» 2º turno: Aécio faz comício no Pelourinho! #Eleições2014 - Daniele Barreto
19
outubro
2014
2º turno: Aécio faz comício no Pelourinho! #Eleições2014

Gente, bom dia!!!

Tudo bem, meus amigos? Estou devendo alguns posts da semana passada. Não foi desdém nem preguiça. rsrs É que ontem (sábado), fui obrigada a tirar o dia para descansar um pouco e fazer o satsang porque vinha num ritmo desgastante demais, dormindo 4 horas por dia (sem tempo para meditar, lavar o cabelo pra nada) e tive que dar uma paradinha. Mas louca para contar os babados acontecimentos da semana para vocês… rs

Vou postar também sobre o Ato dos Advogados em Apoio a Dilma (quinta-feira, foi massa) e o aniversário da Orquestra Neojibá (sexta-feira), mas vamos primeiro ao evento de Aécio, que bombou no Pelourinho.

Coletiva de Imprensa:

  • Aécio reclama de Dilma

A chegada de Aécio foi marcada por uma coletiva de imprensa na qual ele criticou a condução da campanha pela candidata petista. Aécio disse que acha “triste” que a busca pela “desconstrução” de candidatos seja o foco principal da campanha.

“É triste numa democracia, na maturidade da brasileira, nós vermos uma campanha que, em vez de propor o futuro para os brasileiros, busca desconstrução daqueles que ousam enfrentá-los”, disse Aécio, fazendo referência ao debate desta quinta-feira (16) entre ele a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff.

Minha opinião – Eu também acho triste, mas imparcialmente – como quem acompanha essa campanha desde os seus primeiros passos -, posso afirmar que quem levou o tom para esse lado foi o tucano. Gente, é triste que não se discuta propostas e projetos no horário eleitoral, muito menos nos debates. Mas a verdade é que seja na propaganda do candidato baiana da oposição (Paulo Souto, no 1° turno), quando na de Aécio, se priorizou bater no opositor, no lugar de apresentar um programa decente. O de Paulo Souto foi um show de exploração das denúncias da Veja, quando vimos o nível descer muito no horário político (independentemente da procedência das denúncias). No de Aécio, a começar pelo sorriso cínico e o fato dele iniciar TODAS  as frases nos debates com alguma ironia ou chacota a Dilma, percebemos também a desconstrução da candidata. Aécio bateu forte desde o início. Dilma reagiu com questionamentos tão grosseiros quanto. Ambos errados. Mas Aécio não pode, em nenhuma hipótese, reclamar do nível, porque quem puxou para esse caminho foi ele.

  • Propostas nos debates

O candidato tucano também reclamou da ausência de propostas a serem expostas ao eleitor. Olha o que disse:

“O debate, ele existe para que as propostas possam ser expostas e o eleitor possa comparar para tomar sua decisão. Eu estou pronto para debater o Brasil do futuro. Lamentavelmente, a minha adversária optou por debater o passado, focar – não sei se por uma orientação estratégica ou do seu marqueteiro – a campanha em ofensas, em denúncias, essas que vocês estão vendo nas redes”.

Minha opinião – Aécio achou – com sua coordenação de campanha – que explorar de forma agressiva a corrupção do governo de Dilma colocando-a contra a parede daria certo. Como a voz das ruas (a voz daquelas ruas que o PSDB ouve) indicava uma indignação quase violenta aos desmandos petistas, Aécio internalizou isso e desde o primeiro debate põe logo um sorriso irônico no rosto e mil pedras nas mãos. A medida em que batia forte em Marina e posteriormente em Dilma, ele via sua torcida vibrar e dava um tom ainda mais ríspido aos seus pronunciamentos. Só que não se faz campanha para militante e quem vibra com “picuinha” e agressividade é apenas militante. Com o tom puxado por ele, os debates ficaram cada vez mais grosseiros e o povo começou a reagir negativamente ao tom e à falta de propostas. Para reverter sua situação diante do eleitor que não aceitou sua postura, o candidato se apropriou agora do discurso do coitadismo (que não o cabe) e (depois que pesquisas qualitativas para consumo interno indicaram o descontentamento popular) sacou esse clichê de “queremos propostas”. Que propostas, cara pálida? Porque não as diz em seu programa, e substitui o conteúdo de denuncialismo por algo mais propositivo?

