Mulheres!

6 (1)Muitas famílias se dirigem ao mercado para comprar peixes e mariscos.

Mas além disso, há também boa oferta de verduras e frutas, além de condimentos.

Segundo pesquisei (em sites oficiais do Governo), o mercado foi construído com recursos do Governo do Estado.

Extensão

O mercado abrange uma extensão total de 6.750 m², dos quais 3.400 m² compreendem a área de construção do prédio.

Número de trabalhadores beneficiados

O espaço abriga 227 trabalhadores.

Produtos comercializados

Peixe, camarão, caranguejo, frango, carne suína, verduras, açaí, polpas de frutas, entre outros.

Boxes

A construção contém 70 boxes para pescado, 5 boxes para açougue bovino, 14 para polpas de frutas, 44 para verduras, 5 para a comercialização de açaí, 30 para camarão, 9 para caranguejo, 16 açougues suíno, além de 22 diversos e 11 boxes para lanches.

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Pelo que li em algumas matérias, a realização era um pedido dos trabalhadores que comercializavam seus produtos na região.

O mercado trouxe mais conforto e dignidade, com limpeza e higiene para os comerciantes e compradores.

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O Marcado fica nas margens do Rio Amazonas, ao lado do porto.

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08
novembro
2016
Viagem ao Amapá: Look Riachuelo

Amando essa fase do blog e youtube na qual nos aproximamos mais e vamos conversar também sobre estilo de vida. Não só roupas, acessórios e maquiagens para quem trabalha na área, mas também os looks de viagens que envolvam cultura e conhecimento político. O 1° look da viagem é total Riachuelo (como os demais também rsrsrs). Eu amo branco e foi a cor escolhida da viagem. Em quase todos os looks, coloquei uma peça branca. O branco dá leveza ao visual e super combina com o clima de mata e natureza da viagem. Essa blusinha além de uma transparência discreta, tem uns gripis na ponta que amo. Fica feminina e leve.

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Aproveitei para combinar com um short bem colorido da mesma loja e acessórios em tons de terra e amarelo.

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Esse colar, eu comprei na minha primeira viagem ao Amapá, em 2009, e o brinco de pena no Complexo do Marco Zero no dia dessas fotos. Na verdade o brinco é uma história engraçada: o rapaz que atende na loja do Marco Zero começou a conversar comigo sobre a Bahia e eis que revela que a mãe nasceu numa cidade chamada… chamada… adivinhe?! Óbvio: Alagoinhas. hahahahaha Aí falamos sobre o bairro de Santa Terezinha, onde parte da família dele mora até hoje e também sobre o distrito de Buracica (onde a mãe efetivamente nasceu, ele viveu na sua infância e eu super conheço por causa dos poços da Petrobrás). Foi incrível! Quando fui pagar o brinco, ele não deixou e me deu de presente. Own!!! :-) Amei! kkkkkkkkk

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O Hotel que fiquei hospedada foi o CETA – Centro Equatorial de Turismo Ambiental Amazônico com trilhas ecológicas, lago em frente ao quiosque (amei o quarto) e com diversidade de riqueza de fauna e flora. Fica localizado entre os municípios de Macapá e Santana.

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03
novembro
2016
Viagem ao Amapá: APA Quilombo do Curiaú

O que estão achando dos posts sobre a viagem ao Amapá? Eu amei e hoje conto mais sobre a Área de Proteção Ambiental que é um dos maiores remanescentes de quilombo do país. ;-)

A Área de Proteção Ambiental o Riu Curiaú fica localizada na foz do rio Curiaú, no estado do Amapá, distante 14 quilômetros da capital Macapá. Com o objetivo de proteger e conservar os recursos naturais e ambientais da região, a APA é local de resistência e preservação da memória dos antigos escravos, que chegaram à região no século XVIII, para a construção da Fortaleza de São José do Macapá.

Eles originaram o Quilombo do Curiaú, constituído pelas comunidades: “Curiaú de Dentro” , “Curiaú de Fora“, “Casa Grande” e o “Curralinho“, totalizando 1.500 pessoas e constituindo-se em dos raros remanescentes de quilombo existentes no Brasil.

Não foi fácil chegar! Como eu estava no Mercado de Pescado Igarapé das Mulheres, pedi informação em uma venda e o dono, super mega atencioso, anotou todo o meu itinerário para chegar no Curiaú. Lá passa Ônibus para a APA, mas ele me explicou que é apenas um, então tem que esperar ele ir e voltar (14km cada percurso). Aí demoraria muito. Então, primeiro fui andando até a Avenida FAB (caminhada dazorra, num sol que olha…), lá pegue um ônibus e desci na estrada, já na entrada da APA, de onde peguei um táxi. (que demorou quase uma hora para passar) Na volta, retornei com o ex-Secretário de Cultura do Estado, aí foi rapidinho.

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Com área 23 mil hectares de área verde, rio e córregos, na APA há economia voltada para:

  • cultivo de peixes
  • criação de búfalos

Subsistência:

  • mandioca
  • frutas
  • pequenos animais
  • casa de farinha

Vale lembrar que têm surgido problemas sociais devido à expansão da periferia da cidade sobre as terras do quilombo. Os moradores já fizeram protestos para a desocupação de moradias irregulares e as áreas foram destinadas a filhos de quilombolas.

Há vários bares e restaurantes que, pela beleza e tranquilidade do local, atraem turistas e moradores de Macapá. Nas pesquisas na internet, li alguns textos que informam sobre o descontentamento dos moradores do quilombo com festas que, proibidas na cidade, são realizadas na APA, varando a madrugada, trazendo insegurança e causando acidentes com pessoas e animais.

Há uma Associação dos Moradores do Quilombo, um posto médico, um posto policial, dois postos de guarda, um museu/centro cultural, duas igrejas, uma escola que vai até a 8ª série, o Conselho Comunidades Quilombolas – CECADA , Associação de Mulheres, o grupo cultural Raízes do Bolão de músicas regionais, e há projetos como de Orquestra,  Ponto de Cultura, Esportes e Ponto de Leitura.

