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18
dezembro
2014
Coluna “Política à Flor da Pele”: Ausência de oposição faz refém a política brasileira

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Leia a transcrição do comentário de ontem e mande sua opinião:

Ausência de oposição faz refém a política brasileira

Um dos maiores problemas que aflingem a nossa política hoje é a ausência de uma oposição coerente e fiscalizadora. Uma oposição que de fato represente o eleitor insatisfeito com o governo, especialmente no cenário baiano e nacional.

A ausência dessa oposição se dá primeiro porque o poder exerce um fascínio muito grande aos nossos políticos, porque com ele vem muito dinheiro, facilidades para seus empreendimentos empresariais, enriquecimento fácil e rápido. E como é muito raro encontrar quem não entre na política exatamente por esses motivos, fica fácil para quem se elege comprar quem deveria cobrar e se opor. Assim, um ciclo de corrupção se forma no país em torno de apoios e a ajuda mútua para assaltar cofres públicos e destruir o Erário.

Em municípios do país, inclusive no nosso, assistimos uma manada desenfreada de políticos correndo para a situação depois de uma eleição. O mesmo ocorre em relação aos governos estaduais e federal.

No estado da Bahia, por exemplo, a oposição tem uma atuação tão pífia que há anos não tem chances de vitória, e se continuar agindo apenas na frente dos holofotes vai levar mais algumas décadas para tirar o PT do governo. Há uma falta de posicionamento sobre os temas relevantes e nenhuma fiscalização e cobrança. A oposição baiana, especialmente a bancada na Assembleia Legislativa só fala quando acende a luz do plenário e de algum blog famoso ou rede de TV. Na prática, o governador faz o que quer e silencia quem ele quer.

Nacionalmente, salvo o senador Álvaro Dias, e mais uns 2 ou 3 gatos pingados, o governo federal também não encontra obstáculos para governar sem oposição. E assim o fez nos últimos 12 anos.

Nesse cenário, vão surgindo políticos que buscam ocupar um espaço de forma ilegítima, como o próprio Paulo Souto e Aécio. Aécio, por exemplo, vem tentando, desde junho, forjar um personagem que não emplacará. O espaço de opositor combativo não vai colar, e ele jamais será, porque nunca foi.

Na sua trajetória, ele silenciou diante dos maiores escândalos do país (nos quais incluo o Mensalão); além disso, não há posicionamentos relevantes do mineiro sobre os temas da agenda política nacional na Tribuna do Senado. Esse “Aécio Oposicionista Combativo” que vimos emergir em 2014 é um “Lulinha Paz e Amor”: uma criação de marketing para ocupar um espaço e corresponder a essa expectativa “de mercado” que temos de que surja um nome da oposição.

Muitos dos nossos políticos de oposição não seguraram o personagem nem até o ano eleitoral acabar e já abandonaram a função que lhes cabia. Por exemplo Paulo Souto e Aécio.

Em relação a Paulo Souto não dá nem para fazer comentário mais, porque está morto politicamente, assim como o também oposicionista Geddel – este, oposição quando convêm. Já Aécio, é um caso ainda mais grave porque ele cria expectativas no eleitor e depois não as cumpre, o que não o faz um “representante legítimo da oposição”: por não se fazer legítimo e por não saber fazer oposição.

Daniele Barreto.

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