» Cuidado: generais à espreita - Daniele Barreto
09
abril
2016
Cuidado: generais à espreita

Essa semana postei vídeo no canal do Youtube (se você ainda não é inscrito, clique AQUI para se inscrever e acompanhar os vídeos em primeira mão) no qual falei sobre sobre generais que estão à espreita, acompanhando de muito perto as movimentações pelo impeachment da presidente Dilma.

Mas resolvi escrever também sobre esse assunto. Lembram que comentei com vocês que vou passar a transcrever alguns vídeos para quem gosta de acompanhar minha opinião em formato de artigo. Sei que a maioria gosta de vídeos, que facilitam a compreensão e o diálogo entre nós, mas não custa esse esforço a mais para agradar quem curte ler os textos e também para possibilitar a publicação pelos veículos que reproduzem nossa opinião em sites e jornais pelo Brasil.

E sobre os generais, o Rômulo Bini Pereira, ex-chefe do Estado-Maior da Defesa, pôs em dúvida se “as instituições de nosso país estão consolidadas e funcionando corretamente”. E alega que, se estivessem, a

“nação não estaria convivendo com o que tem sido considerado o pior período da história nacional, em que se nota visível e crescente decadência moral e ética no campo interno e preocupante descrença externa quanto ao futuro do país”

Os generais estão à espreita.

Em primeiro lugar: esse não é o pior momento do nosso país. O pior foi justamente quando eles – os generais – estavam no poder.

Após esclarecer a primeira questão que envolve a frase do general, vamos lá:

As instituições fundamentais atingiram alto grau de amadurecimento no Brasil. Claro que não estão maduras como gostariam e nem maduras o suficiente para evitar equívocos de juízes e promotores. Ainda não atingimos uma maturidade desejável, mas já possuímos instituições fundamentais que conseguem investigar o governo. E que evitam a continuidade de líderes corruptos e bandidos.

E nossas instituições fortes evitam, inclusive, que generais de plantão pensem em retomar o poder de outrora.

Mas essa força e maturidade não impede que tenhamos instituições seletivas. E as interferências políticas e seletividade que ainda acometem órgãos como o Ministério Público, Judiciário e Polícias indicam que o horizonte de amadurecimento democrático aprimorado que desejamos ainda está muito distante.

Embora já tenhamos um controle recíproco dos Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, possibilitado especialmente com a promulgação da Constituição Federal de 1988, ainda falta um longo caminho…

A Lava Jato tem provado o quanto nossas instituições estão amadurecidas. Mas ela mesma tem escancarado o quanto essas instituições ainda têm que amadurecer para não politizar processos judiciais.

Se por um lado a operação foi fundamental para descobrir crimes, por outro mostra a fragilidade de instituições que personificam o combate à corrupção na figura de um juiz e que mostram que nossas instituições estão longe do aprimoramento que desejamos.

E se aproveitando dessa dualidade, aparece gente como esse general!

General que se utiliza de um jogo de manipulação diante do cenário atual para justificar o que jamais vamos aceitar: o retrocesso!

Por mais que nossas instituições ainda não estejam maduras, não aceitaremos retrocessos. E não aceitaremos que generais ponham em dúvida nosso progresso usando um discurso ultrapassado e falando – como falaram no golpe anterior – em ética, moral e aprimoramento de instituições.

E vocês, se deixarão enganar novamente?

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