Terras do quilombo

“A terra é de todos” – essa é a filosofia dos moradores. No vídeo abaixo, um descendente de escravo explica como seu a posse da terra inicialmente e que se trata de herança para filhos e netos dos quilombolas.

Há histórias de que os primeiros moradores foram negros e negras escravizados/as que fugiram da construção do Forte de São José e se esconderam na região. Outros contam que na verdade foram negros do Mazagão que não eram escravizados, vindos do Marrocos para povoar a região.

Aproveitei a ida ao Quilombo para almoçar em um restaurante na beira do lago (que nesse período de estiagem está seco, mas que atrai muitos turistas quando as chuvas enchem os mananciais).

Além de uma comida deliciosa (pedi um “pf” de peixe frito dos deuses, que dava para servir duas pessoas tranquilamente), o valor é bem acessível: R$ 15,00. Os restaurantes estavam fechados, devido à festa de Nossa Senhora da Conceição (8 de dezembro), esse era o único aberto na APA, mas são muitos e espalhados por diferentes pontos.

As mesas são embaixo de árvores e de madeira local, com animais caminhando soltos! (fiquei meio com nojinho dos porcos, mas depois me acostumei hahahaha). O interior do restaurante é super limpo e a comida muito bem feita. Deu água na boca só de olhar a foto. kkkkk
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Criação de búfalos

No local há criação de búfalos, que podemos ver passando pela estrada. Há muito leite e queijo para vender na região, inclusive coloquei uma foto no post sobre o Porto de Santana mostrando o embarque de queijos de búfala enormes. ;-)

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Marabaixo

Antes de viajar para o Amapá, eu já tinha pesquisado muito sobre o estado (até por já ter ido outras vezes e não conseguir tempo para alguns passeios). A APA de Curiaú estava na lista de prioridades desse passeio e lá eu queria conhecer o marabaixo (dança e música típicos que amo). E poder ver a confecção dos instrumentos, que são produzidos no remanescente de quilombo por pessoas que ajudam a manter viva a tradição.

O Marabaixo e o Batuque são ritmos e danças locais que animam as muitas festas. O Marabaixo compõem várias festas católicas populares nas comunidades negras da área metropolitana de Macapá e Santana. “São danças de negros!” O marabaixo é um lamento, e até a dança mostra sofrimento do escravo no arrastar dos pés (a corrente não deixava que eles mudassem o passo). (pesquisas na net)

Fiz alguns vídeos no local, mas nenhum ficou como esse (ótimo) que encontrei no Youtube e compartilho com vocês:

Instrumentos em confecção que conheci na visita ao remanescente de quilombo!

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Adorei conhecer a APA Quilombo do Curiaú!

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23
outubro
2016
Viagem ao Amapá: Marco Zero e Linha do Equador

Vamos juntos ao Marco Zero e Linha do Equador?

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O que é:

É a linha imaginária que resulta da intersecção da superfície da Terra com o plano que contém o seu centro e é perpendicular ao eixo de rotação. No Brasil, a cidade de Macapá é cortada pela Linha do Equador.

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Hemisférios:

A Linha do Equador divide a Terra em dois Hemisférios: Sul (também conhecido como austral ou meridional) e Norte (também denominado setentrional ou boreal). Essa divisão é importante para os estudos geográficos, pois proporciona a referência para a localização de um determinado local, através da latitude (tendo como referência a linha do Equador).

Latitude:

A distância de qualquer ponto da superfície terrestre em relação à linha do Equador recebe o nome de latitude, sendo estabelecida em graus. A linha do Equador é o marco inicial, representado como 0°. A partir do marco 0°, temos a latitude norte (N) e a latitude sul (S), que medem até 90°.

Extensão:

A Linha do Equador possui mais de 40 mil quilômetros de extensão, presente em toda a circunferência da Terra.

Países cortados:

África: São Tomé e Príncipe, Gabão, Congo, República Democrática do Congo, Quênia, Somália e Uganda.

América do Sul: Brasil, Colômbia e Equador.

Ásia: Indonésia e Maldivas.

Oceania: Kiribati.

No Brasil:

  • Pará,
  • Roraima,
  • Amazonas e
  • Amapá – Macapá é a única capital brasileira “cortada” pelo Equador.

“Não existe pecado do lado de baixo do Equador

Marco Zero

No local onde a Linha do Equador passa pela cidade de Macapá há um complexo turístico-cultural denominado Marco Zero, construído junto ao Estádio Milton Correa.

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No local foi construído um obelisco de 30 metros de altura que tem uma abertura no alto. Nos equinócios (março e setembro) a luz do Sol passa pela abertura e um feixe incide sobre a Linha do Equador.

É um dos mais importantes pontos turísticos da capital do meio do mundo.

No local, é exibido aos visitantes um vídeo que conta sobre a construção do complexo do Marco Zero e mostra imagens do local em várias épocas diferentes.

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“Se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria”

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20
outubro
2016
Viagem ao Amapá: Fortaleza de São José e Rio Amazonas

A Fortaleza de São José fica no centro de Macapá, e foi um dos primeiros lugares que conheci na capital. Sempre que vou ao estado, faço uma nova visita margeando o rio Amazonas. Não há nada mais delicioso do que fazer uma caminhada na beira da orla do Rio Amazonas. Aproveitei um desses passeios para revigorar a mente e a alma, e tirei algumas fotos para mostrar pra vocês que maravilha de lugar. Nas próximas férias, vale a pena vocês agendarem Macapá.

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A Fortaleza foi construída no reinado de D. José I (Julho/1750 – Fevereiro/1777) por causa do interesse geo-político de Portugal em garantir o domínio sobre as terras conquistadas com base no Tratado de Madri (Janeiro 1750). O Tratado foi assinado entre Portugal e Espanha e definia os limites fronteiriço ao norte da colônia brasileira. Com a Fortaleza, os limites estariam protegidos (por isso ela fica nas margens do Rio Amazonas).

