» Moradora de Juazeiro denuncia situação da antena da OI - Daniele Barreto
25
fevereiro
2013
Moradora de Juazeiro denuncia situação da antena da OI

Olá, amigos,

convido-os a ler a carta minha colega de faculdade a bacharela e servidora pública Jacqueline da Cunha Benevides escreveu sobre a inaceitável situação da instalação de uma antena da OI no município de Juazeiro.

Beijos, Boa leitura & Politize-se!

MORADORA DO CENTENÁRIO DENUNCIA NO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL CONTRA ANTENA DE CELULAR DA OI
SEGUNDA-FEIRA – 25/02/2013 ÀS 12:30

Sou moradora do bairro Centenário há 28 anos e apresentei uma representação no MPF assinada juntamente com 200 moradores do bairro contra esta antena de celular que o vereador José Carlos Medeiros mencionou na sessão ordinária da Câmara.

O terreno locado para a instalação da antena fica nos fundos da minha casa, a poucos metros do meu quarto e o outro muro do terreno corresponde à parede dos cômodos da casa de outra vizinha, parede esta que já está rachando em função das obras.

Segundo informações dos próprios funcionários da terceirizada Clemar, que está realizando as obras de instalação, a antena terá 40 metros de altura.

O MPF determinou a suspensão das atividades de instalação da antena, mas a OI continuou por dias os trabalhos ao arrepio da recomendação do MPF.

A operadora de celular só possui um Alvará da Sedur, o qual a população quer saber por quais motivos  fora concedidos, uma vez que  a antena não obedece ao item 7.1, b, da Resolução 2949 de 22/03/2002 do  CEPRAM (Conselhos Estadual de meio Ambiente) que determina uma distância radial mínima de 20 (vinte) metros de residências, medidos a partir do  ponto mais próximo da antena em relação a edificação. No caso, a antena será instalada a cerca de no máximo 4 metros de uma das casas e a menos de 20 metros das demais.

Não se tem notícia de nenhuma licença ambiental, nem qualquer estudo de impacto ambiental, de nível de poluição, ou mesmo de qualquer autorização da Anatel.

Os moradores estão revoltados com a situação, pois muitos deles moram há mais de 30 anos no bairro e agora estão sendo obrigados a vender suas casas por estarem com medo dos efeitos nocivos da antena, tais como câncer, Alzheimer, perda de memória, dores de cabeça intensas catarata, mudanças no sistema nervoso e outras doenças causadas pela poluição eletromagnética.

O nosso bairro foi criado no ano do Centenário da cidade, é de suma importância para sua história.

Dois dos moradores são idosos e usam marcapasso e segundo orientações dos médicos eles não podem ficar por muito tempo próximo das antenas, pois elas interferem no funcionamento dos aparelhos. Essa interferência consta inclusive de um Manual do maracapasso elaborado pelo instituto do coração.

Além disso, já existe uma outra antena no bairro  vizinho, a Vila Jacaré, de modo que, com a instalação de uma segunda antena a poucos metros da outra, os moradores estariam submetidos a 2 campos magnéticos, situação ainda mais perigosa.

Tenho liderado o movimento juntamente com minha mãe e um outro vizinho. Já representamos no MPF, no MPE, já procuramos o município, e agora precisamos do apoio da imprensa. A notícia foi capa da revista folha do são Francisco. O Ministério Público FEDERAL tem cumprido seu papel com muita propriedade, tomando todas as diligências possíveis, mas a operadora tem menosprezado as recomendações expedidas pelo MPF, como se vê das fotos juntadas. O vereador José Carlos Medeiros também está engajado nesta luta e tema tuado de forma brilhante levando a discussão à Câmara de Vereadores.

Os moradores estão aflitos. O proprietário do terreno não se mostra propício ao diálogo e joga a responsabilidade para a operadora dizendo que apenas alugou o terreno. A operadora, como de praxe, também não dialoga com os moradores.

O terreno é de olaria, a cratera aberta para a instalação da base da antena está repleta de água, o muro que cerca o terreno está com umidade e tem energia elétrica nas proximidades . Há, portanto outros perigos além da radiação eletromagnética. OS moradores temem pela queda da antena por cima das casas, uma vez que o solo de olaria é úmido e portanto adequado para suportar uma antena de 40 metros. Temem ainda pela ocorrência de acidentes ou morte de pessoas em razão de choques, já que este é o efeito lógico da combinação entre água e energia. Há ainda o perigo de uma epidemia de Dengue.

A situação é grave.

Jacqueline da Cunha Benevides

Bacharela em direito e servidora pública

Rua Canafistula, 256, bairro Centenário, Juazeiro.