Exemplo para provar o que digo –  No debate da quinta-feira, Dilma ainda não tinha agredido Aécio. Ele disse em várias passagens que Dilma “mente”. A chamou de mentirosa diversas vezes. Dilma retrucou, como qualquer pessoa o faria:”Quem mente é o senhor”. Lá pelas considerações finais do debate, Aécio critica a campanha petista e tenta manipular o eleitor: “Não é possível que numa eleição dessa importância tenha sido perdido tanto tempo em tantas ofensas.” Mas gente, ele quem fez uso de ofensas em TODO o debate foi ele. Não é legítimo que se vitimize ao final da briga do debate.

Ele não pode reclamar do rumo que a campanha tomou porque nenhuma das suas perguntas foi sobre Reforma Política, Reforma Tributária ou temas de grande interesse nacional. Nenhum dos dois estão apresentando propostas? Ok! Mas além de ter levado a discussão para um tom irônico e sarcástico, Aécio não levanta o nível com perguntas relacionadas à propostas para o Brasil. Portanto, não pode reclamar do cenário atual de agressividade e falta de propostas.

Comício no Pelourinho

Organizado pelo prefeito ACM Neto (as más línguas dirão que Netinho obrigou convocou os funcionários da prefeitura a comparecerem no evento), o evento contou com caminhada da Praça Castro Alves até o Pelourinho. Quem chegava nas redondezas (Relógio de São Pedro, Piedade, Avenida Joana Angélica) já percebia a movimentação e se espantava com a quantidade de pessoas com praguinhas e bandeiras.

Eu não esperava tanta gente. Na Praça da Sé e em frente à Basílica, centenas de cidadãos demonstravam que aderiram ao chamado de Aécio com roupas nas cores da bandeira e muita empolgação com a possibilidade da virada eleitoral (já que Aécio pontuava mal, segundo algumas pesquisas, no primeiro turno).

Em seu discurso, Aécio novamente condenou os ataques da campanha petista contra ele (o mesmo discurso que falei acima, calculado pelos marqueteiros), afirmando:

“A minha adversária optou por discutir o passado e focar a campanha em ofensas e denúncias. É triste ver uma campanha em que se busca a desconstrução daqueles que ousem disputar com eles. Só que eu não me abato com isso. A cada mentira contada por eles, direi 10 verdades”.

E não para de falar em Dilma, né? É o discurso que tenta capitalizar para ele a insatisfação popular com os debates e com o tom horário eleitoral.

Aécio também recebeu apoios importantes como o da ex-Corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Eliana Calmon – que só não era vista com clareza em cima do trio porque espaçosos colaboradores menos relevantes só faltaram se acotovelar para aparecer ao público presente.

Aécio convocou os eleitores a se engajarem na reta final de campanha e realizou um discurso voltado ao Nordeste, colocando a região como a prioridade máxima de seu programa de governo. Falou na necessidade de investimentos de infraestrutura e na diminuição da taxa de crimes violentos, principalmente os homicídios. Mas nada disso vem sendo explicado nos seus programas eleitorais, nem explicitado como conseguirá.

O discurso de Aécio foi breve, na medida, e entrecortado com gritos dos manifestantes que pediam “Fora PT” e chamavam seu nome em coro.

Situação de ACM Neto

Eu fiquei surpresa com a quantidade de pessoas e com o engajamento dos presentes, com a participação e a vontade de mudar o cenário político que invadiu as ruas do Pelourinho.

Mas vale lembrar que a manifestação, embora extremamente significativa, não expressa um sentimento mudancista nem gabarita ACM Neto como líder-máximo das eleições e grande transferidor de votos (como alguns militantes e políticos da oposição fazem crer comemorando o sucesso do evento promovido por Neto). A verdade é que Neto fracassou nas urnas nessas eleições, não dando ao seu candidato ao Governo a votação que esperava (e bradava aos ventos), nem elegendo com quantidade de votos que desejava seus candidatos a deputado preferenciais. Sem falar que o resultado, para Neto, em Salvador foi pífio, diante da quantidade de propagandas institucionais da prefeitura que inundaram nossa TV dia após dia durante as eleições, e o número avançado de obras que ele deu início e perpetuou em locais estratégicos da cidade durante esse período.

Após a abertura das urnas, vamos ver se 3 semanas foram suficientes para Neto melhorar seu desempenho. O evento foi fantástico, mas não exime o fracasso do grupo político no dia 05 de outubro e ainda é cedo para comemorar qualquer virada (que, inclusive, na minha opinião, não virá – mesmo tendo sido um evento significativo).

VAMOS ÀS FOTOS:

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(única foto cujo crédito não é do blog é a terceira, de cima do trio, que foi encontrada no Facebook de Paulo Souto)

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