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A obra se iniciou em 29 de junho de 1764, erguida estrategicamente na foz, pela margem esquerda do rio Amazonas.

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Funções:

  • impedir a entrada de navios invasores;
  • defender os moradores da vila de São José de Macapá (pois a cidade fica abrigada em seu interior)
  • servir como base para o reabastecimento de um exército aliado;
  • refugiar exércitos aliados em retirada;
  • servir como ponte de contra-ataque do inimigo;
  • manter elo de comunicação e vigilância entre as demais fortificações espalhadas pelo interior e fronteiras;
  • assegurar a exploraço dos produtos regionais;
  • promover comércio dos produtos com a metrópole;
  • manutenção da ordem soberana de Portugal na região.

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Também auxiliava na:

  • proteção das incursões que estabeleciam comércio do escravo africano com o ouro do Peru.

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Mas há uma curiosidade: a Fortaleza de São José de Macapá nunca entrou em combate.

Só serviu de segurança mesmo, m nunca ter sido usada efetivamente em confronto.

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Abandono da construção:

Quando D. Maria I assumiu, após a morte de D. José I, ela deixa de investir na construção da Fortaleza alegando que era muito cara, mas a inaugura em 19 de março de 1782, mesmo inacabada.

Isso para vocês verem que não é de hoje as obras vultuosas se iniciam e ficam inconclusas no nosso país. Pelo visto, desde os idos de 1782, essa prática se trata de tradição nacional (herança portuguesa).

Trabalharam na construção:

  • oficiais e soldados do exército;
  • mão-de-obra compulsória: indígenas capturados;
  • negros africanos comprados pelo governo da capitania.

Atualmente

A Fortaleza é Monumento Histórico pelo Governo do Território do Amapá.
Foi revitalizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional – IPHAN. Hoje funciona um museu aberto à visitação pública, se constituindo num centro de cultura importante n município.

Lazer e Cultura

Além de proporcionar cultura e conhecimento histórico, a Fortaleza reserva em seu entorno praça de esportes, bancos e árvores para passeio. Há pista para caminhada e corrida, juntando muitos esportistas. Como fica às margens do Rio Amazonas, a vista está garantida com uma das maiores riquezas naturais do Mundo.

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Logo após a Fortaleza, localiza-se o complexo  restaurantes onde se come bem vários peixes locais. Exceto o Restaurante Sarney, os demais possuem comida mais cara, embora farta.

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Trapiche Eliezer Levy

O passeio no Trapiche Eliezer Levy é obrigatório para os turistas.

Foi construído na década de 40 e por muito tempo foi ponto de chegada e saída da cidade.

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As embarcações aportavam na chamada Pedra do Guindaste, onde fica a imagem de São José. Depois de reformas, foi construído o trapiche atual que gerou mais movimentação turística no local. O trapiche tem 472 metros de comprimento e possui um bondinho elétrico para transporte de turistas. Tem uma sorveteria (que em 6 viagens ao estado, sempre encontrei fechada, então não tenho a menor ideia se funciona ou não) e um restaurante (que também nunca consegui frequentar).

No entorno são praticados esportes aquáticos!

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São José

A imagem de São José fica em frente à cidade, ao lado do Trapiche Eliezer Levy.

São José é padroeiro de Macapá e sua estátua fica acima de um bloco de concreto, a cerca de 300 metros da orla. É possível ultrapassar o local onde a imagem está fincada quando a maré está baixa.

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17
outubro
2016
Diário de Viagem ao Amapá: conhecendo o Balneário de Fazendinha, Macapá (01)

Às vezes é bom dar uma paradinha nas postagens com comentários políticos (nem que seja por algumas horas) para falar de outros assuntos. Sei que vocês gostam! E vamos conversar sobre o Brasil e suas belezas.

Quem me acompanha nas redes sociais, viu que passei 20 dias no Amapá. Amo o estado e, como sempre, foi uma viagem incrível, de descobertas e muita reflexão e curas. Aproveitei para visitar Macapá, Santana e Tartarugalzinho. Nos próximos dias, vou escrever sobre a viagem aqui no blog e dividir com vocês um pouco mais desse estado lindo (já tinha prometido isso no Facebook, e estava devendo rsrsrs). É impressionante como nosso país é grande e com cultura e biodiversidade ricas, né? Fico encantada a cada viagem que faço e com o Amapá, especialmente, tenho uma ligação muito forte. Sempre amo as viagens que faço para lá, e, inacreditavelmente, elas surgem quando mais preciso de um tempo para mim, para refletir alguns acontecimentos e aprendizados da minha vida. Dessa vez, novamente sozinha (como sempre vou ao estado), conheci pessoas incríveis e lugares que encheram meu coração de força.

  • Chegada no Amapá

A vista do avião, já é um deslumbre a parte! Se o voo (TAM ou GOL) for durante o dia, você pode ver – sobrevoando baixinho – a Floresta Amazônica, o Rio Amazonas, pequenas jangadas no rio, casas no meio da floresta. É de uma beleza incrível e como o avião está bem baixinho, é possível visualizar tudo com muita nitidez.

O estado do Amapá não possui ligação por terra com o resto do território brasileiro. Está situado a nordeste da  Região Norte, colado às Guianas. Seu território, de 142.828,521 km², está delimitado pelo estado do Pará, pela Guiana Francesa, o Oceano Atlântico e Suriname. Além da capital, as cidades mais importantes são Santana, Laranjal do Jari, Oiapoque e Mazagão.

72% do território do estado é destinado a unidade de conservação e terras indígenas. No total, são 19 Unidades de Conservação, e na viagem, aproveitei para conhecer uma delas: a Unidade de Preservação Ambiental do Quilombo do Curiaú, que vou contar nos próximos posts aqui do blog. Os principais rios são Amazonas, Jari, Oiapoque, Araguari, Calçoene e Maracá.

