» Coluna "Política à Flor da Pele" - Daniele Barreto
14
fevereiro
2013
Coluna “Política à Flor da Pele”
Frase da semana:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agiganta-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a desanima-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”, Rui Barbosa.
Renúncia e indícios
28 de fevereiro. Está escolhido o dia da renúncia do do Papa Bento XVI. Ontem, em sua última grande missa – na Quarta-Feira de Cinzas que abre a Quaresma -, visivelmente emocionado, opinou acerca da divisão no clero e da falta de unidade – o que, para ele, desfigura o rosto da Igreja.Pregou pela necessidade de “viver a Quaresma de uma maneira intensa, superando “individualismos e rivalidades””. Deixa, assim, o clima de “guerra civil” que toma conta do Vaticano. E complementou deixando indícios de que por traz da renúncia há a insatisfação com a Instituição, ao afirmar que Jesus denunciou a “hipocrisia religiosa”.
Teste Nuclear
Nesta terça-feira a Coreia do Norte informou ter realizado seu terceiro teste nuclear (com “maior nível” que os anteriores foram em 2006 e 2009). A ação foi confirmada pela Coréia do Sul que detectou um terremoto de pouco mais de magnitude 5. O mundo se assustou e reagiu. A Coréia do Sul anuncia que irá ampliar capacidade de sistemas de defesa. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu reforçar seu sistema antimísseis, entendo o teste como um desafio da Coréia ao mundo.
Eliana Calmon e os privilégios dos juízes
“Acho que nós não podemos ter privilégios. Como é que um juiz vai julgar os outros se ele tem uma vida diferente?”, disse a ministra.
Orçamento 2013 e barganha
Enquanto o Carnaval inunda as ruas e mentes dos brasileiros… Sequer nosso Congresso votou a Lei Orçamentária. Leia a opinião do Senador Álvaro Dias: “O governo que mal executa o orçamento, (em 2012, de 90 bilhões para investimentos, empenhou cerca de 60 e pagou pouco mais de 19), o  elabora mal, articula com incompetência a base aliada na busca do consenso e quando atrasa sua aprovação usa como pretexto a oposição. Isso é desonesto. A oposição não tem número sequer para obstruir votações no Congresso. Anuncia-se que no próximo dia 19 o orçamento será votado. Basta que o governo coloque em plenário a sua maioria esmagadora e o fará sem problemas. Não votou na semana passada porque, segundo alguns, era hora de cobrar a conta. Por essas e outras razões conhecidas desde o escândalo dos Anões do Orçamento, tenho defendido a extinção da Comissão de Orçamento, que não eliminou os vícios identificados à época pela CPI. A lei orçamentária tramitaria pelas comissões técnicas das duas Casas até sua aprovação final numa comissão de sistematização. Essa distribuição de responsabilidade, certamente, ofereceria maior segurança em relação à necessária correção dos procedimentos.”