» "A lista óbvia de Janot" - Transcrição do comentário político de hoje - Daniele Barreto
04
março
2015
“A lista óbvia de Janot” – Transcrição do comentário político de hoje

Boa noite, galera!!!

Toda quarta-feira temos nosso comentário políticos na rádio 93 FM. E mal o programa terminou (hahaha) já corri aqui para contar qual foi nosso assunto discutido hoje – para que possamos ampliar o debate sobre o tema. Falei da lista do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot!

Leia a transcrição do comentário de hoje e mande sua opinião:

Boa noite, Marconi, Cláudio e Marcelo Oliveira.

Boa noite, ouvintes do Programa Opinião.

Ontem, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot,  apresentou ao Supremo Tribunal Federal pedidos de abertura de inquérito para investigar vários políticos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras. São 54 pessoas: senadores, deputados e ministros de Estado. A participação deles foi revelada nas delações premiadas de dois dos maiores criminosos confessos do país: Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobras) e Alberto Youssef, que de Brasília a Alagoinhas, parece que manda em tudo que diz respeito a dinheiro público nesse país, e tem muitos aliados, sócios e amores no meio político.

Os dois firmaram acordo com o Ministério Público Federal para colaborar com as investigações. E baseado nisso, Rodrigo Janot já solicitou quebra de sigilos bancário e fiscal dos políticos.

Ocorre, Cláudio, Marconi, ouvintes da 93 FM, que temos que avaliar duas questões:

A primeira não podemos criar expectativas acerca de um julgamento desses políticos pelo STF, porque senão vamos nos frustrar. O STF não tem por hábito punir políticos e o Mensalão foi uma exceção na sua história. Mas como a investigação do Procurador Geral é uma das mais profundas, uma das que mais dissecou os bastidores da política brasileira, que ela nos sirva de exemplo e lição, para compreendermos nosso país e buscarmos votar melhor e expurgar esses nomes da política brasileira. Se esperarmos que o STF faça nosso papel na limpeza da corrupção, vamos ficar a ver navios.

A segunda questão é que a lista do Procurador trará nomes óbvios. Muito óbvios. É se enganar achar que o Procurador descobriu algo que nós já não soubéssemos. A lista ainda não foi divulgada na sua totalidade, mas constará dela nossos velos conhecidos bandidos de sempre. 

Os presidentes das duas Casas do Congresso estão na lista. E porque será que ninguém ficou admirado com isso, né? Renan Callheiros, um velho conhecido nosso, que pagava pensão para amante com dinheiro público, entregue em mãos por um lobista e empresário. E Eduardo Cunha cuja vasta lista de inquéritos que já respondeu não pode ser citada por mim porque não daria tempo aqui no programa, Marcelo.

Só que o mais impressionante é que nenhum dos dois pareceu ofendido com a revelação, claro, porque sempre souberam que mais dia menos dia seriam citados. E outra: ambos estão chateadinhos com o governo, como se o fato do nome constar na lista fosse obra do governo Dilma. E não é. Eles constam na lista do Procurador por atitudes pessoais relacionadas ao recebimento de dinheiro de empresas investigadas.

Isso nada tem a ver com perseguição do governo ao PMDB, até porque ninguém está mais envolvido nessa história até o pescoço do que o próprio governo.

Daniele Barreto para o Programa Opinião.

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