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“E porque os índios estão tão longe da minha aldeia e suas flechas não atingem meus olhos nem o meu coração, não me importa que tirem suas terras, sua alma. Analfabeto de solidariedade, não sei ler sinas de fumaça. Se eu tivesse um nome indígena, seria ‘Cachorro Medroso'” – Poeta Sérgio Vaz

  • Balneário Fazendinha

Logo no primeiro dia, ao chegar em Macapá, fui conhecer o Balneário de Fazendinha. Na verdade, estava na minha programação ir ao local –  tinha pensando tanto nisso kkk – só não imaginei que a oportunidade surgiria logo de cara! O Balneário da Fazendinha é uma praia muito conhecida no Amapá, às margens do Rio Amazonas – o maior do Mundo. blog1 blog2 blog3 blog4

 

Fazendinha é um distrito tranquilo e na saída de Macapá para o município de Santana, um pouco afastado do centro da capital. Tem restaurantes e uma moqueca mista (peixe e camarão) das deusas! Almocei lá, mas fiquei louca para voltar nos dias seguintes para passar mais tempo e não consegui. Mas já está na lista de desejos para a próxima viagem ao estado (em breve! rsrs) Gostaram das fotos do Balneário da Fazendinha? :-)

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Bjo.


26
fevereiro
2015
Eco Hotel CETA – Amapá

 

O hotel CETA – Centro Equatorial de Turismo Ambiental Amazônico – é uma das principais áreas científicas e de turismo no Brasil.

A Floresta Amazônica é um santuário com diversidade biológica, rica e vasta. Cortada por rios e com uma infinidade de espécies botânicas, animais silvestres, microorganismos e elementos bioquímicos.

O CETA Hotel fica no extremo norte do país, entre o Rio Amazonas e a Linha do Equador, no meio da Mata Atlântica, com 11 hectares de mata verde.

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Foto da internet

O hotel fica situado na cidade de Macapá, mas no distrito de Fazendinha, já bem próximo a Santana.

Inicialmente achei longe do centro (e de fato é), mas como viajei para os municípios de Tartarugalzinho e Santana, então facilitou minha locomoção, mesmo não ficando no centro da cidade. Nos dias em que passeei por Macapá peguei táxi ou ônibus. Óbvio que no primeiro dia me meti a besta e fui de táxi (como se pudesse estar fazendo esse gasto hahahaha), quando vi o valor que deu a corrida, tratei logo de perguntar para o funcionário do hotel como pegar buzu pra Macapá. Os taxistas de Macapá não costumam pegar corridas que saiam do hotel com destino ao centro, porque não vale a pena ir lá pegar hóspedes. Quando chamamos táxi (se vc for chamar algum se ligue nisso), deve ligar para os de Santana (cidade que fica bem mais perto).

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O ônibus passa na porta do hotel e é super rapidinho. Nem demorei nada no ponto. Ah, sem falar que é vantagem demais quando você for para o Complexo do Marco Zero ou para a Fazendinha, porque o Ônibus deixa absolutamente na frente do ponto turístico. :-) Tem ônibus também para a Fortaleza de São José. Enfim, tem porque gastar dinheiro com táxi não… rsrs Guarde para comprar artesanato!!! rsrs

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Fauna e flora

O hotel dispõe de trilhas ecológicas ne lago nos quais você pode apreciar a natureza.

O lago fica bem próximo do quarto no qual fiquei hospedada, então, sempre que tinha um tempinho, descia para ficar na beira.

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As trilhas são energizantes e imperdíveis!!!

Vale muito a pena tirar um tempinho para percorrer toda a área do hotel.

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A riqueza da fauna e flora da Floresta Amazônica cerca os quartos que são dispostos ao longo da mata!

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Dependências

O hotel congrega serviços de excelência. Com quartos bem equipados e amplos (fiquei chocada como o quarto no meio das árvores não tinha uma formiga nem inseto dentro rs), piscina, salão de eventos com telão, quadras e campos de esportes, auditório, sauna, restaurante.

O atendimento dos funcionários é excelente! Sabem prestar todas as informações sobre o município e são ágeis nas demandas dos hóspedes (pelo menos nas minhas foram kkkkkk).

O restaurante tem uma boa diversidade de pratos. Eu amei o siri catado! Quase todos os dias à noite optei por fazer as refeições no hotel, pela qualidade e comodidade. Além de decorado com muito bom gosto e limpo, o restaurante conta com funcionários muito atenciosos. Só destacaria negativamente o fato de não ter caipirosca de frutas locais. Vamos combinar que com essa lua cheia linda que vocês viram numa foto anterior, nada a ver tomar caipirosca de abacaxi e de kimi na beira da piscina em plena Floresta Amazônica. Fica a sugestão: açaí, cupuaçu, coco.

O quarto é amplo, como citei, e super bem decorado com artesanato local.  Ficam em bangalôes de dois andares, com uma mesinha de escritório, banheiro grande e guarda roupa. Além, claro, de ar condicionado, TV, frigobar. A limpeza é impecável. Fiquei impressionada e vou voltar TODAS  as vezes que viajar para o Amapá. (já fiquei em cada muquifo na cidade que nem conto pra vcs, viu? hahahaha)

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Ah, gostaria de fazer um destaque:

Já viajei inúmeras vezes para o Norte do pais e  organização dos funcionários do CETA Eco Hotel já chamou minha atenção quando ainda estava em Salvador: eles me enviaram um e-mail confirmando a reserva no qual continham várias informações sobre o combate à exploração sexual infantil, com artigos do ECA. Achei extremamente válido, especialmente porque sabemos que o turismo sexual é uma prática comum em cidades do Norte e fronteiriças. A preocupação do hotel em coibir tal prática e conscientizar é louvável e merece mais pontos positivos.

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12
fevereiro
2015
Viagem ao Amapá: escolhido Batom da Natura! #08

Olá, galera,

Carnaval chegou, ontem (quarta-feira) mesmo já dei aquele pulo na avenida Barra – Ondina para acompanhar as bandas de machinhas e os primeiros blocos da folia momesca em Salvador!

Mas eu venho aqui na pegada da viagem ao Amapá, trazer mais uma novidade incrível da Natura para vcs: o batom Boca 2.

Usei muito o Boca 2 na viagem ao Amapá, porque fica super natural e combina com os looks mais natureza. Sei nem quando foi lançado (hahahahaha) só sei que é meu queridinho do momento e vou arrasar muito com ele no Carnaval também.

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Os batons da Natura Una são excelentes e a linha Natura Una tem FPS 15, com cores intensas e incrível maciez – que hidrata o lábio desde a primeira aplicação. Sua fórmula exclusiva combina ingredientes selecionados, como as ceramidas de maracujá, antioxidantes e filtros solares, que previne sinais e restaura os lábios com uma hora de uso.

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Beijos,


06
fevereiro
2015
Natura no Amapá: conhecendo a Orquestra Florescer

Oiiiii, galera, boa noite!!!

Vamos ao nosso terceiro post, hoje, sobre o Amapá, para onde fiz uma viagem em dezembro de muitas descobertas e auto-conhecimento. Foi enriquecedor poder conhecer lugares tão incríveis e vivenciar tanto crescimento. Mas ainda ve muito post por aí.

No último texto falei sobre a sessão de maquiagem e auto estima promovida pela Natura. Agora, mostro para vocês um pouco da emoção que vivemos durante a Orquestra Florescer.

Criação da Orquestra

A Orquestra foi criada pela Íria há 5 anos e recebe o incentivo financeiro e apoio da Natura! Já contei no post anterior como começou, mas queria enfatizar com vocês a importância desse trabalho de educação e música, que mudou a realidade das famílias do assentamento de Bom Jesus.

As crianças passaram a ter aulas de música – o que ajuda a ter uma profissão e também no desenvolvimento motor e intelectual, melhora o aprendizado e amplia a segurança, concentração e auto-estima.

As mães, além de contarem com a ajuda na educação e formação de seus filhos, podem participar do coral da Orquestra, gerando uma onda de amor e aprendizado em muitos lares.

Preparação para a apresentação

Pude acompanhar de perto o empenho das meninas e meninos para montar os instrumentos, afinar e deixar tudo pronto com muito amor para uma apresentação que emocionou a todos.

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Apresentação da Orquestra

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Essa semana, teremos mais postagens sobre a viagem, com informações sobre municípios que conheci e a Área de Proteção Ambiental de Curiaú.

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06
fevereiro
2015
Natura no Amapá: sessão de maquiagem e auto-estima

Oiiiii, galera, boa tarde!!!

Como comentei com vocês no post anterior, hoje teremos mais posts sobre a viagem ao Amapá. Foram muitas descobertas e vivências incríveis, e um monte de coisa para contar ainda.

No último texto falei sobre a nossa chegada no Projeto Orquestra Florescer (lindo! <3) e lá foi realizada uma sessão de maquiagem com as consultoras da Natura e também assistimos a apresentação da Orquestra.

Natura e Florescer

A Relação entre a Natura e a Orquestra Florescer aconteceu porque a sua idealizadora é uma consultora (vendedora de produtos da Natura) e se inscreveu no Movimento Natura, para receber apoio técnico e financeiro e ampliar o atendimento às crianças e adolescentes que participam das aulas.

A Natura topou e daí veio a guinada da Orquestra Florescer, que passou a contar com outros apoios depois disso, como o Tribunal de Justiça do Amapá, e vem angariando prêmios. Além de se apresentar em vários lugares do país.

Sessão de Maquiagem

Aproveitando a visita na comemoração de 05 anos de aniversário da Orquestra Florescer, as responsáveis pela Natura na região prepararam uma super sessão de maquiagem e auto estima para as mulheres da região, a maioria componentes do coral ou parentes (mães, avôs, irmãs) de crianças e adolescentes que fazem aulas de música no projeto.

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10639642_764805276930662_6454117775380783447_nAs funcionáia da Natura levaram uma mega caixa de maquiagem (meu sonho) que eu quase pego e saio correndo pela floresta! rsrs E centenas de produtos foram disponibilizados para que as mulheres experimentassem e conhecessem mais.

Eu, louca para comprar tudo:

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Mas não só, foi feita uma palestra, ensinando todos os passos de uma maquiagem perfeita.

Da limpeza da pele, passando pelo prime, base, pó compacto, blush, sombras, batons, lápis, rímel… Tudo que vocês imaginarem compunha uma mega mesa. Na medida em que a palestra transcorria, as mulheres eram convidadas a vir na mesa, descobrir os tons ideais para sua pele, os produtos que realçam sua beleza natural!

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Foi emocionante ver muitas se maquiando pela primeira vez! Algumas seguraram um batom pela primeira vez na vida! E se impressionavam com o brotar da beleza ainda mais natural, com os produtos de qualidade e sem exageros.

E vê-las escolhendo os produtos, com toda a orientação da Natura, com delicadeza e cuidado, foi tão especial!!!

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Todas receberam um manual de beleza para seguir o passo-a-passo e caprichar na make!

As mesas foram arrumadas com espelhos, em local bem iluminado; havia algodão, demaquilante, todos os pinceis e material necessário para uma maquiagem perfeita.

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Enquanto isso, as crianças aguardavam ansiosas (e atentas a tudo! rs) o momento de iniciar a apresentação. (que vou mostrar em outro post para esse não ficar longo demais)

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Galera, aproveitem para ver o vídeo oficial da Natura, que foi gravado no dia da nossa visita.

Dá pra sentir um pouco do que foi esse dia abençoado e da emoção que vivemos em Bom Jesus!

Daqui a pouquinho teremos mais um post, complementar ao que tivemos hoje,com a apresentação da Orquestra Florescer. Dividi em 3 postagens porque como as fotos são muitas e queria mostrar bastante para vocês, se colocasse e apenas um, ficaria super grande. :-)

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06
fevereiro
2015
Natura no Amapá: viagem a Tartarugalzinho e conhecendo a orquestra Florescer

Olá, pessoal, bom dia!!!

Vamos a mais um post sobre a viagem ao Amapá. Como já contei para vocês, fiz uma viagem incrível para o Amapá em dezembro e venho contar mais sobre as descobertas que vivenciei por lá. Já escrevi post sobre as parteiras do Amapá, que são uma linda tradição que se mantem com o tempo e um estímulo ao parto humanizado do país. Vou contar agora da viagem que fiz com algumas consultoras da Natura, oportunidade na qual recebi informações sobre o Movimento Natura, que surgiu com o objetivo de apoiar a responsabilidade cidadã das consultoras pelo Brasil, com apoio técnico e financeiro. A Natura valoriza e impulsiona as iniciativas, mudando a realidade local.

Viagem: Bom Jesus

Nós saímos juntos de Macapá para o distrito de Bom Jesus, no município de Tartarugalzinho, e nossa primeira linda surpresa foi essa:

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A foto acima é de Maurício, fotógrafo oficial a Natura, mas eu conseguir tirar outras desses lindos

Nós estávamos passando de carro na estrada quando vimos o macaquinho atravessando a pista, paramos os carros, e logo surgiu essa indiazinha para brincar com o “animal de estimação”. Ownnnn!!!! rs Foi um momento emocionante!

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Chegada no Projeto

Ao chegar no assentamento de Bom Jesus, fomos recebidos por Íria de Sá Pinheiro, de 50 anos, que transformou a realidade de crianças e jovens da comunidade rural onde vive, quando em 2009 pegou o seu 13º salário e comprou 42 flautas para realizar um sonho: montar o projeto Florescer – onde oferta aulas de música gratuitas para os filhos dos agricultores da comunidade. Nossa visita se deu pela comemoração dos 05 anos do projeto Orquestra Florescer.

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Iria hoje em dia sai de Macapá e percorre 233 quilômetros para dar aulas de música a 60 crianças e jovens, pois vê na música uma forma de educar e estimular uma vida melhor. Para a Natura, ela declarou: “Quando cheguei aqui com meu marido vi que as crianças só tinham mesmo o rio pra brincar”. Também conheci seus filhos Ângelo Kelly e Lélia, músicos e integrantes da Orquestra Filarmônica Equinócio das Águas.

Prêmio Cláudia de Empreendedora Social

E em 2013 Íria ganhou o Prêmio Cláudia de Empreendedora Social, mostrando que o amor e a dedicação podem mudar não só nossa vida, mas a de muita gente que precisa de oportunidades.

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Além de ter sido destaque em vários veículos de comunicação.

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Local do projeto

O projeto Orquestra Acolher fica no assentamento de Bom Jesus, no município deTartarugalzinho.

Tartarugalzinho é um jovem município no Norte do Amapá, que foi elevado à categoria de município em 17 de dezembro de 1987, às margens do rio Tartarugal Grande. A população é de 12.435 habitantes, sendo que quase metade rural, e cresceu bastante nos últimos anos devido à chegada de indústrias de celulose.

Suas origens e desenvolvimento estão ligados a sua disposição geográfica próxima à BR-156, destaca-se o desenvolvimento da pecuária e extração de ouro nos arredores do município. Houve também a instalação da AMCEL, empresa de plantação e extração de pinho, substituída, posteriormente, pela multinacional – também do setor de celulose – Chamflora. E a Champion, empresa do ramo de plantio de eucalipto. Economia baseada em criação de gado bovino, bubalino e de suínos, com culturas de subsistência como mandioca e laranja e a pesca artesanal na região do Lago Novo.

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Há um galpão para apresentações, sala de computação, sala de música, refeitório, cozinha ampla.

O galpão para apresentações:

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Salas de computação para os alunos, sala de aulas de música e refeitório, para os jovens e crianças:

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Integração na sociedade

Enquanto as crianças e jovens afinavam os instrumentos para uma apresentação especial que fariam no final da tarde para nós, as mães (que também aprendem música), preparavam nosso almoço e lanches com um carinho indescritível! Foi um dia mais que especial ao lado dessa turma da Natura. <3

Muitas mães participam do projeto, sendo a elas oportunizado o aprendizado de música e a participação no coral.

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Foi preparado um almoço típico para a comitiva da Natura (e eu amei, né? rsrsrsrs)

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Teve tucunaré, um peixe de água doce da região, com suco de bacaba e açaí na forma típica local, com farinha.

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Assim foi a recepção em Bom Jesus. Gostaram de conhecer um pouco mais sobre o local? Hum, e culinária, de dar água na boca, né?

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27
janeiro
2015
Parteiras da Floresta: incentivo ao parto normal e parteiras no Amapá

Oi, galera, bom dia!!!!!!

Como vocês sabem, fiz uma viagem ao Amapá no mês de dezembro e venho contar mais sobre as descobertas que vivenciei por lá.

E hoje queria falar com vocês sobre um assunto que tenho enorme curiosidade, mas que só recentemente comecei a ler mais: as parteiras.

Claro que parece, a primeira vista, um tema ultrapassado, tendo em vista a tradição de partos cesárias em hospitais e a evolução da medicina convencional. Mas o tema volta ao cenário nacional depois que Dilma resolveu estimular os partos normais, através de ações do Ministério da Saúde.

Óbvio que se tratam de duas questões que não são idênticas. O estímulo ao parto normal e o parto com doulas e parteiras são coisas diferentes. Mas resolvi abordar no mesmo post por ser, em geral, questões relacionadas ao parto humanitário. Então, vamos conhecer, juntos, um pouco mais sobre o Amapá, as novas políticas adotadas pelo Governo sobre o parto, a função das parteiras e doulas, e a tradição do Amapá (onde as Parteiras da Floresta realizam milhares de partos).

Incentivo ao parto normal

No dia 07 de janeiro, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Complementar publicaram uma resolução que estabelece normas para estímulo do parto normal e diminuição das cesarianas (cujo número é considerado alto). Muito vem sendo discutido sobre os planos de saúde empurrarem as gestantes para a cesariana (cujo procedimento é mais caro e, portanto, o plano ganha mais dinheiro), num país em que cerca de 23,7 milhões de mulheres são beneficiárias de planos de assistência médica com atendimento obstétrico no país.

O Governo, na apresentação das medidas, afirmou se tratar de uma epidemia de cesarianas. E não será fácil reverter a tradição de partos cesarianas.

Números divulgados pelo Governo Federal:

❋ o percentual de partos cesáreos chega a 84% na saúde suplementar

❋ as cesáreas são 40% dos partos na rede pública

taxa recomendada pela OMS é de 15%

❋ a cesariana sem indicação médica aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe

❋ 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados à prematuridade

Obrigações das operadoras de saúde:

❋ dar acesso às consumidoras de planos de saúde às informações sobre cirurgias cesáreas e de partos normais, em 15 dias após a solicitação

❋ fornecer o cartão da gestante, de acordo com padrão definido pelo Ministério da Saúde, no qual deverá constar o registro de todo o pré-natal (qualquer profissional de saúde terá conhecimento de como se deu a gestação)

❋ as operadoras devem orientar que os obstetras utilizem o partograma, documento gráfico que detalha como foi o parto, processo necessário para o pagamento do parto (com ele é possível saber quais complicações justificaram as decisões tomadas pela equipe médica)

Prazo para implementação:

❋ as regras passam a ser obrigatórias em 180 dias

“Não podemos aceitar que as cesarianas sejam realizadas em função do poder econômico ou por comodidade. O normal é o parto normal. Não há justificativa de nenhuma ordem, financeira, técnica, científica, que possa continuar dando validade a essa taxa alta de cesáreas na saúde suplementar. Temos que reverter essa situação que se instalou no país. É inaceitável a epidemia de cesáreas que há hoje e não há outra forma de tratá-la senão como um problema de saúde pública”, Arthur Chioro.

Parteiras do Amapá

Trouxe esse assunto do parto normal para falar mais um pouco da viagem que fiz ao Amapá, na qual, inclusive, aproveitei para conhecer cidades do interior como Santana e Tartarugalzinho.

Em Tartarugalzinho, numa viagem com a equipe da Natura, conheci algumas mulheres fortes e guerreiras que transformam a vida de milhares de pessoas no meio da Floresta. Dentre elas, algumas parteiras que já realizaram centenas de Amazônia.

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Foto Internet

Claro que o parto natural de que trata o Governo não é com parteira; trata-se, na recomendação visando o aumento de partos normais, em hospitais, por procedimentos médicos pagos por planos de saúde. Mas como eu já estava absolutamente encantada com as parteiras que conheci e também fiquei curiosa pelo assunto trazido à baila pelo Ministério da Saúde, aproveitei para juntar os dois assuntos nesse post, que, na verdade, reflete minha preocupação e interesse em saber mais sobre o parto humanitário (seja ele realizado por médicos com estrutura hospitalar ou mulheres em casas simples no meio da floresta).

A parteira é a profissão feminina mais antiga do mundo, surgiu com o nascimento dos primeiros bebês – quando mulheres passaram a auxiliar outras nesse momento. A profissão volta a ter visibilidade com o movimento em favor do parto humanizado. A parteira trás bons resultados nos partos sem risco e sua principal preocupação é o bom andamento do trabalho de parto.

Elas podem ser parteiras tradicionais (que são aquelas que não possuem estudo técnico e vivem em regiões rurais ou afastadas – o que é o caso das que conheci no interior do Amapá), enfermeiras obstetras ou obstetrizes, formadas em cursos específicos e reconhecidos.

As parteiras podem ter formação técnica ou conhecimento prático, e com sua experiência podem usar como: manobras e posições, chás e alimentos, medicamentos, banhos de ervas, massagens e rezas, usar oxigênio, medicamentos para conter hemorragias, fazer suturas e reanimações.

Encontro Internacional das Parteiras Tradicionais (Amapá) / Foto Internet

Encontro Internacional das Parteiras Tradicionais (Amapá) / Foto Internet

O Amapá é o Estado brasileiro onde mais se faz partos normais. As mulheres na Amazônia são responsáveis por ajudar milhares de outras mulheres a dar à luz. E assim povoaram o Estado por gerações. São pescadoras, donas de casa, agricultoras, extrativistas que são chamadas a qualquer hora do dia ou da noite para invadir ruas e florestas a dentro para auxiliar as parturientes. Algumas recebem como pagamento valores de R$ 10 a R$ 40 reais, ou cereais e galinha, mas a maioria se nega a qualquer auxílio pois acreditam que foram escolhidas por Deus para “puxar barriga” e “pegar menino”.

Eu conversei com uma das parteiras do município de Tartarugalzinho, veja o vídeo:

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Fonte Internet

Nas pesquisas que fiz na internet após voltar de viagem, me deparei com a figura da Mãe Luzia – uma uma mulher surpreendente, que nasceu em 1854; era descendente de escravos e pelas suas mãos nasceram milhares de crianças de várias gerações.

O coronel Coriolano Jucá (espécie de prefeito de Macapá em 1895) a convidou para trabalhar como parteira, com remuneração. Além de trabalhar como lavadeira e passadeira durante o dia. Lavava roupa com os seios expostos, como seus ancestrais, porque sempre aparecia um filho de parto para amamentar, e vestia uma bata branca quando autoridades chegavam a sua casa para receber conselhos.

Parteiras da Floresta, por Eliane Brum

Aproveito para compartilhar trechos desse texto lindo da Eliane Brum:

Parteiras da Floresta, Por Eliane Brum

Elas nasceram do ventre úmido da Amazônia, no extremo norte do Brasil, no Estado esquecido do noticiário chamado Amapá. O país pouco as escuta porque perdeu o ouvido para os sons do conhecimento antigo, para a música de suas cantigas. Muitas não conhecem as letras do alfabeto, mas são capazes de ler a mata, os rios e o céu. Emersas dos confins de outras mulheres com o dom de pegar criança, adivinham a vida que se oculta nas profundezas. É sabedoria que não se aprende, não se ensina nem mesmo se explica. Acontece apenas.

Esculpidas por sangue de mulher e água de criança, suas mãos aparam um pedaço ignorado do Brasil. O grito ancestral ecoa do território empoleirado no cocuruto do mapa para lembrar ao país que nascer é natural. Não depende de engenharia genética ou operação cirúrgica. Para as parteiras, que guardaram a tradição graças ao isolamento geográfico do berço, é mais fácil compreender que um boto irrompa do igarapé para fecundar donzelas que aceitar uma mulher que marca dia e hora para arrancar o filho à força.

Encarapitadas em barcos ou tateando caminhos com os pés, a índia Dorica, a cabocla Jovelina e a quilombola Rossilda são guias de uma viagem por mistérios antigos. Unem-se todas pela trama de nascimentos inscritos na palma da mão. Pegar menino é ter paciência“, recita Dorica, a mais velha parteira do Amapá. Aos 96 anos, mais de 2 mil índios conheceram o mundo pelas suas mãos. “Mulher e floresta são uma coisa só“.  “A mãe-terra tem tudo, como tudo se encontra no corpo da mulher. Força, coragem, vida e prazer.”

Das entranhas do corpo feminino Dorica nada arranca, apenas espera. “Puxa” a barriga da mãe endireitando a criança, lambuzando o ventre com óleo de anta, arraia ou mucura (gambá) para apressar as dores. Perfura a bolsa com a unha se for preciso e corta o cordão umbilical com flecha se faltar tesoura. Pegar menino é esperar o tempo de nascer. Os médicos da cidade não sabem e, porque não sabem, cortam a mulher.”

As parteiras da floresta comungam da religião católica. Algumas adotaram as pentecostais. Outras são espíritas, batuqueiras. Mas no coração vive uma religião antiga, em que a grande deidade era feminina. Aquela que governa o nascimento-vida-morte, presente-passado-futuro. Hoje, mesmo invocando um deus masculino, o Espírito Santo ou os orixás, elas guardam uma herança silenciosa em que o feminino é fonte de toda a vida, e cada mulher é a guardiã do mistério. Quando remam quilômetros por rios ou vão “de pés” para auxiliar uma igual a consumar o milagre da vida.

O parto é símbolo de resistência, uma lembrança subversiva de que cada mulher guarda um pouco da deusa.

O que essa mulherada sofre na maternidade é um golpe. Aqui, se o menino acomodou de mau jeito, a gente vai e dobra. Vou puxando até ele se ajeitar, botar a cabeça no lugar. Aí não precisa cortar. Médico, coitado, não sabe dobrar menino.” Parto é mistério de mulher. Feito por mulheres, entre mulheres.

Está além da compreensão das parteiras da floresta que a vida se desenrole no hospital, como se doença fosse. Parto não é sofrimento. É festa. Rossilda, 63 anos, do quilombo do Curiaú, pega o rumo de cada parto acompanhada de outra parteira, Angelina. Em espírito invocado, porque Angelina deixou este mundo há muito. Vencidas as nove luas, os homens são despachados para não fazer zoada. Parto é festa feminina. Rindo um pouco, rezando outro tanto, de branco dos pés à cabeça, Rossilda vai ajeitando a criança, vigiando a dor. Quando se vê, “lá vem o menino escorregando pro mundo“.

Assim como a criança, o dia nasce sem outra força que não seja a da natureza. Surge em hora precisa, sem que ninguém tenha de arrancá-lo do ventre da noite.

Do útero circular, a índia Nazira aviva a chama: “Índia, crioula, brasileira, é uma dor só. O mesmo coração de mulher“. Aos 92 anos, Juliana é a mais antiga parteira de Macapá: “Nasci em 20 de janeiro de 1908, dia de São Sebastião. Casei com 15 anos, por amor e mais nada. Comecei a partejar com fé em Deus e sozinha. Fiquei com as mãos aleijadas pelo sangue da mulher. Este sangue é muito forte, vai encaroçando sem que a gente faça fé. Minha única filha não quis que eu aparasse o menino, morreu de parto por sua vontade. Quando me chamaram já era tarde, minha filha estava perdida. Neste mundo fiz 339 filhos de pegação. Era importante a vida antiga porque de tudo se entendia. Agora não se entende é mais nada“.

Aproveitem para assistir o vídeo com entrevista de Eliana Brum com as parteiras! Aperta o play:

Sua opinião 

Ressalto que conheço muitooo pouco sobre o assunto. Não tenho formação na área de saúde, tampouco sou pesquisadora ou estudiosa do tema. Inclusive, nunca pari. O que despertou meu interesse inicialmente foi a conversa que tive com as parteiras em dezembro do Amapá. Voltei bem curiosa sobre o assunto. Como em menos de um mês, Dilma lançou as recomendações para estimular o parto normal, juntei as duas coisas e resolvi escrever esse post para dividir essa minha descoberta com vocês.

Se você é profissional de saúde, lê sobre o tema, ou é mulher e gostaria de contar sua experiência, fique a vontade. Mande suas dúvidas também, para discutirmos juntas. Será maravilhoso para mim poder conhecer mais!!! :-)

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